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Terror//Insurgência

 

TERROR: Itália alto risco. Grupo especial sai às ruas

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

"Existe possibilidade, infelizmente". Essas são as palavras proferidas hoje (1 de agosto de 2005) do chefe de polícia preventiva antiterrorr, Carlo de Stefano.

Itália:grupo especial antiterror


Stefano avisou que as providências de emergência, contidas no Pacote Antiterror do Ministério do Interior (Segurança), foram postas em prática

"A rede de suporte ao terrorismo, revelada após a prisão de Hamdi Adus Issac (vide retrospetiva abaixo), não estava em nenhuma investigação em curso no nosso país." Alertou, no entanto, que as investigações sobre rede de Hamdi Issac, até agora, não conduziram a ligações com organizações terroristas de matriz fundamentalista. As pricipais ações prventivas estão focadas em verificações de documentos, ou seja, passportes e vistos falsos. Os interrogatórios na prisão Regina Coeli (Roma) foram encerrados. Hamdi Adus Isaac e o irmão Remzi Adus Isaac, morador em Bréscia (Itália) foram mantidos presos. Hamdi deverá ser extraditado para Londres, onde participou do fracassado atentado do dia 21 de julho (2005).

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RETROSPECTIVA (30/7/2005)

Seu nome verdadeiro é Hamdi Adus Issac e não Osama Hussein, como era chamado pelas autoridades que o perseguiram e realizaram a sua prisão em Roma.

HAMDI: terrorista do frustrado atentado de 21 julho em Londres fugiu e foi preso em Roma


Hamdi fugiu para Roma nove dias depois do frustrado frustrado atentado terrorista em Londres, ocorrido em 21 de julho (quinta-feira).

Hamdi é africano oriental. Não se sabe ao certo se da Etiopia ou da Somália (Àfrica oriental).

A sua prisão em Roma vem gerando especulações de que teria uma rede de apoio na Itália. Essess apoiadores estariam prontos para perpetrar um atentado em Roma.

Em Roma, haveria terroristas infiltrados na comunidade africana (em especial, Somália Etiópia e Eritréia), para cobertura a Hamdi.

Hamdi tomou um trem na estação inglesa de Waterloo com destino a Paris. Foi seguido e monitorado numa ação conjunta de policiais e arapongas ingleses e italianos.

De Paris, tomou um trem para Milão. Nessa cidade, Hamdi encontrou-se com moradores de Milão e Brescia, naturais da Somália e Etiópia. Realizou uma ligação telefônica (grampeada) para o seu irmão.

. O presidente da Comissão Parlamentar de fiscalização dos serviços secretos italianos (Copaco), Enzo Bianco, observa: "A prisão de Hamdi no nosso país não é casual. É a confirmação da presença na Itália de uma célula terrorista essencialmente logística, que, porém, poderia desenvolver outras atividades diversas"

Para Enzo, o terrorista Hamdi é da Somália: "A Somália é um país comparável ao Afeganistão, onde funcionam campos de formação e adestramento de terroistas". Hamdi foi interrogado no cárecere roma Regina Coeli admitiu a participação no atentado frustrado de Londres. Frisou, no entanto, que não "veio em Itália para explodir bombas e estava apenas de passagem pelo país"

. As autoridades que interrogaram Hamdi se preocuparam a perceber que falava um italiano fluente e destacou ter vivido muitos anos em Roma, na clandestinidade.

Ao procurador italiano do pool do Ministério Público antiterror, Franco Ionta, declarou Hamdi que o seu grupo não tinha ligação com os que executaram o atentado de 7 de julho em Londres (metrô e ônibus), que provocou a morte de 56 pessoas.


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