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Terror//Insurgência

 

LÍBANO-ISRAEL: o Hezbollah aumentou de 100 para 200 o número de mísseis lançados diaramente contra Israel.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF-7 de agosto de 2006.




OLHO.

O conflito entra no seu 26.dia. Até agora, o Hezbollah lançou 3 mil mísseis contra Israel, incluídos os de longo alance, de fabicação iraniana.
No início das hostilidades (12 de julho de 2006), o Hezbollah lançava de 90 a 100 mísseis diários.
Agora, a média subiu para 200 mísseis por dia. Para surpresa, começam a ser lançados os RAAD-2, com maior poder distruidor que os katiuscia.
Segundo revelado, os artilheiros do Hezbollah têm de 10 a 15 minutos para o disparo, ou seja, para não serem identificados.
Os katiscia são arremessados de caminhões móveis, posteriormente escondidos em prédios residencias.
A rede de apoio logístico do Hezbollah,--com fornecimento de armamentos e munições, foi construída nos últimos 4 anos e Israel, apesar dos ataques, não conseguiu distrui-la.

O ministro sírio, Walid Mouallem, diz estar o seu país pronto para iniciar uma "guerra regional". As declarações foram feitas em Beirut, ou seja, pela primeira vez que um dirigente sírio vai ao país depois do assassinato deo premier libanês e da retirada das forças invasoras da Síria, na primavera de 2005.

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MATÉRIA.

O conflito a envolver Israel e Líbano, --onde atua a organização terrorista Hezbollah--, entrou no seu 26.dia. A pior notícia foi a objeção, pelo Líbano e Hezbollah, ao esboço franco-americano de Resolução, apresentado ao Conselho de Segurança da ONU.

Depois do "bola-fora" do ministro de relações exteriores da França, Philippe Douste-Blazy, o governo resolveu acionar o embaixador Jean Marc Sablière, que atua pela França junto às Nações Unidas. O bola-fora consistiu em afirmar que o Irã estava colaborando para um cessar de hostilidades. Logo depois, o presidente do Irão, Amadinejadi, desmentiu o francês dizendo estar empenhado no esfacelamento de Israel e no fim do sionismo.
Sablière e o diplomata norte-americano, Jhon Bolton, prepararam um esbço de resolução com o objetivo de cessar as hostilidades em Israel e Líbano.
Pelo supracitado esboço de resolução,--cujo destinatário são os 15 representantes com cadeira no Conselho de Segurança da ONU, ficou estabelecido,--no seu primeiro parágrafo--, que a iniciativa para o fim das hostilidades deveria partir do Hezbollah.
O segundo parágrafo estabelece como dever do Hezbollah de soltar, incondicionalmente, os dois soldados israelenser seqüestrados em 12 de julho de 2006.

Quanto ao terceiro artigo, ficou frisado que Israel deveria cessar com os ataques, mas ficava-lhe garantido o direito à auto-defesa. Relevante, ainda, o dispositivo do esboço de resolução quando prevê, no Líbano, o embargo de vendas de armas a "todas as forças não governamentais", caso do Hezbollah. A respeito, desde o acordo de Taif em 1989, o Hezbollah foi a única milícia não desarmada.

O veto à proposta franco-americana partiu do Líbano. O ministro libanês da energia, Mohamed Feneice,--que é membro do Hezbollah, alertou que "quando cessar a agressão feita pelo estado hebraico, os combates serão interrompidos pelo Hezbollah, isso sob a condição de que não fique um soldado de Israel em teritório libanês"
O ministro da cultura do Líbano, Tarek Mitri, é o representante do seu país perante o Conselho de Segurança da ONU. Tarek destacou que não aceitará a proposta franco-americana e rematou: "Nós insistimos na simultaneidade entre a cessão da hostilidade e o retiro do exército de Israel. A proposta fala de uma retirada numa fase sucessiva ao cessar fogo e sem um calendário"
Enquanto ocorre uma resitência libanesa, pela boca do Hezbollah, a Síria anunciou, pelo ministro Walid Mouallem, que está disposta, caso afetada, a iniciar uma guerra regional.

Os trabalhos no "palácio de vidro", sede da ONU em Nova York prosseguem, em especial no penúltimo andar (38 andar), onde está o gabinete do secretário-geral Annan.


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