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Terror//Insurgência

 

Terror de Estado. Grã Bretanha e Rússia protagonizam jogo de cena.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

21 de julho de 2007.

Estrela s´mbolo da KGB.


Puro jogo-de-cena. Vamos a ele.

O jovem e recém empossado ministro britânico de Relações Exteriores, David Miliband, expulsou da Grã Bretanha quatro “diplomatas russos”.

Passados dois dias, o governo Putin expulsou quatro “diplomatas britânicos” da Rússia.

Tomei a cautela de colocar entre aspas os termos “diplomatas”.

Os quatro russos estavam na embaixada do seu pais em Londres. Eram diplomas?

Como diria um velho mafioso: Mai (nunca).


Lubianca, o Palácio dos Horrores.


Os quatro russos eram espiões. Como é praxe, estavam na embaixada como agentes diplomáticos, um eufemismo para deixar entrar espiões.

Em Brasília, por exemplo, a embaixada dos EUA abriga, com o rótulo de “diplomatas”, agentes da CIA, FBI e DEA.

Pos bem. Os quatro russos foram formados na Lubianca, a sede que abrigava a antiga KGB, hoje atuante com o rótulo de FSB.

A FSB continua a ocupar e usar a mesma estrutura no prédio da Lubianca, chamada, na Guerra Fria, de “Paláco do Terror”.

Quanto aos britânicos expulsos, eram do M6 e do M5, ou melhor, agentes de espionagem externa (M6)e interna (M5).

As expulsões decorreram do episódio Alexander Litvinenco, um ex-coronel da Kgb que virou cidadão britânico, depois de um período de asilado político.

Litvinenco foi envenenado com o radioativo plutônio 210. Morreu em uma semana. Seu algoz, que colocou o plutônio na infusão tomada pelo ex-colega de KGB, foi Andrei Lugovoi.

Como o antigo governo Blair pediu a extradição de Lugovoi e esta foi negada, o novo premier Gordon Brown, pelo jovem ministro Miliband, partiu para as expulsões do “quatro diplomatas”.

No caso, algo precisava ser feito, pois foi morto um cidadão britânico em território da Rainha e por um ex-espião da KGB.


A reação de Putin era esperada. Ele declarou que bastaria os britânicos encaminharem cópia do inquérito apuratório da morte de Litvinenko que a Justiça russa seria acionada.

Litvinenko e Lugovi eram da mesma KGB que Putin dirigiu. Ambos eram bem conhecidos dele.

Concluído o jogo-de-cena, uma coisa é absolutamente certa. A Grã Bretanha continuará a ser, no campo petrolífero, o maior parceiro da Rússia.

PANO RÁPIDO.

Assassinados-assassinatos, negócios a parte.

Wálter Fanganiello Maierovith, 16,55 horas.


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