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Terror//Insurgência

 

TERROR:Ataque à embaixada americana de Damasco teve dedo da Al Qaeda. Faz parte do plano de desestabilizar os países em torno do Iraque, incluída a Síria.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, setembro 2006.

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OLHO.
A questão do momento: Se a Síria abriga e financia terroristas, como acabou sendo vítima deles?

Para as autoridades locais, não há dúvida de que a Al Qaeda tem um braço sírio, instalado no país a revelia do presidente Bashar el Assad. E Bashar dirige o país com punho-de-ferro, como fazia seu pai Hafez.

Mais ainda, a Síria é um estado laico e isso o terrorismo islâmico, a começar pelo ideólogo Zawahiri (segundo da Al Qaeda), não admite.

Já é certo que uma organização terrorista ligada a Al Qaeda promoveu o ataque à embaixada EUA em Damasco, em 12 de setembro.

Até agora, duas organizações terroristas sírias são supeitas: (1) o Exército da Grande Síria e (2) o Jund al Sham, que traduzido quer dizer Soldados da Síria.

O modus operandi é igual ao empregado pela Al Qaeda. O ataque ocorreu um dia após o pronunciamento de Zawahiri (ideólogo da Al Qaeda) feito em 11 de setembro. Zawahiri alertou que um novo ataque iria ocorrer no Oriente Médio e em país de governo laico (caso da Síria).

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MATÉRIA.

Os serviços de segurança do Egito, Jordânia e Israel detectaram que o terrorismo islâmico tem por meta desestabilizar os países vizinhos ao Iraque (Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Síria).

Não é a primeira vez que a Síria sofre ataques de grupos terroristas "jihadistas" (guerra santa).

Em junho passado, ocorreu um ataque na praça Ummayad, de Damasco. O alvo era a televisão estatatal e quatro pessoas morreram. Para os 007 sírios, foram os "takfiri", ou seja, os seguidores de um islamismo radical: no caso, a organização Jund-al-Sham. Embora seja uma organização radicalmente religiosa (Jund al-Sham), entendem os seus líderes que os fins justificam os meios. Assim sendo, para financiar as ações da "guerra-santa" controlam o tráfico de drogas na Ásia Ocidental.

O modus-operandi da Al Qaeda foi utilizado no ataque frustrado à embaixada dos EUA em Damasco (12/09/2006). Um modus operandi igual, por exemplo, ao empregado nos ataques na Arábia Saudita e em Nairobi.

Um comando de quatro homens esperou a explosão de um furgão carregado de recipientes de gás, com um detonador de fabricação caseira: a Al Qaeda sempre provoca explosões para aturdir e permitir o ingresso de terroristas nos prédios-alvos.

No caso sírio, o detonador falhou e a explosão não ocorreu. Os guardas de segurança externa da embaixada (todos sírios) perceberam a movimentação dos quatro terroristas e notaram que, cada um, carregava um lança-granadas.

Sem perceber que estavam sendo observados, resolveram atacar a embaixada, sem a explosão do furgão. Então, gritaram a frase cheve, sempre usada nos ataques da Al Qaeda: Alá é grande"

Os quatro terroristas, então, passaram a ser alvos dos quardas. Os quatro morreram, depois de uma troca de tiros e explosões, por cerca de 15 minutos.

Mais de uma dezena de transeuntes saíram feridos e um guarda sírio faleceu no local.


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