São Paulo,  
Busca:   

 

 

Terror//Insurgência

 

PAPA: remediada pisada na bola. Itália entra em alerta antiterror (foto ao lado). O NYork Times critica o papa. Al Aswani desnuda o quadro.

Por IBGF/WFM

IBGF,16 setembro 2006.

Pronunciamento do Papa colocou Roma em estado de alerta antiterror.


Ala a-Aswani, intelectual laico e autor do bestseller "Palácio Yacoubian" (uma denúncia do Egito de hoje: corrupção, propinas, prostituição, ditadura, entremismos religiosos), diagnosticou: "Nós o estimamos, mas, assim, dá nova força aos fanáticos".

Com fiéis islâmicos em protesto pelas ruas do planeta, a Itália entrou em alerta vermelho. Com várias células terroristas presentes na Itália, os serviçoes de inteligência (civil e militar) temem atentados em Roma, em Catel Gandolfo (residência de verão do papa, que lá passa o sábado, depois da volta à viagem à Alemanha) e, também, nas proximidades do Vaticano.
O jornal New York Times (edição de sábado 16) definiu como "trágicas" e perigosas as palavras do papa Bento XVI, que foi exortado pelo jornal a pedir desculpas.
A desculpa pública chegou. O papa Ratzinger escusou-se por suas palavras sobre Maomé (referência feita em Universidade alemã ao imperator bizantino Manuel II-Paleólogo).

Uma grande parte do mundo islâmico entendeu que o pedido não foi suficiente. Assim, a tensão ainda permanece. Os radicais tentam prolongar ao máximo o juízo de revolta popular.
No texto saído da Santa Sé, está dito que o Papa está vivamente desconfortado com o fato de alguns passos do seu discurso terem sido interpretados como ofensivos à sensibilidade dos fiéis muçulmanos". O governo do Marrocos já chamou de volta o embaixador junto ao Vaticano. Na Somália, o presidente das Cortes Islâmicas,-- extremista Abubikar Hassan Malin---, convocou os mulçumanos de todo o mundo para " sair em caçada ao papa Ratzinger" "Quem ofende o profeta maomé deveria ser morto imediatamente.
A desculpa do papa Bento XVI foi apresentada pelocardeal Tarcisio Bertone. O texto ressalta que o papa não teve por objetivo ofender o islamismo. Bertone esclareceu: "o papa pocurava, na manifestação, enfrentar o tema da relação entre religiões e violência, de qualquer parte que essa violência provenha"
.
Uma coisa é certa. Pelos catecismos católicos, os papas falam, em certas ocasiões, inspirados pelo Espírito santo. Em outras, por si próprios. No caso corrente, o papa Bento XVI falou sem nenhuma inspiração do Espírito Santo, mas de boca-própria, a mostrar sua falibilidade interpretativa


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet