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Terror//Insurgência

 

TERROR: Papa Bento XVI pisa na bola e fundamentalistas aproveitam.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 12 setembro de 2006.


OLHO.

Sem querer, o papa Ratzinger forneceu combustível para os predicadores do ódio contra a cultura Ocidental laica.
A polêmica está aberta e, no Vaticano, bombeiros de batina correm para apagar o incêndio. Os fundamentalistas jihadistas (guerra santa contra o Ocidente) acham que o papa confirma aquilo que vêm frisando. ...................
MATÉRIA.

A polêmica está aberta na Europa.

Para muitos, o pronunciamento de Bento XVI poderá ser instrumentalizado e servirá de combustível para os radicais islâmicos que declararam guerra ao Ocidente.

Para o papa Ratzinger, a cultura ocidental está desprezando Deus e zombando do sacro, resultado de um “drástico iluminismo laico”. Em outras palavras, cresce o número de ateus e agnósticos.

A zombaria ao sacro ressuscitou,-- diante da fala de Ratzinger e da passagem do quinto aniversário da tragédia do 11 de setembr--, o episódio das charges ofensivas a Maomé, publicadas no jornal dinamarquês Jyllands Posten, em 30 de setembro de 2005.

A manifestação do papa está sendo comparada com a de Youssef Qaradawi, líder espiritual fundamentalista da organização eversiva Irmandade Muçulmana sediada no Egito e reprimida pelo presidente egípcio Hosny Mubarack.

No início deste ano (fevereiro de 2006), Qaradawi ressaltou: -“ Esses dinamarqueses e os seus semelhantes não são nem cristãos e nem gente do Livro (Bíblia). A maioria deles está sem Deus. A religião deles é recorrer ao prazer sexual e desenvolver uma vida de pecados, a começar pelo vício do homossexualismo”.

A turma de bombeiros de batina do Vaticano já saiu a campo para dizer que a mensagem do papa Bento XVI era construtiva, com a meta de reconquistar as ovelhas desgarradas.

Os radicais islâmicos ligados ao terrorismo procuram sempre afirmações, saída do lado que combatem e querem aniquilar, a fim de justificar suas ações violentas, que chamam de jiad islâmica (guerra santa).

Não faz muito tempo, o pronunciamento do papa João Paulo II, em 1989 e por ocasião da quesda do Muro de Berlim, foi recordado pelos simpatizantes da Al Qaeda. Na ocasião, o papa falava da necessidade de “recristianização” em face da expansão da cultura laica, consumista e relativista.

Como se pode notar, enquanto a polêmica rola, os fundamentalistas predicadores do ódio continuam a atacar os valores ocidentais básicos, como democracia, pluralismo, liberdade de expressão e religiosa, separação do secular do temporal.


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