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Terror//Insurgência

 

PRIMEIRA ENTREVISTA. Conheça o relatado na entrevista coletiva de Clementina, sequestrada quando prestava ajuda humanitária em Cabul.CONFIRA

Por IBGF/WFM

Cantoni, 11 de junho de 2005-.

Retorno a ROMA.


Primeira Coletiva de Cantoni, 11 de junho de 2005. O nosso IBGF acompanhou, pela rádio do jornal La Repubblica, a entrevista. SEGUE, numa tradução livre, a manifestação de Clemntina Cantoni.-

"Antes de ser libertada do cativeiro senti o coração apertar. Tinha as mãos amarradas, uma venda nos olhos e me fizeram colocar uma burca".

"Eu os escutava falar ao telefone celular, mais ou menos de oito a dez chamadas atenderam e falaram. Depois me fizeram subir num automóvel e um deles me ajudou a tirar a burca. Percebi, então, que estava numa viatura da polícia afegan. Percebi que estava livre".

Clementina deu a coletiva em Milão, numa saala do Círculo de Imprensa. No início da coletiva, fez uso da palavra o professor Fábio Cantoni, que é pai de Clementina. O professor Fabio pediu que respeitassem 1 minuto de silêncio por todas as vítimas de seqüestros pelo mundo, em especial para aquelas que ainda estão em cativeiros.

Clementina falou que " atendeu com disciplina todas as regras de segurança para estrangeiros no Afeganistão. Isso também na tarde que foi seqüestrada. Foi um azar. Não me culpo por aquilo que sucedeu", ou seja, pelo seqüestro.

"Eles em momento algum me maltrataram. Para eles atingirem as metas traçadas, eu apenas servia se estivesse viva. Eu procurei ser corajosa e não me deixar levar pela emoção porque senão não aguentaria o baque. Durante aqueles 22 dias e para sobreviver procurei de usar apenas a minha parte racional e de pensar na minha família e desejar que ela não se preocupasse muito comigo"

A TRATIVA PARA A LIBERTAÇÃO

"Sobre as tratativas não ficava sabendo de absoltutamente nada. Na casa onde estava e usada como cativeiro pude ouvir alguns noticiários da BBC e assiti alguns programas de televisão em branco e preto e a respeito de fatos locais. Infelizmente, não conhecia bem a língua que se falava no programa televisivo: as imagens eram suficientes."

"Pude ver, pela televissão, a imagem da minha mãe e a de manifestações de mulheres afegans, mas não entendia o que o locutor dizia a respeito. Não sei nada a respeito de pagamento exigido pela libertação".

"Compreendi que não existiam razões de ordem política como motivação do meu seqüestro: pendia uma questão criminal e era só isso que estava em jogo."

SOLIDARIEDADE

"Assistia a televia e via as manifestações e podia perceber que, atrás da mulheres, estavam os meus amigos de trabalho da Care Internacional. E para essa associação humanitária que trabalho. TUdo isso ajudava muito e eu não me sentia sozinha e abandonada. A solidariedade não me tirou a racionalidade, mas me emocionou muitíssimo".

A JORNADA NO CATIVEIRO

"Não podia nunca deixar o quarto onde estava e era prisioneira. Pelos primeiro 10 dias podia permanecer deitava ou em pé. Depos me autorizaram a caminhar pelo quarto. A noite, Timor Shah, que era o chefe do bando de sequestradores, me amarrava a ele com uma corda, que me imobilizava os calcanhares e me impedia de andar".

OS SEQÜESTRADORES

"Os seqüestradores falavam muito pouco. Eles não falavam inglês e eu não conhecia a língua que falavam. Chegaram a me perguntar qual era a minha religião. Também em que idade as mulheres casam na Itália. De política me perguntaram poucas coisas. Me pediram para desenhar um mapa da Europa para que pudessem saber onde era a Itália. Não creio que soubessem que era italiana quando me seqüestraram." "Os seqüestradores guardaram a minha bolsa e examinaram os meus documentos que estavam dentro.: ah você é italiana, disse um deles".

