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Terror//Insurgência

 

TERROR: presidente libanês defende o hezbollah e acha distante o cessar fogo.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF,10 de agosto de 2006.




OLHO.

Émile Lahoud, presidente libanês, declarou "O hezbollah é parte integrante do nosso exército nacional". Ele é considerado por drusos e maiorias cristã e sunita "um traidor maronita a serviço da Síria". Ele afirmou que "a milícia do Partido de Deus (hezbollah) combate como um vietcong e eu estou com eles". Ainda, Lahoud cria uma nova versão e blefa ao afirmar que Isreal bombardeia o Líbano com bombas de fósforo e urânio, fato desmentido pela ONU.

MATÉRIA.

O presidente Émile Lahoud deixou claro que o cessar de fogo entre Israel e Líbano está distante.

Lahou é general. Tem 70 anos de idade e é presidente do Líbano desde 1998, quando, em razão da maioria parlamentar, teve de nomear premier Rafik Hariri, assassinado em 14 de fevereiro de 2005 e com a Síria sendo a maior suspeita. Lahou teve o mandato prorrogado até 2008.

Com o Tratado de AT TAIF, assinado na Arábia Saudita para colocar fim na guerra civil libanesa (1975 a 1990) estabeleceu-se um sistema de equilíbrio, com os cristão na presidência do país, os sunitas na vice e os xiitas na presidência do parlamento. Lahoud é cristão marotina, que alinhou-se, para surpresa, com os sírios. A Síria invadiu o Líbano em 1990 e só se retirou em 26 de abril de 2005, em face da pressão internacional pelo assassinato de Hariti (inimigo de Lahoud).

A recente proposta (9 agosto de 2006) de presença de 15 mil soldados no sul libanês,-- que agradou Israel--, não suspenderá a resistência do hezbollah, segundo Lahoud. Para o presidente, existem muitas questões pendentes. Por exemplo, "Israel deverá devolver ao Líbano a região de Shebaa e Haermon, que nos pertence", destacou Lahoud. Para a ONU, as áreas só agora postuladas pertencem à Síria e não ao Líbano.

Tal fato mostra a disposição de Lahou de continuar a criar dificuldades para o cessar fogo. Outro ponto levantado por Lahoud diz respeito a 500 mil palestinos em território libanês. Para o presidente, antes do cessar fogo deve-se resolver o rpoblema dos palestinos, que precisam voltar para a Palestina: "Aqui no Líbano temos mais de 500 mil palestinos. É um grande problema demográfico para o Líbano. A paz ocorrerá apenas com uma solução complexiva da questão palestina".

O líder druso Walid Jumblatt, muitos cristãos e sunitas consideram o presidente Lahou, que se proclama maronita (cristão maronita), "um traidor a serviço da Síria". A afirmação de Lahou, -- feita do palácio presidencial de Baabda, surpreendeu ao apontar Israel como responsável pelo assassinato do premier Rafik Hariri, quando todos os indicativos mostram a responsabilidade da Síria: Hariri lutava para libertar o Líbano da invasão da Síria.

Quando a afirmação de Israel que não tem intenção de conquistar o sul do Líbano, da qual se retiurou em 2000, o presidente Lahoud contesta. "Dico a vocês que Israel pretende voltar a se apropriar do sul do Líbano. Só que a capacidade da nossa resistência (refere-se ao hesbollah) golpeou os sionistas de surpresa. O hezbollah combate como os vitcong. Eu estou com o hezbollah. Nós não pensamos em vencer uma guerra convencional contra Israel. O exército de Israel é superior, mas as nossas técnicas de guerrilha são muito mais eficazes. Em quase um mês de guerra os soldados de Israel precisam de helicópteres para conseguir restabelecer com munições e alimentos. O terreno conhecemos bem e se encontra na posse dos nossos valores libertadores do hezbollah.

Admitiu o presidente libanês que a Síria e o Irã sustentam o hezbollah da mesma maneira que os EUA arma Israel.


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