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Terror//Insurgência

 

TERROR. Dois Celulares Identificam Médicos Terroristas.

Por Blog do Maierovitch www.cbn.com.br

4 de julho de 2007.
Aeroporto Internacional de Glasgow (Escócia): dois médicos executaram o ataque terrorista, com um jeep.


Em tempo recorde, o serviço secreto e a polícia britânica conseguiram desmontar uma célula-terrorista. Era formada por médicos e profissionais da saúde, todos estrangeiros, islâmicos fundamentalistas e admiradores da Al Qaeda.

Essa célula terrorista foi constituída dentro do sistema sanitário britânico. Um sistema que aceita médicos de fora do Reino Unido para trabalho sob contrato, estágios e cursos de especialização na área da saúde pública.

Até agora, encontram-se presos sete médicos e uma mulher, esposa de um deles, que trabalhava em enfermagem.

Pelo que já se sabe, os médicos presos tinham como fonte de inspiração Al Zawahiri, médico egípcio, ideólogo e segundo da hierarquia da Al Qaeda.

Na quinta feira 28, teve início os preparativos para a execução do plano terrorista pela supracitada célula de médicos. Seguiu-se método largamente empregado no Iraque pela Al Qaeda. Esse método consistente na explosão de carro-bomba entre civis.

Em Londres, na mencionada quinta feira 28, dois automóveis velhos da marca Mercedes foram, por acaso, encontrados na zona de Piccadilly Circus. Em ambos, além de explosivos (gás e gasolina) havia dois celulares. Os dois estavam ligados e serviriam como detonadores.

Pelas ligações aos dois celulares apreendidos nas Mercedes, os 007 do MI5, -- serviço de inteligência interna--, identificaram e rumaram à casa do médico jordaniano Mohammed Asha, que trabalhava no Royal Alexandra Hospital, de Glasgow.

Enquanto os 007 revistavam a casa de Asha, ele e outro médico lançavam um jeep em chamas contra o terminal internacional de embarque do aeroporto de Glasgow (Escócia).

Entre o primeiro encontro da Mercedes em Londres e o ataque no aeroporto de Glagow passaram-se 36 horas.

Asha conseguiu fugir, pois tinha seu automóvel estacionado no Royal Alexandra Hospital, onde trabalhava com a mulher (técnica de enfermagem e laboratório de análises) e que fica bem próximo do aeroporto internacional de Glasgow.

O outro médico do jeep teve queimaduras em 90% do corpo e foi preso, depois de encontrado num aeroporto em precárissima condição física. Por ironia, ele está internado no Royal Alexandra Hospital, onde trabalhava.



Outro membro importante da célula era um médico indiano, conhecido por Hanef, que acabou preso, por solicitação da Scotland Yard, no aeroporto australiano de Brisbane. Ele pretendia embarcar em vôo para o Paquistão e só possuía bilhete de ida, ou seja, não mais retornaria ao trabalho em hospital britânico.

Em toda a Grã Bretanha, o aviso antiterror à população continua a mostrar luz vermelha. Os 007 ainda não identificaram outros membros da célula-terrorista.

As autoridades temem ataques para 7 de julho próximo, quando dos segundo aniversário da tragédia no metrô de Londres, com 52 pessoas mortas.

Com efeito, a suspeita inicial, -- de ataques preparados por islâmicos nascidos no Reino Unido-, não se confirmou. Todos os suspeitos eram estrangeiros, da área médica, ingressaram regularmente e estavam empregado em hospitais.

Diante das suspeitas iniciais, a Muslin Council of Britain,-- que representa mais de 1,9 milhões de cidadãos britânicos de fé islâmica--, condenou o estremismos e todas as tentativas terroristas.


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