O VÍDEO PREPARADO NO CATIVEIRO

"O vídeo em que apareço com dois seqüestradores apontando armas foi filmado no quarto onde ficava como prisioneira. Não foi ensaiado. Respondia às perguntas que me faziam e eram gravadas as respostas".

Quando da filmagem foi a primeira vez que me apontaram armas. Mas as armas ficavam permanentemente no quarto que me servia de cativeiro"

CLEMENTINA: primeira foto, depois da libertação.


AS MULHERES QUE AJUDARAM NO SEQÜESTRO.

"Eu sabia que no grupo de seqüestradores havia mulheres, mas nunca as pude ver. Escutava as vozes e uma delas, seguramente, era voz de mulher. Mas, nunca consegui ver o rosto dessa mulher."

O FUTURO

"Farei uma grande festa com os amigos. Depois tirarei um longo período de férias. No Afeganistão retornarei, mas não antes de um ou dois anos."

Futuro. "Farò una grande festa con gli amici poi mi prenderò una lunga vacanza. In Afghanistan ritornerò ma non prima di un anno, forse due". .........................................

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FINAL DO SEQÜESTRO

Passo a Passo:

Incrível. O afegão taleban que comandava o seqüestro, TIMOR SHAH, aceitou liberar Cantoni em troca da soltura da sua mãe, que estava presa em Cabul.
PASSO A PASSO:

ACABA DE SER LIBERTADA Clementina Cantoni (20,46 hs, no horario da Itália, ou seja, 4 horas a mais que o Brasil). Fala-se em troca por prisioneiros talebans, conforme exigênncia dos seqüestradores.

Os governos italianos e afegãos ainda não confirmaram a libertação, mas todos já sabem em Cabul. A italiana foi deixada em um apartamento em Cabul e os 007 do Sismi italiano receberam comunicação telefônica.
O sequestro durou 22 dias. Ontem, 08 de junho, o seqüestrador avisou por telefone:" será libertada, o governo de Cabul aceitou as minhas exigências".

Na manhã de hoje, em Bruxelas, o ministro da defesa italiano avisava que a liberação estava por horas.

PASSO A PASSO- 09 de junho- 10 horas de Bruxelas-

O ministro da defesa da Itália, Antonio Marino, confirmou que Clementina Cantoni, seqüestrada em Cabul no dia 16 de maio por um grupo de talebans, deverá ser, em breve, colocada em liberdade.

O ministro italiano participava, em Bruxelas, de um encontro entre ministros da defesa da NATO. Observou que a imprensa não está tão atenta ao caso de Clementina como esteve nos outros envolvendo, no Iraque, a jornalista Giuliana Sgrena e as duas voluntárias de igual nome Simona. Quis dizer com isso que as pressões são menores, relativamente a Cantoni.

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PASSO A PASSO

vigésimo primeiro dia do seqüestro, 8/6/2005

O rei ZAHIR SAHAH entrou em ação, depois do pedido feito ontem (7/6/2005) pelo presidente Carlo Ciampi.

Coincidência ou não, o afegão taliban que comanda o seqüestro, TIMOR SHAH (mesmo sobrenome do ex-rei) telefonou a um jornalista para avisar que, em breve, Clementina será libertada.

O governo afegão também comunicou a informação da breve libertação. O ex-rei ZAHIR avisou a Ciampi, "tudo o esforço será feito para a libertação".

Cantoni foi seqüestrada no dia 17 de maio. Trabalhava em programa humanitário no Afeganistão, desde 2002. O telefonema do sequestrador, TIMOR SHAH, ocorreu por volta do meio-dia e disse, também, que Clementina Cantoni foi visitada por um médico e que as "suas condições de saúde melhoraram". Ontem (7/6), o presidente italiano, Carlo Azeglio Ciampi, voltou a se manifestar, depois da alocução de domindo do Papa Ratzinger
O presidente Ciampi enviou mensagem a Zahir Shah, ex-rei do Afeganistão. Frisou; " ESSA DETENÇÃO PROLONGADA CAUSA EM MIM PROFUNDA APREENSÃO


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PASSO A PASSO. vigésimo dia do seqüestro (7 de julho de 2005).

Presidente italiano, Carlo Azeglio Ciampi, volta a se manifestar, depois da alocução do Papa Ratzinger

O presidente Ciampi enviou mensagem a Zahir Shah, ex-rei do Afeganistão. Frisou; " ESSA DETENÇÃO PROLONGADA SUSCITA EM MIM PROFUNDA APREENSÃO

Ainda mais. Ciampi escreveu "Sua Majestade Mohammad Zahir Shah, Pai da Pátria, desejo exprimir-lhe a preocupação de todos os iatalianos pela sotre de Clementina Cantoni, a jovem voluntária que desenvolvia com generosidade e humanidade no Afeganistão a sua missão ao lado dos fracos e dos necessitados"

"Nutro grande respeito pela Sua sabedoria e conheço o profundo respeito que o povo afegão tem nas Suas intervenções. Esses sentimentos motivam o meu apelo a fim que interponha a Sua autoridade para obter que Clementina venha restituída, o mais cedo, aos que lhe são caros. Estou certo que uma sua intervenção possa ajudar os relevantes esforços do governo afegão e o empenho pessoal do presidente Karzai, per conseguir a libertação da nossa conacional."

Em Cabul, hoje, ocorreu uma manifestação diante ao túmulo de Nadar Shah, o pai do ex-rei Zahir Shah. Foram colocadas flores e faixas e as Ongs humanitárias, que trabalham no Afeganistão, pediram a libertação de Clementina. .................................... .................................. PASSO A PASSO: domingo e segunda, 5 e 6 junho de 2005: décimo oitavo e décimo nono do seqüestro.

Clementina, a última foto mandada aos pais na Itália.


No domingo, no término da recitação do Angelus, o Papa Ratzinger, diante de milhões de fiéis que lotavam a Praça de São Pedro, falou sobre o seqüestro de Clementina Cantoni:

Dirigindo o pensamento a um outro teatro de tensões e desencontros, uno a minha voz a do presidente da república italiana, do presidente do Afeganistão, e dos cidadãos italianos e afegãos para pedir a libertação da voluntária italiana Clementina Cantoni. A dolorosa experiência que essa nossa irmã está vivendo sirva de estímolo a procurar de todas as maneiras a pacífica e fraterna união entre os indivíduos e as nações"

A mãe de Clementina também enviou uma carta-aberta aos seqüestradores e pede a sua libertação, após relembrar os trabalhos e a dedicação humanitária.

Nas ações de busca, os 007 e a polícia afega conseguiram prender ZAR JAN, que matou, em novembro de 2001, três jornalistas estrangeiros: a italiana Maria Grazia Cutuli (do jornal Corriere della Sera), o jornalista espanhol Julio Fontes e o australiano Harry BUrton.

PASSO A PASSO, 04 de junho de 2005.

Décimo sétimo dia do seqüestro de Clementina Cantoni.

O presidente do Senado italiano, Marcello Pera, pediu, --na cidade de Lucca e onde se realiza um Seminário Internacional--, empenho máximo das autoridades e a libertação de Cantoni.

A italiana Clementina está no Afeganistão desde 2002, em trabalhos humanitários, que realiza para a Caritas Internacional.

Desde 2003 ela trabalha com vítimas civis, víuva e órfãos, dos bombardeios das tropas de coalisão, que afastaram o governo taleban, liderado pelo mulá Omar. Em italiano, segue o pronunciamento do presidente do Senado:

"Per lo sforzo che l'Italia ha compiuto in Afghanistan credo che sia doveroso e giusto chiedere alle autorita' afghane ed a tutti coloro che possono fare qualcosa, di impegnarsi al massimo".

"Mi ha fatto molto piacere osservare che sempre piu' donne afgane sono impegnate in questa azione e questo dimostra anche i buoni rapporti che l'Italia ha avuto con questa popolazione. Quindi Clementina Cantoni deve essere liberata".

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Passo a Passo, 3 de junho de 2005

Décimo sexto dia do seqüestro

Agentes de inteligência silenciam. Governo afegão avisa que as negociações continuam.

Passo a Passo, 2 junho de 2005

Décimo quinto dia do seqüestro de Clementina Cantoni.
O caso volta a sair das primeiras páginas dos principais jornais italianos. Isso é sinal que os 007 não repassaram notícias e o governo afegão continua a negociar com o seqüestrador Timor Shah.

Comoção em Cabul. A Caritas Internacional, --para a qual Clementina trabalha em programas humanitários--, colou nas paredes externas da embaixada da Itália em Cabul um abaixo assinado.

Hoje, 2 de junho de 2005, comemora-se o Dia Nacional da República Italiana. Na Embaixada italiana instalada em Cabul, os convidados para a Festa da República Italiana assinaram o abaixo-assinado.

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PASSO A PASSO, 1 de junho de 2005.

1 de junho de 2005: é o décimo quarto dia do seqüestro da italiana Clementina Cantoni, que realiza trabalhos humanitários, com viúvas e órfãos afegãos.

Cantoni trabalha na respeitada associação humanitária Caritas Internacional. Há anos Cantoni milita nessa área assistencial: já esteve em Kosovo, quando da "guerra de limpesa étnica" (genocídios) promovidos pelos sérvios, na ex-Iuguslávia.

O seqüestro ocorreu em 16 de maio (2005). Hoje, 1 de junho, os agentes de inteligência da França encontraram, no Distrito Sul de Cabul, um dos locais que serviram de cativeiro da italiana.

Os serviçoes de inteligência (italiano-norte-americano-francês e afegão) acham que Cantoni, nos quatorze dias de seqüestro, já mudou de cativeiro 5 vezes.

Timor Shah, chefe do bando de seqüestradores (seriam 15 no total, segundo a arapongagem), é um ex-chefe da polícia distrital de Cabul. Os agentes secretos acham que Timor usa até mulheres na administração dos cativeiros e no repasse de informações. E as mulheres, ao tempo dos talebans, eram alijadas de tudo, sem qualquer direito e participação em assuntos masculinos.

Cada vez fica mais claro que Timor Shah reúne um grupo que recebe ordens, num esquema maior de ataques aos aliados estrangeiros do ayual governo do Afeganistão.

sob a mira dos talebans, primeiro filme do cativeiro.


Nota-se, também, que os talebans estão organizados. Hoje, 1 de junho, um homem-bomba provocou uma forte explosão na mesquita de Kandahar, matando, pelo menos, 27 pessoas e deixando uma dezena de feridos.

Na mesquita eram realizados os funerais de um mulá,-- assassinado no domingo (29 maio) --- inimigo do mulá Omar- que dirigiu e implantou, com mão de ferro, o fundamentalismo (de matriz taleban) no Afeganistão. Omar é sogro de Osama Bin Laden, de quem recebia apoio e mantinha campos de trinamentos de guerrilheiros-fanáticos.

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PASSO A PASSO, 31 de maio de 2005

O 31 de maio (14 dia do seqüestro) foi de silêncio. Os 007 italianos, afegãos e norte-americanos nada revelaram.

A imprensa italiana tirou o seqüestro das primeiras páginas dos jornais. O destaque foi a queda, no Iraque, de um helicóptero, com a morte de 4 milirares italianos. Ataque insurgente ou tempestade de areia???

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..................................................... PASSO A PASSO, 30 de maio (13 dia do seqüestro) Uma comovente manifestação ocorreu em Cabul, com as companheiras de trabalho de Clementina, viúva e órfãos que ela assiste.

A passeata ocorreu no décimo terceiro dia do seqüestro e após a exibição, pela Tolo TV, das imagens de vídeo feitas pelos seqüestradores.

Para o presidente do Afeganistão, Clementina é "uma das nossas", pois atende as mulheres e órfãos necessitados do país.

Na Itália, os pais de Clementina fizerem, por telefone, um novo apelo ao presidente Ciampi.

Após a manifestação, surgiu o nono últimato dos seqüestradores. O governo afegão e os 007 italianos e norte-americanos nada dizem a respeito. Segundo se comenta, o ultimatum foi feito pelo seqüestradoe TIMOR SHAH, que comanda o grupo que toma conta do cativeiro de Clementina. O ultimato teria sido enviado à Rádio Free Europa.

Kandahar: homem bomba na mesquita: mortos e feridos.


Nesse misterioso ultimato constariam pedidos de (1) liberação da mãe de Timor Shah, que o governo já aceitou; (2) libertação de presos talebans, todos tidos como perigosos, (3) tirar do ar uma das rádios de Cabul.(4) reabrir as escolas de ensinamento do Corão.

............................................ ...................................... ........................................... dia29 de maio de 2005.

O vídeo, pela primeira vez, foi exibido pela Tolo TV, do Afeganistão. Clementina aparece com a cabeça coberta por um foulard azul (vide foto) e dois homens que lhe apontam armas.

Em inglês, Cantoni fala:-"Eu sou Clementina e hoje é o domingo, 28 de maio (erra com relação ao dia pois domingo é 29 de maio. Isso mostra que o vídeo foi preparado no sábado, 28). Depois de dizer o nome e a data, com correção por uma voz de fundo, Clementina fala o nome dos pais e de um tio.

Os sequestradores entregaram o vídeo para um menino que estava defronte a uma mesquita, em Cabul. A direção da Tolo TV foi avisada e o menino encontrado com o vídeo.

Desde a quarta feira passada, dia 26, a situação estava crítica. O últimato dado pelo seqüestrador Timor Shah (ex-chefe de polícia em Cabul e ao tempo do governo dos talebans) foi contornado. Voltaram as negociações, mas houve divergências entre os serviços secretos italianos e norte-americanos.

Os 007 envolvidos apenas se acertaram na sexta feira, dia 27, quando divulgaram que, pela primeira vez, o celular de Clementina foi atendido. Atendeu o próprio seqüestrador Timor Shah. E nova exig~encia foi feita, desta vez a envolver a soltura de talebans presos em cabul

. A família de Clementina, na Itália, permanece em silêncio, a seguir a orientação da direção do serviço secreto do país.

Percebe-se, mais uma vez, que os seqüestradores, orientados por um comando de fora (taleban) quer ocupar a mídia internacional. O vídeo já corre a internet e todas as agências internacionais de notícias.

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VIII-PASSO A PASSO- dia 24 de maio de 2005, às 20 hs (horário do Brasil)

Centanas de pessoas manifestaram-se em Milão pela libertação de Clementina.

dia 24 de maio, às 15,10 hs do Brasil

Para surpresa dos 007 italianos, TIMOR SHAH, seqüetrador de Clementina Cantoni, atendeu a uma chamada telefônica no celular da própria italiana sequestrada em Cabul.

Um pouco irritado (é a primeira vez que atende ao celular de Clementina Cantoni), TIMOR avisou que só vai esperar até amanhã (25,às 7 horas de Cabul). Ele quer que o governo de Mamid Karza (que estava ontem em Washington com o presidente Bush) anuncie a abertura de escolas para ensino do Corão e a tirada do ar de uma emissora de rádio que, no seu entender, contraria e ofende a religião islâmica. Mais uma vez, frisou: "Eu não quero dinheiro"

O governo afegão diz continuar otimisma, mas alerta que, as negociações são sempre demoradas, longas. Não descarta a possibilidade de TIMOR SHAH estar sendo orientado por outras passoas, que também participaram da elaboração do seqüestro e se mantém à distância. Cada um pode ter um papel diferente nesse quadro, advertiu o porta-voz do governo afegão.

