São Paulo,  
Busca:   

 

 

Terror//Insurgência

 

TERROR. Al Qaeda ataca com bombas em Argel o palácio do governo (foto ao lado) e um quartel da polícia

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

11/4/2007.
Palácio do governo da Argélia. Bomba da Al Qaeda para o Mghred Islâmico.


OLHO.
Os ataques em Argel, na manhã de hoje, foram assumidos, via rede televisiva Al Jazeera, pela Al Qaeda para o Mghred Islâmico, grupo terrorista formado a partir do Grupo Salafita para a Predicação e o Combate). Até o momento, 23 pessoas morreram e 162 estão feridas.

As bombas explodiram quase simultâneamente, no palácio do governo (destruiu a fachada) e num quartel da polícia em bairro na zona leste de Argel, capital da Argélia.
Para a Al Qaeda os atentados foram em seqüência à frustrada eliminação de turistas em Casablanca (Marrocos), ocorrida ontem, 10 de abril. Na foto, um dos camicazes que explodiram ontem em Casablanca. CONFIRA e entenda as raízes do conflito.

MATÉRIA
Na manhã de hoje dois atentados terroristas foram perpetrados no centro de Argel, capital da Argélia. Quase simultaneamente as bombas explodiram no prédio sede do governo e num quartel militar. Os atentados causaram 23 mortes e deixaram 162 feridos.

A Al Qaeda reivindicou a autoria dos dois atentados, por meio de um telefonema feito à rede de televisão Al Jazeera, com sede no Catar.

Na Argélia e depois de forte repressão, o Grupo Salafita para a Predicação e o Combate (GSPC) adotou o nome de Al Qaeda para o Mghreb islâmico. A meta é transformar a Algéria numa nação teocrática islâmica. Os dois atentados, portanto, são reivindicados pela Al Qaeda para o Mghreb islâmico.

Em 1999 houve uma tentativa de reconciliação nacional, mas as ações de grupos armados não cessaram. O Grupo Islâmico Armado (GIS) e o Grupo Salafita para a Predicação e o Combate (GSPC) continuaram a promover atentados, a gerar pesada repressão. Existem, também, grupos autônomos separatistas, como, por exemplo, em Cabilia.

Camicase que explodiu em Casa Blanca (Marrocos), no ataque frustrado a turistas que a Al Qaeda promoveu ontem, 10 de abril de 2007.


Pela Constituição, não são admitidos partidos políticos com ideologia baseada em religiões e raças. Embora o islamismo seja a religião oficial, o governo não admite partidos políticos nele fundados, para evitar a repetição do sucedido, em 1991, com a Fronte Islâmica de Salvação.

O atentado em Argel foi definido pela Al Qaeda como um ato em continuação à tentativa de eliminação de turistas ocorrida ontem (10 de abril de 2007) em Casablanca (Marrocos), em que um camicaze foi morto a tempo e três outros acionaram as cargas explosivas que portavam com o objetivo de suicídio, em face da ação frustrada do primeiro deles.

Segundo o jornalista argelino Djilal Bouati, entrevistado pela rede televisiva Al Jazeera, os dois atntados em Argel têm o significado de resposta dos terroristas a uma grande operação realizada, nos últimos dias, pelo exército. Na operação, os soldados de uma divisão especial do exército da Argélia atacou a presumida sede da Al Qaeda para o Maghreb islâmico e matou vários suspeitos. Além disso, sempre segundo o jornalista argelino, serviu de advertência em face das eleições para cargos legislativos em maio próximo (2007).

O presidente argelino Abdelaziz Boutefika (partido RND) está no cargo desde 27 de abril de 1999, tendo sido reeleito em 8 de abril de 2004. O regime é parlamentarista e o primeiro ministro avisou que não permitirá que grupos terroristas continuem a matar civis inocentes.
WFM, 11 de abril de 2007.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet