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Terror//Insurgência

 

VIOLÊNCIA. Ingrid Betancourt está viva. Ela foi seqüestrada pelas FARC em 23 de fevereiro de 2002.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

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Ingrid Betancourt está viva. Ela foi sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC) em 20 de fevereiro de 2002. A afirmação é de John Franck Pinchao, oficial da polícia colombiana e que durante nove anos foi mantido em cativeiro pelas FARC.

Ingrid Betancourt, que tem dupla cidadania (colombiana e francesa), foi senadora e candidata à presidência da república da Colômbia pelo partivo Verde. Estava em campanha quando ocorreu o seqüestro e sua companheira Clara Rojas, candidata à vice-presidência, também foi seqüestrada.

John Franck Pinchao, oficial da polícia colombiana, foi mantido em cativeiro, pelas FARC, durante nove anos.

Pinchao conseguiu fugir e declarou ter visto Indrid no dia 28 de abril passado (18/3/2007). Ele conseguiu embrenhar-se na selva e, depois de 17 dias de caminhada, encontrou uma patrulha de policiais colombianos. Pinchao afirmou, também, que os três cidadãos norte-americanos seqüestrados pelas FARC estão também vivos.

Melaine, filha de Ingrid e que vive em Paris, ficou emocionada e feliz. Declarou que foi a primeira vez, depois de cincos, que alguém afirma estar sua mãe viva. Um pouco ansiosa diz pretender encontrar-se com o policial para saber detalhes e se tem mesmo certeza de ter vista Ingrid neste ano de 2007.

17 maio de 2007.

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RETROSPECTIVA: 1/2/2005.

FARC:lucro com as drogas e despesas com a guerrilha. Balanço.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch.

A primeira fonte de obtenção de recursos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Frac), é a extorsão mediante o seqüestro de pessoas.

Essa atividade criminosa rende anualmente às Farc US$37,32 milhões. Existem os chamados seqüestros políticos, ou seja, sem o objetivo de vantagens patrimoniais.

A mais famosa seqüestrada política é a ex-senadora Ingrid Bettencourt. Ela era canditada à presidência quando foi seqüstrada em 23 de fevereiro de 2002.

Ingrid Bettencourt tem também a nacionalidade francesa. E o governo da França realiza, há anos e sem sucesso, tratativas com a insurgência para a liberação de Ingrid Bettencourt.

A segunda fonte de receita das Farc é o furto de gado, estimado em US$22,19 milhões.

Ao contrário do divulgado pelos governos norte-americanos (no governo Bill Clinton, o czar antidrogas, general MacCaffrey estimou o lucro anual das Farc com as drogas em US$500milhões), as drogas ilícitas (cocaína, heroína) representam a 3a fonte de arrecadação das Farc.

Com as drogas ilícitas, as Farc obtém US$11,59 milhões. Essa terceira fonte de lucro tem duas vertentes: (1)taxa revolucionária e (2) participação na comercialização.

A taxa revolucionária é paga pela produção de folhas de coca (matéria prima para a elaboração do cloridrato de cocaína) em áreas controladas pela guerrilha. É feito um cálculo sobre a quantidade de cloridrato de cocaína que será produzida. E a taxa incide sobre o grama estimado da cocaína.

Por ano, a chamada taxa alcança US$8,53 milhões.

Quanto à comercialização direta de cloridrado de cocaína pelas Farc (recebem em pagamento dos “cartelitos” de refino, que são os que compram as folhas), a receita é de US$3,01 milhões.

Para se ter idéia, todos os anos os colombianos ofertam ao mercado de 500 a 250 toneladas de cocaína. Calcula-se que cerca de 80% da cocaína colocada no mercado internacional é de procedência colombiana.

O cálculo das fontes de receita das Farc foi levantado pela Unidade de Informações e Análises Financeiras (UIAF) do Ministério do Interior da Colômbia. Somadas as 3 fontes de receita (extorsão mediante seqüestro de pessoas; furto-roubo de gado e cocaína), temos um faturamento bruto anual de US$77,16 milhões.

Pelo UAIF do Ministério do Interior, as despesas com alimentação, uniformes, armas e munições, atingem US$35,63 milhões. Ou seja, sobre US$41,53 milhões.

Convém lembrar que no governo do presidente Bill Clynton, o czar antidrogas-general Barry MacCafrey, estimou o lucro das Farc, com a cocaína, em US$500 milhões. Ou seja, bem mais do que os US$11,54 milhões calculados pela UIAF, do ministério do Interior da Colômbia.


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