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VII-PASSO A PASSO-

dia 23 de maio, às 20 hs de Roma.


Centanas de pessoas compareceram à Praça Campidoglio ( da comunidade, onde fica a Prefeitura de Roma) em solidariedade à sequestrada Clementina Cantoni.

A manifestação foi organizada pelo prefeito de Roma e o objetivo foi pedir a libertação de Cantoni.

Afegãos residentes em Roma também se manifestaram: "Nos envergonhamos pelo que aconteceu"

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A jornalista Giuliana Sgrena (seqüestrada no Iraque quando trablahva para o jornal Il Manifesto) discursou e disse que as manifestações sempre ajudam.

Na manifestação estavam, também, Simona Pari e Simona Torretta, que prestavam ajuda humanitária quando foram seqüestradas no Iraque.

O presidente da Região do Lazio (equivalente a governador em países federados), Piero Marrazzo, esteve presente, junto com intelectuais, artistas, representantes de Ongs. humanitárias e políticos de esquerda.

A jornalista Sgrena, além da fala, deixou uma mensagem escrita a Clementina Cantoni: Não desesperar, nós ti livraremos" .

O prefeito de Roma justificou a manifestação: " Gostaria que Clementina não se sentisse só. Que saiba que todo o país está com ela"

Veltroni, prefeito de Roma, acrescentou: " Quando me veio a notícia estava no meu gabinete a jornalista Giuliana Sgrena e ela me falou que a única imagem que conseguiu ver, quando estava seqüestrada, foi a manifestação para a sua libertação. Isso a fez entender que não estava sozinha"

Testemunhamos, hoje, a nossa união a Clementina Cantoni disse Simona Torretta.

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VI- PASSO A PASSO.

Mulher afegan, pela libertação de Clementina


23 maio 2005, 13,00hs do Brasil.

Em Cabul, avisos foram espalhados. Garantem anonimato a respeito de informações que ajudem a localizar CLEMENTINA CANTONI, seqüestrada a uma semana atrás (16 de maio de 2005).

Mensagens por celular também são transmitidas. O teor da mensagem é o seguinte:" Clementina foi seqüestrada. Ela trabalha há 3 anos no Afeganistão. Ajuda viúvas e órfãos da guerra. Informações, por favor, no telefone 020-2200159. Por favor, ajude Clementina".

Na célebre Praça do Campidoglio, os manifestantes clamam pela paz e pedem a libertação de Cantoni. Vários partidos distribuíram notas e ocorreram ataques ao premier Berlusconi, aliado de Bush na invasão do Iraque.

Confira os manifestos escritos:
Refundação Comunista: repúdio a todas as guerras. Retirada das tropas italianas no Iraque, "porque é mesmo a guerra o pressuposto de tantas misérias, tragédias e mortes. CONFIRA O ORIGINAL, abaixo.

1>Rifondazione Comunista. "Come nei passati rapimenti, anche questa volta Rifondazione Comunista chiede che siano valorizzati i temi della solidarietà, dell'accoglienza, del lavoro umanitario - dice Gennaro Migliore - e che nel contempo si dia spazio alla vocazione mediterranea del nostro Paese, capace di relazioni culturali tra i popoli. Oggi saremo alla fiaccolata in Campidoglio per chiedere inoltre il ripudio di ogni guerra, per chiedere il ritiro delle nostre truppe, perché è proprio la guerra il presupposto di tanta miseria, tragedia, morte. E' auspicabile che il governo italiano non si mostri ancora una volta succube degli Stati Uniti".

