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Terror//Insurgência

 

BUSH, terror nunca mais.

21 de julho de 2007.


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Bush acaba de baixar decreto proibindo a tortura em terroristas detidos pela CIA ou pelas forças militares de ordem.

Aparentemente, o presidente dos EUA resolveu respeitar a Convenção de Genebra, das Nações Unidas. Em especial o seu artigo 3º., que proíbe a tortura e tratamentos desumano e humilhante ao preso.

A Convenção de Genebra estabelece regras sobre prisioneiros de guerra. Vale, também, para assemelhados. Assim, aplica-se às hipóteses de insurgência e de terror. Essa Convenção obriga os países que a aprovaram. Os EUA subscreveram essa Convenção, obrigando-se a respeitá-la.

Mike Hayden,-- diretor da CIA (agência de espionagem)--, confirmou, hoje, ter recebido o novo decreto, para cumprimento. E o decreto bushiano estabelece novo procedimento para casos de detenção de terroristas suspeitos, fixado prazos para realizações de interrogatórios e conclusões de investigações.

Quando Bush rasgou a Conveção de Genebra ?

No Afeganistão, --em 2002 e no presídio de Bagram--, dois presos talebans foram torturados até a morte, no curso de interrogatórios realizados por agentes do governo dos EUA.

Em 2004, filmes, fotografiase testemunhos, documentaram torturas, estupros, atentados violentos ao pudor, e toda sorte de humilhações, impostos aos presos de Abu Ghraib, no Iraque. Os responsáveis eram militares norte-americanos.

Logo depois do escândalo de Abu Ghraib, presos denunciaram torturas, ameaças de morte e longos períodos em celas-correcionais (isolamento absoluto).

PANO RÁPIDO.

O decreto de Bush chega com atraso de cinco anos, depois que a mídia começou a revelar casos de tortura.

Sabe-se, por exemplo, que depois da tragédia do 11 de setembro de 2001, com a derrubada das Torres Gêmeas de Nova York e o atentado ao Pentágono, o xeque Mohammed, dado como tercero homem na hierarquia da Al Qaeda, foi torturado pela CIA.

Conforme noticiado, o referido xeque foi submetido ao desumano water-bonding . Ou seja, o seu corpo era imerso em água, até a sensação de afogamento.

Para especialista, o cenário político levou Bush a baixar o decreto, cedendo às pressões dos que exigiam a aplicação das regras da Convenção de Genebra. Entre eles, muitos republicanos, do partido de Bush e que se afastaram dele.

Portanto, o decreto baixado por Bush decorre apenas de uma manobra tática. Não dá para acreditar em nova postura e outra estratégia.

Walter Fanganiello Maierovitch, 15, 30hs.


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