São Paulo,  
Busca:   

 

 

Terror//Insurgência

 

TERRORISMO DO FUTURO: ameaças reais

Por IBGF/WFM

-TERRORISMO DO FUTURO-

Nas esquinas do mundo, se alguém perguntar como será o terrorismo do futuro, a resposta sai imediata: terrorismo nuclear, químico, biológico e cibernético. Todos os indícios conduzem a isso. Os arsenais já foram mostrados e testados. Até empregados em ações de terrorismo de Estado.

As organizações terroristas, movidas pelo fanatismo religiosa de matriz neowahabita (inaugurado por Osama bin Laden) ou pela paixão nacionalista-separatista, buscam armas de destruição de massa.

Ao mesmo tempo que espargia o paralisante gás sarin no metrô de Tóquio, em março de 1995, os membros da seita oriental AUM analisavam os trabalhos deixados pelo ucraniano Nicolau Tesla, no ano de 1857. Na sua obra “Máquina do Terremoto”, o homem poderia provocar esse fenômeno, aumentar a sua intensidade e duração: sismos (terremotos) induzidos pelo homem.

No curso da Guerra Irã-Iraque (1980-1988), o ditador Saddan Hussein, - - - - que contou com vigoroso apoio dos EUA- - -, usou gases mostarda e sarin contra iranianos e curdos. Até 1995, o laboratório iraquiano de Al Muthanna havia produzido 2.850 toneladas de gás mostarda e 790 toneladas de sarin.

Como se sabe, basta um grama da toxina botulina para liquidar 200 mil habitantes de uma cidade. O bacilo de antraz age em poucos dias. A peste, brucelose, varíola viral e encefalite podem ser disseminadas pelos dutos de ar-condicionado. E a própria mutação genética neutraliza as vacinas em estoques.

No ataque de 11 de setembro de 2001, que atingiu as Torres Gêmeas de Nova York, as explosões foram provocadas por nitrato de amônia e óleo, usados nos próprios aviões como combustível. Já na frustrada ação terrorista de 1993, numa das Torres Gêmeas, os seguidores do cego xeque egípcio Omar Abdel Rahman portavam e tentaram empregar gás tóxico e cianureto. Segundo o senador Sam Nunn -- que conduziu a investigação parlamentar--, matariam cerca de 50 mil pessoas, ou seja, mais do que no trágico 11 de setembro. A “jihad islâmica” de Rahman era financiada por um endinheirado saudita, contava com um químico e um diplomata iraniano.

Muitos países podem produzir e estocar armas químicas e biológicas, apesar das proibições contidas em acordos internacionais, como os firmados em Londres (1972) e Paris (1992), todos na esteira da Convenção de Genebra de 1949. Em 2001, estimava-se 40 países com condições de produzir e armazenar armas químicas e biológicas, chamadas de “armas nucleares dos pobres”.

O risco nuclear acentuou-se com o fim da União Soviética. A falta de fiscalização e controle sobre os estoques abriu caminho para a corrupção e o contrabando. O próprio governo dos EUA forneceu ajuda financeira a Putin, para proteger os arsenais nucleares.

O general russo Alexander Lebed revelou, em 1997, o desaparecimento de maletas, tipo 007, produzidas para agentes da KGB. Cada maleta era uma arma nuclear.

O custo de fabricação de uma arma nuclear chega a US$100 milhões e são necessários 7 quilos de plutônio ou 15 quilos de urânio, ambos enriquecidos. Como milionários sauditas financiam o terrorismo fundamentalista islâmico neowahabita, a compra é possível. E os manuais de montagem das armas podem ser passados por internet, um dos veículos do ciberterrorismo.

Ainda são poucos os países com capacidade para produzir grandes quantidades de armas nucleares. Assim, o problema maior é o de evitar desvios e o repasse às organizações terroristas.

Com efeito. O “terrorismo histórico” ficou para trás e nem mais cabe nas atuais definições dessa modalidade de criminalidade organizada (terrorismo). Na Antigüidade, considerava-se terrorista o ataque de surpresa perpetrado contra os representantes do império. Durante a conquista da Palestina pelos romanos, por exemplo, os hebreus escondiam um pequeno punhal (“sica”) na manga da manta. Bastava uma concentração popular para cair morto um soldado ou oficial do exército invasor. Esses agressores receberam o nome de “sicários” e desapareciam na multidão.

O próprio tiranicídio foi considerado terrorismo. Vários tiranos foram eliminados, como os imperadores Calígola, Comodus. A experiência levou Cícero a registrar que os tiranos têm sempre um fim violento.

No século passado, nos anos 60 a 90, a preocupação era com o terrorismo ideológico, de esquerda e de direita. Agora, o principal temor é com o fanatismo religioso islâmico, neowahabita e o futuro emprego de armas de eliminação de massa. Como escreveu o enciclopedista Diderot, no século XVIII, do fanatismo à barbárie basta um passo.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet