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Terror//Insurgência

 

Putin passa por Bushização, pós 11 setembro russo

Por Jaime Spitzcovisky

Editor-chefe do Jornal do Terra-09/2004

A tragédia da escola de Beslan já passou a ser descrita como o 11 de setembro russo, por conta da sua amplitude e impacto. O paralelo não pára apenas na comparação entre os contornos dos dois desastres: invade também a atuação do presidente russo, Vladimir Putin, responsável agora por iniciativas que lembram estilo e atitudes de seu colega norte-americano George W. Bush.

Na mais recente, o governo russo reafirmou sua disposição de promover ataques preventivos contra supostas ameaças terroristas fora do país. A estratégia lembra a doutrina Bush, que sustentou os ataques contra o Afeganistão, do Talebã, em 2001, e principalmente, a guerra contra o Iraque, em 2003.

Na última terça-feira, uma megamanifestação antiterror reuniu cerca de 100 mil pessoas no centro de Moscou. A iniciativa, claramente patrocinada pelo Kremlin, busca insuflar uma atmosfera de nacionalismo semelhante à verificada nos Estados Unidos depois do 11 de setembro de 2001.

Em encontro com jornalistas europeus, Putin respondeu com sarcasmo a uma pergunta sobre eventuais negociações do Kremlin com líderes chechenos. O presidente russo indagou por que Osama Bin Laden não era convidado para negociações em Bruxelas, sede da União Européia. Palavras que poderiam sair da retórica de George W. Bush.

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