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Terror//Insurgência

 

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL: preso na Espanha e apresentado à Procuradora Carla del Ponte (foto) o ex-general croata Gotovina. Acusações são de crimes contra a humanidade e de guerra.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

OLHO O ex-general já foi apresentado ao TPI em Haia (12/12/2005) e o seu processo volta a tramitar em 6 semanas, tempo dado para constituição de defensor e para o réu se recuperar, pois se declarou estenuado, pelo longo período de fuga.
Para a procuradora-chefe do TPI, Carla Del Ponte, o ex-general Gotovina, que conseguiu permanecer 10 anos foragido, recebeu, no início, cobertura do próprio estado da Croácia e, depois, do Vaticano.
Carla Del Ponte foi apelidada pela Máfia de "A Peste". Isso por ter, quando procuradora suíça, apreendido o dinheiro lavado pela Cosa Nostra nos bancos Suíços (Cantão de Ticino). Ao lado do juiz italiano Giovanni Falcone, Carla Del Ponte enfrentou a potente Cosa Nostra siciliana. Gotovina é acusado de participação em 150 homicídios de soldados sérvios.
O ex-general croata, Ante Gotovina, é acusado no TPI de crimes de guerra e contra a humanidade.


MATÉRIA

A procuradora-chefe do Tribunal Penal Internacional acaba de anunciar (8 de dezembro de 2005) a prisão do ex-general croa Ante Gotovina, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade no conflito ocorrido na ex-Iuguslávia.

Gotovia estava foragido há 10 anos. Foi preso na Espanha, mais especificamente nas Ilhas Canárias e a custódia decorreu do cumprimento de mandado internacional de prisão passado pelo Tribunal Penal Internacional, que julga os crimes de guerra e contra a humanidade em face do conflito na ex-Iuguslávia. O principal réu é o ex-presidente Slobodan Milosovic, acusado de autorizar, para a criação da "Grande Sérvia", uma "limpeza étnica" nos Balcãs.

Segunda a procuradora Carla Del Ponte (ele é uma suíça que já chegou a correr rsico de perder a vida quando realizou, no cantão suíço de Ticino, a apreensão de bilhões da Cosa Nostra em bancos), o ex-general Gotovina recebeu proteção, para não ser apresentado ao Tribunal, do estado da Croácia e, depois, do Vaticano.
Carla Del Ponte: lutou heróicamente contra a Máfia e agora dirige o ministério público do Tribunal Penal Internacinal.


A respeito, a procuradora falou a jornal Corriere della Sera (edição 8/12/2005): " Secondo la Del Ponte Gotovina era stato protetto a lungo dallo stato croato prima e dal Vaticano poi."

A própria União Européia, no início deste ano de 2005, pronunciou-se sobre a escassa cooperaçao de Zagrebe na captura do seu ex-general Gotovina.


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