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Terror//Insurgência

 

PAPA: em menos de 48 horas, duas pisadas na bola.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF,15/9/2006.

Oportunidaes perdidas para calar.


IBGF,15/9/2006.
Com razão, os islâmicos sentiram-se ofendidos. Por outro lado, era tudo que muitos radicais desejavam, da Al Jazzeera a Al Arabiya e da Al Qaeda à Irmandade Muçulmana.

O papa Ratizinger citou o imperador bizantino Manuel Paleologo II, que falou da difusão do Islã pelo fio-da espada, seja da parte de Maomé, seja da parte dos seus seguidores.
Com apoio no mesmo imperador bizantino, destacou:"Mostra-me também aquilo que Maomé trouxe de novo e vocês encontraram apenas coisas ruins e desumanas".

Em outra passagem, o papa Bento XVI frisa que "a guerra santa (jihad) é irracional e Deus não é condescendente com o sangue derramado".

O Parlamento do Paquistão, na sexta feita 15, aprovou moção de repúdio e convocou o núncio apostólico. Nas ruas, os muros apareceram pintados: "Papa ignorante, retire as frases ditas sobre o Islã".

No Vaticano, enquanto se aguarda a chegada do papa que já deixou a Alemanha depois de 6 dias de visitas e dois infelizes pronunciamentos, o novo ministro de Relações Exteriores do vaticano, cardeal Domenique Mamberti, tenta acalmar a situação: "Diálogo e respeito para com todas as religiões, incluído o islamismo, essa é a vontade do papa Bento XVI".

O certo é que a indignação islâmica não se aplaca, enquanto Dominique Mamberti, recém nomeado ministro da Santa Sé, continua a jogar agua-fria para apagar o fogo: -" O diálogo com as grandes civilizações é um dos temas correntes. É uma prioridade que exige muita atenção e impenho. Paquistão.

Além da moção aprovada por unanimidade pelo Parlamento, o ministro do Exterior denunciou "a ignorância do pontífice Ratzinger sobre a religião islâmica. Definiu como desprezível seu pronunciamento.

Índia

O presidente da Comissão Nacional das Minorias, Hamid Ansari ( a Índia é um país laico, com 80% de indus e 13% de muçulmanos) definiu o pronunciamento do papa como " um apelo às Cruzadas da Idade Média".

Iraque.

A máxima autoridade sunita do país definiu as palavras do papa Bento XVI como "precedente perigoso diante do qual não se pode calar".

Egito.

O ministro do Exterior, Ahmed Aboul Gheit, ressaltou: "Se as palavras forem verdadeira, elas acabam por incentivar um litígio entre civilizações e acaba, minando os esforços para reaproximar o Ocidente do Oriente".
Palestina. O premier Ismail Haniyeh,-- do Hamas--, condenou a intervenção do papa Ratzinger e pediu que coloque termo a ataques verbais `religião islâmica.


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