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Terror//Insurgência

 

TERROR. Os marqueteiros prepararam Bin Laden.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

ROMA, 11 de setembro de 2007.

para assistir ao vídeo, acesse http://tv.repubblica.it/home_page.php?playmode=player&cont_id=12471


Em julho do ano passado, estava num encontro fechado sobre terrorismo, na França, fronteira com a Itália. O celular tocou e era para uma entrevista, sobre violência urbana, com o competente jornalista Roberto Nonato.

O jornalista Roberto Nonato fez várias perguntas e senti vontade de falar, -- embora o tema fosse outro---, que, naquele encontro em Chamonyx-Courmaier, mais de 99,9% dos especialistas presentes achavam que Osama bin Laden estava morto. Só dois norte-americanos entendiam o contrário e os dados que apresentavam eram baseados nos 007 da inteligência do Paquistão, todos agentes de perfil filo-talebã. A última aparição comprovada de Bin Laden ocorreu em outubro de 2004. E os dois vídeos deste mês de setembro podem ser montagens. O de hoje, 11 de setembro, pode ser assistido(post abaixo com link), dura 15 minutos e a voz de Bin Laden ainda não foi periciada. Idem, com relação ao vídeo de quinta feira passada. Na hipótese de os vídeos serem autênticos, fica claro que Bin Laden, --depois de uma pausa de quase três anos--, parece ter recomeçado a sua campanha na mídia. Durante a sua ausência, os espaços foram muito usados pelo egípcio Al Zawahiri, que, muitas vezes, parecia querer consolidar-se como novo líder da Al Qaeda.

Para este 11 de setembro, os seus marqueteiros a serviço de Bin Laden não souberam inovar. Pela quinta vez, Bin Laden lê uma carta-testamento. E sempre deixada por terrorista-camicase morto quando dos covardes ataques aéreos de 11 de setembro de 2001.

Os supracitados marqueteiros, no entanto, capricharam no visual de Bin Laden.

No vídeo de quinta passada, dá para notar que ele pintou e aparou a barba e o bigode.

Mais, ele veste impecável e bem cortado hábito nas cores ouro e branco.

Fora isso, Bin Laden tem sempre um traje para cada ocasião. Já vestiu túnicas militares quando ocorreu a intervenção no Afeganistão e a invasão do Iraque. Uma coisa é certa. Segundo os especialistas, a Suna não proíbe a pintura de pelos e de cabelos. E a Suna representa os ditos e os feitos do Profeta. É a segunda fonte doutrinal islâmica.

Tingir barba u cabelo, fale consignar, faz parte da tradição islâmica.

. Apesar do ódio nutrido contra o presidente Bush, o terrorista Bin Laden, muitas vezes, virou curinda salvador de Bush.

Primeiro e em face do bárbaro atentado de 11 de setembro de 2001, Bin Laden legitimou a eleição de Bush, então sob suspeita de ter conquistado o lugar na Casa Branca mediante fraude eleitoral.

Quando candidato à reeleição, apareceu Bin Laden a pedir aos norte-americanos para que não mais votassem em Bush. Por evidente, Laden conseguiu o efeito contrário e Bush beneficiou-se. Na quinta-feira passada, Laden, -- se autêntico o vídeo--, reapareceu e a fazer tudo que o Bush desejava. Ou seja, criticou o governo, a oposição democrata, o povo americano e, de quebra, convocou os cidadãos a mudar para a fé islâmica fundamentalista, wahabita. Fez até ironia com as taxas e a crise no setor imobiliário.

Não dá para imaginar, --dada a desastrosa administração Bush--, que a opinião pública mude e em razão do fanatismo, estultices e ameaças, de Bin Laden.

. O presidente Bush vive o seu pior momento. E o general David (comandante das tropas no Iraque), ontem, na Câmara, não se saiu nada bem. Apareceu com um discurso de redução do efetivo militar, até julho de 2008. Só que a volta para casa de soldados ficou sem previsão. Até o momento, os EUA perderam 3.700 soldados na aventura de Bush no Iraque. Isso fora os feridos e os inválidos.

Para efeito meramente simbólico, o general David admitiu, --ontem na Câmara--, que até julho do próximo ano irá reduzir de 168 mil para 130 mil o número de soldados. Ou seja, vai retirar uma brigada e nada mais.

Por dia, o Iraque custa US3,0 bilhões. E mais de 500 mil civis inocentes já morreram no Iraque. Wálter Fanganiello Maierovitch,


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