2>MARGHERITA

Romper o silêncio. Dever de solidariedade e de responsabilidade. Dar voz aos pedidos em favor de Clementina, a ser libertada o mais rápido possível.

CONFIRA O TEXTO ORIGINAL DA COLIGAÇÃO DA MARGARIDA:

"Ed anche la Margherita aderisce alla fiaccolata. "Rompere il silenzio sulla volontaria italiana sequestrata in Afghanistan - sottolinea il coordinatore della Margherita romana, Roberto Giachetti - è un dovere di solidarietà e di responsabilità, per dare voce alla richiesta di riavere Clementina libera il più presto possibile".
Solidariedade dos concidadãos italianos.


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V- PASSO A PASSO

22/5/2005, às 23hs do Brasil..

Vai completar uma semana na segunda 23 (23/5/2005) o seqüestro de Clementina Cantoni, que integra uma organização humanitária (Caritas INternacional) em atuação no Afeganistão.

Neste domingo 22 venceu o prazo fixado pelos seqüestradores sob comando de TIMOR SHAH , um ex-chefe policial que controlava, para o governo Taleban, o 2.Distrito Policial de Cabul. É um fanático fundamentalista : Confira abaixo as exigências dos seqüestradores.

O governo do presidente Hamid Karzai distribuiu nota a avisar que Cantoni está viva e as negociações prosseguem. Ou seja, prorrogou-se o prazo estabelecido, o que é um bom sinal, segundo analistas internacionais. Para os analistas, os seqüestradores querem continuar a mobiçizar a imprensa internacional, a mostrar que os talebans continuam ativos

A notícia do prosseguimento das negociações vem num momento difícil para o governo Karzai, ou seja, a Casa Branca continua a criticar seu baixo desempenho quanto à erradicação das áreas de plantio de papoula (dela se tira o ópio bruto). E uma das exigências dos seqüestradores é, exatamente, a suspensão da erradicação dos campos de papoula.

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IV- PASSO A PASSO

21 maio, às 19,40 hs.

O ultimato foi dado. Os 007 italianos já sabem que um dos seqüestradores, TIMOR SAHAH, foi chefe do 2.Distrito Policial de Cabul, ao tempo do governo taleban.


Ele é experiente a ponto de manter contato com a France-Press e avisar que Clementina não passa bem e está com uma inflamação no olho.

O pai da seqüestrada, professor Fábio Cantone, diz confiar nas negociações conduzidas pelo ministério de rela~ções exteriores (Farnesina). O presidente afegão, Hamid Karzai, diz estar esperançoso e está pressionando os chefes tribais e os anciãos

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III- PASSO A PASSO

Viúvas assistidas humanitariamente por Clementina protestam em Cabul. Querem a libertação imediata. No domingo (29 maio) elas se juntaram para receber alimentos, que era distribuída, para viúvas e órfãos, por Clementina.


20 de maio

III.I.

às 14,55hs: Governo afegão garante o reinício de negocições. Os seqüestradores blefaram. A situação continua dramática. Governo Karzai diz ter conversado com a seqüestrada. O Mullah da mesquita de Cabul volta a avisar: 'BASTA DE AÇÕES DESUMANAS'. As 10 mil viúvas voltam às praças, pois eram assistidas pela italiana Cantoni.


III.II.

às 10,00hs: A manhã não começou bem no Afeganistão (20 de maio de 2005). Os sequestradores de Clementina Cantoni avisaram que a tinham matado. O governo Karzai ainda tem esperança nas negociações (veja as exigências dos seqüestradores abaixo).

Na principal mesquita de Cabul, o Mullah avisou: "Basta de ações desumanas"

. Clementina Cantoni, na terça feira (17 de maio 2005) foi seqüestrada por 3 pessoas fortemente armadas. Ela estava em um ônibus. Retornava para casa, depois do trabalho realizado para a organização humanitária Caritas.

