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Terror//Insurgência

 

TERROR. JIHAD ELETRÔNICA.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

23 julho 2007.

PERÚGIA.


O imã Mostapha el Korchi, de 41 anos de idade, montou na periferia de Perúgia (Ponte Felcino) uma mesquita de fachada. Nela funcionava uma escola de formação de terroristas: vide post abaixo.

Escutas ambientais, interceptações eletrônicas e telefônicas, revelaram que a célula de Mostapha, --disfarçada de mesquita--, era um nó-de-rede da jihad eletrônica da Al Qaeda

Para acesso à rede internacional detelemática da Al Qaeda e a fim de buscar informações para adestrar seus alunos, Mostapha usava como senha (username) a palavra Hammam

Dentro da mesquita, em espaço reservado para os adestramento, eram mantidos seis (6) relógios. Eles marcavam as horas em várias cidades do planeta, como Nova York, Madrid, Lisboa, ou seja, de cidades de países que enviaram tropas para invadir o Iraque, em adesão ao plano do governo norte-americano.

Em vários filmes colhidos por micro-espias colocadas no interior da “mesquita”, Mostapha aparece ministrando ensinamentos de artes marciais. Sua especialidade, no entanto, era formar fanáticos para o “martírio”, isto é, cada um disposto a assumir o papel de homem-bomba.

Mostapha residia em Perúgia desde 1989 e seu principal contato era com Abdelazis Ouechtati, um tunisiano residente em Nápolis e, agora, dado como foragido.

Interceptações telefônicas revelaram que Abdelazis comunicava-se com Falluja (Iraque), cidade a representar o centro da resistência sunita extremista iraquiana.

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Numa das conversas, Abdelazis conversou com um terrorista sírio do Grupo Combatentes Marroquinos. Esse grupo foi o responsável pelo planejamento do ataque de 11 de março de 2004, em Madrid.

PANO RÁPIDO.

Mostapha vai responder a processo por infração ao artigo 270 do Código Penal italiano.

O artigo 270 pune severamente o adestramento voltado à finalidade terrorista, incluída o internacional.

Depois dos ataques terroristas na Espanha (março de 2004) e Londres (julho 2005), a Itália introduziu, na sua legislação penal, normas para reprimir o terrorismo.

Nos tipos penais foram contempladas condutas e não definições de fenômenos.

Aqui, no Brasil, o gabinete de Segurança Institucional (antiga Casa Militar da presidência da República) preparou um arremedo de projeto de lei.

Para os legisladores do tal gabinete, partiu-se por definir terrorismo. Aliás, algo que nem as Nações Unidas conseguiram fazer, dadas as divergências.

Os militares-juristas do gabinete de Segurança Institucional enquadram organizações criminais, como PCC e Comando Vermelho, como terroristas. Não percebem, ao contrário do Mundo Civilizado, que método terrorista pode ser empregado até por criminoso comum: algumas modalidades de homicídio qualificado.

Wálter Fanganiello Maierovitch, 13,10 hs.


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