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TERROR: O que pensam o irmão e o cunhado de Zarqawi. Um perfil de Zarqawi, chamado por Bin Laden de Príncipe da Al Qaeda no Iraque.

Por IBGF/WFM

IBGF,8 junho 2006



Abu Musab Al Zarqawi ficou conhecido como o “homem das múltiplas faces”. Em cada fotografia oficial aparecia de um jeito diferente. Por isso, muitas vezes foi dado como morto, em embates entre com soldados, policiais ou grupos rivais.

O verdadeiro rosto de Zarqawi só foi conhecido em 25 de abril de 2006, num vídeo de 34 minutos, preparado a mando da Al Qaeda.

A razão do vídeo era demonstrar que Zarqawi estava vivo e gozava de boa saúde, desmentindo, assim, os boatos que estaria morto.

No vídeo, Zarqawi lançava um apelo aos iraquianos para se unirem aos mujahiddin na guerra contra os “cruzados”. Apresentava-se, também, como comandante da Jihad (guerra santa).

A primeira providência dos norte-americanos, depois do ataque aéreo à habitação de Zarqawi (na cidade de Baquba), de 39 anos de idade, foi recolher o corpo e tirar as suas impressões digitais. O cotejo foi feito com digitais de Zarqawi tiradas na Jordânia, seu país de nascimento.

Zarqawi fundou o grupo terrorista Tawhid wal Jihad (Unificações e Guerra Santa) e os norte-americanos, pela sua cabeça ou informações a respeito do local onde pudesse ser encontrado, ofereciam US$25 milhões.

A prisão ou morte de Zarqawi era tida como tão importante como a de Osama bin Laden, que está em fuga e não comanda grupo de ação. Ao contrário, Zarqawi, chamado por Bin Laden de o Príncipe da Al Qaeda no Iraque, tem papel fundamental na insurgência e influencia jovens sunitas para o combate.

Perante o Conselho de Segurança da ONU, o então secretário norte-americano Colin Powel definiu Zarqawi como “ o elo de ligação entre o regime de Saddam Hussein e a Al Qaeda”. Para Powel, o terrorista Zarqawi tinha chegado ao Iraque em 2001, depois de ter perdido uma perna em combate ocorrido quando da invasão de uma base de adestramento terrorista em Herat (Afeganistão).

Segundo as autoridades norte-americanas e jordanianas, Zarqawi teria sido o organizador do atentado que matou o diplomata americano Laurel Foley, em Amã, no dia 28 de outubro de 2002. Ele também seria responsável pelos atentados, em 2004, ocorridos em Casablanca e Istambul, que resultou na morte de quase uma centena de pessoas.
Para Sayel Al Khalayleh, irmão de Zarqawi e entrevistado pela agência Ap, a família esperava, a todo momento, a sua morte: "Sabíamos que iria morrer e esperamos que encontre os outros mártires, pois agora ele está no paraíso"..
O cunhado de Zarqawi, casado com a sua irmã mais nova, frisou, à agência Ap, "que não estava triste. Ao contrário felizes porque Zarqawi se encontra, agora, no paraíso".


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