Cantoni trabalha apoaindo viúva afegãs, cujos maridos morreram na guerra de ocupação e derrubada do regime dos talebãs. São 10 mil viúvas assistidas.

Os seqüestradores interceptaram o ônibus, que estava lotado de passageiros, com um automóvel Toyota, de cor branca. Sabiam quem procuravam e levaram Clementina Cantoni.

Clementina com um órfão afegão, vítima dos bonbardeios que atingiram escolas.


Cantoni, de 32 anos de idade, já havia trabalhado em ações humanitárias no Kosovo, quando das guerras que resultaram no fim da Iuguslávia.

Ela morava próxima à capital Cabul e sua missão terminaruia em julho, quando deveria retornar à Itália.

Ontem, o seqüestrador se identificou como TIMOR SHAH e fez exigências sob pena de matar Cantoni. Ele avisou que não queria trocar Cantoni por prisioneiros talebãs.

Suas exigências são as seguintes:
1. o governor mandar suspender os programas da televisão e da rádio que contrariem o estabelecido na religião islâmica

2.construção de novas escolas para ensino relioso autenticamente de acordo com o Corão.

3.proibição ao consumo de bebidas alcoólicas

4.suspensão das determinações governamentais de erradicação dos cultivos de papoula, a impedir a extração do ópio.

O basta de Milão, em solidariedade a Clementina


II-PASSO A PASSO

19 de maio

Hoje (19 de maio de 2005), por 3 vezes, TIMOR atendeu a pedidos para adiar o prazo para atendimendo das reivindicações

O governo afegão está disposto a negociar, incluída a questão da papoula. Afirmou o porta-voz do Ministério do Interior que, efetivamente, a questão da papoula-ópio é complexa, pois envolve componentes culturais e emprego terapêutico, num país sem recursos e poucos medicamentos sintéticos (inibidoers de dor- analgésicos).

A última foto tirada por Cantoni foi exibida pela família, que mora na Itália. Cantoni é filha de um respeitado professor universitário.

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I. DIVULGAÇÃO DO SEQÜESTRO ocorrido em 16 de maio de 2005.

17 de maio de 2005.

Os pais de Clementina: silêncio e apelos ao presidente italiano Ciampi.


Seqüestrada em cabul, em 16 de maio passado (2005), quando voltava em um ônibus comum, a italiana CLEMENTINA CANTONI.

Três pessoas, num automóvel Toyota, pararam o ônibus. Fortemente armados, tiraram Cantoni do ônibus e desapareceram com ela.

Cantoni trabalha como voluntária em uma organização humanitária (Caritas Internacional). Está há anos em cabul e presta assistência as viúivas e aos órfãos da guerra contra os talebãns pela força aliada internacional, comandada pelos EUA.

Especula-se tenha o seqüestro decorrido de uma publicação, nos EUA, de soldados desrespeitando o Alcoorão. Os autores seriam fundamentalistas do taleban.

O governo italiano está incomodado com ös freqüentes seqüestros. Duas cidadãs italianas, que realizavam trabalho humanitário no Iraque, foram seqüestradas e o governo italiano deve de pagar resgate

Três italianos, empregados de empresas de segurança privada, também foram seqüestrados no Iraque. Um deles foi morto. E a Itália faz parte da coalisão liderada pelos EUA que invadiu o Iraque.

Há pouco, o alto oficial de inteligência, Nicola Calipari foi morto ao proteger a jornalista Sgrena, que tinha sido seqüestrada no Iraque.

Calipari, herói italiano, colocou o corpo para proteger a jornalista, cuja libertação havia conseguido. Um soldado de uma tropas norte-americanas, próximas ao aeroporto de Bagdá, disparou contra o automóvel onde estavam Calipari, Sgrena e o motorista. Calipari colocou seu corpo como escudo da jornalista. Um dos disparos atingiu-o na cabeça.


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