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Terror//Insurgência

 

TERROR. O iluminista Denis Diderot tinha razão.

Por Blog do Maierovitch www.cbn.com.br

12 julho de 2007.

Diderot,1713-1784.


Bem cedo, encontrei um bilhete deixado pela minha assistente francesa Marianne Sans Cullote, sempre em tinta esmeraldina.

Um parêntese para lemrbanças.

Já apresentei a minha caneta-assistente, -- Marianne Sans Cullote--, para a Fabíola Cidral, Vanessa di Sevo, Fabiana Boasorte e Amanda. Ou seja, apresentei para todas as jornalistas da CBN que conduzem o boletim Justiça e Cidadania, sob direção geral de jornalismo da Mariza Tavares.

Ainda não apesententei a Sans Cullote para o “uomo d´onore” Ferretti. Ou melhor, ao jornalista Milton Ferretti Jung Júnior, meu companheiro de bate-papo no Justiça e Cidadania.

Numa outra ocasião declarei os motivos da não apresentação e contarei sobre o “zio” Ferretti, que manda no Milton.

A Marianne conta que sua família participou da Revolução Francesa. Era da turma pobre e que a aristocracia chamava de “Sans-Cullote”.



O desprezo aos pobres e humildes levou-os à guilhotina. E a família da Marianne, com muito brio, incorporou o “Sans Cullote”.

Fechado o longo parêntese, vamos lá.

. No bilhete, a Marianne Sans Cullote transcreveu uma frase do iluminista e enciclopedista Diderot. O escrito data da segunda metade do século XVIII.

Eu estou cada vez mais convencido do acerto do Diderot. Ele escreveu: “ Do fanatismo à barbárie basta um passo”.

Em pleno início do século XXI, está aí para confirmar o acerto de Diderot o fanático médico egípcio Ayman Al Zawahiri, apresentado como segundo homem da hierarquia da Al Qaeda.

Ontem, o “qaedista” Al Zawahiri sentenciou de morte a rainha Elizabeth, o novo primeiro-ministro britânico Gordon Brow e o autor do livro Versos Satânicos, o anglo-indiano Salman Rushdie.

Sem nenhuma originalidade, Zawahiri quer a morte da rainha. Isto porque ela conferiu o título de “Sir” ao autor dos Versos Satânicos. Rushdi agora é lorde.

Em 1989, o iraniano ayatolá Khomeini tinha lançado uma sentença de morte (fatwa) contra o autor dos Versos Santânicos.

Depois da morte de Khomeine, o moderado Katami deu uma maneirada e segurou os fanáticos condidatos à execução da fatwa.

Agora, o oportunista sunita Zawahiri quer tomar a bandeira deixada pelo xiita Khomeine.

Al Zawahiri


O certo é que para os fanáticos religiosos não existe liberdade de opinião. Muito menos liberdade de expressão.

A propósito, perguntei à jornalista Fabíola Cidral se o Bin Laden tinha morrido, pois só o Zawahire fala pelos qaedistas.

Vale a pena lembrar que a última aparição de Bin Laden foi em vídeo exibido pela Al-Jazira. Isto em 12 de outubro de 2004.

E o sumiço é estranho. Ainda mais no momento. Há uma disputa por conquista de liderança entre radicais islâmicos. Assim, era momento apropriado para Bin Laden dar sinal de vida.

Mas, é Zawahiri quem fala. E ele deixa claro que está incomodado com a ascensão dos grupos Hamas e Hezbollah.

O Hamas ocupou e governa na Faixa de Gaza e o Hezbollah manda no sul do Líbano.

Enquanto isto, a Al Qaeda, que se diz sunita, tem grandes baixas no Afeganistão. E no Iraque, o poder dos xiitas aumenta.

O Hamas e o Hezbolah desprezam a Al Qaeda. E o sunita Al Zawahiri, na jiad qaedista , quer unir sunitas e xiitas. Lógico, debaixo da sua liderança.

PANO RÁPIDO. Com as novas ameaças contra o autor da obra Versos Satânicos, a rainha da Inglaterra, o premier, e os britânicos em geral, incomoda o silêncio dos intelectuais ocidentais.

Eles não saem em defesa dos nossos valores, num mundo multicultural. Optam pelo silêncio que, ao invés de covardia, consideram uma postura “politicamente correta”. Erram, evidentemente.


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