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Terror//Insurgência

 

TERROR DE ESTADO. Libertados os 15 marinheiros ingleses.Na foto e em destaque, a marinheira Faye Turney quando entregue na embaixada britânica em Teerã.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

4 abril de 2007, às 14,50 hs.
em destaque, a marinheira Faye Turney, quando do embarque de volta à Grã Bretanha.



Feliz Nourizadeh (feliz ano-novo).

O ano novo do Irã (ano 1383) começa bem com uma postura humanitária do governo de Ahmadinejad e que tem como Guia Supremo o ayatolá Khamenei.

Os 15 marinheiros da Royal Army, presos em 23 de março sob acusação de violação de águas territorias e espionagem, foram liberdados e entregues, depois de uma passagem pelo palácio presidencial iraniano, à embaixada do reino Unido em Teerã.

Para aproveitar espaço na mídia, o presidente Ahmadinejad exibiu os prisioneiros no palácio do governo. Fez até uma ironia com os prisioneiros: "vocês acabaram por conhecer Teerã".

Perante câmeras, o presidente iraniano atacou o Conselho de segurança das Nações Unidas. Afirmou que o Conselho não impediu a invasão do Iraque e nem toma providências com relação a crimes contra os palestinos. Para surpresa, Ahmadinejad disse estar pronto a realtar com os EUA, desde que o presidente Bush mude suas posições.

Os marinheiros embarcam amanhã e chegarão ao aeroporto de Heathrow, em Londres. O premier Blair disse estar feliz com a libertação e frisou não ter ocorrido nenhuma pressão contra o governo do Irã.

Faye apareceu em vídeo confessando a voluntária invasão, por dois barcos de borracha que deixaram uma fragata inglesa estacionada no Golfo Pérsico do lado iraquiano, de águas iranians de Shatt el Arab, também noGolfo Pérsico.

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4 abril de 2007, às 10 horas,.

Presente de Ano Novo

presidente iraniano, era um pasdaran (membro da guarda revolucionária islâmica).



Os iranianos resolveram, segundo declaração do presidente Ahmadinejad em entrevista coletiva, libertar os 15 marinheiros britâncos, presos em 23 de março passado, por suposta violação de águas territorias e espionagem. Para os pasdaran (guarda revolucionária iraniana, criada pós revolução islâmica de 1979), os invasores estavam em dois barcos de borracha, em águas iranianas de Shatt el Arab (Golfo Pérsico)

O Irã comemora o início do ano 1386. O presidente iraniano, com ironia, pediu aos britânicos para não punir os marinheiros pelas confissões feitas. Destacou que os marinheiros admitiram a agressão ao Irã.

Ahmadinejad declarou, também, que colocará os marinheiros num vôo para Londres, "malgrado o nosso direito de submetê-los a um processo judicial. Esses 15 marinheiros foram agraciados e gostariamos de oferecer ao povo britânico a sua libertação.

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RETROSPECRIVA.

2 de abril de 2007.

No centro o presidente Ahmadinejad. Entre ayatolas que asseguram a continuação da Revolução Islâmica de 1979.





Olho.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad (no poder desde agosto de 2005) advertiu os britânicos que pode recrutar, todos os dias, centenas de homens-bombas para atentados suicidas. Arrematou:O suicídio é arma invencível

Na orquestração montada, estudantes tentaram invadir a embaixada da Grã Bretanha em Teerã, enquanto dois outros marinherios (total de 4, até agora) apareceram na televisão para confissões de invasão voluntária das águas territorias iranianas.

O Irã mandou carta-diplomática protestando que soldados britâncos, no Iraque, praticaram atos graves defronte à embaixada iraniana em Bagdá. Também ocorreu protesto contra os EUA em face de dois aviões terem violado o espaço aéreo do Irã.

Matéria A captura dos 15 marinheiros pelos pasdaran (guarda revolucionário iraniana) ocorreu há 10 dias e, até o momento, não existe nenhuma certeza de que serão liberdados em breve.

Comenta-se que hoje, 2 de abril de 2007, seguirão para Teerã militares britânicos com a tarefa de conseguir visitar os 15 marinheiros presos. O governo do Irã, apesar do pedido da diplomacia britânica, ainda não respondeu se concorda com a visita. Também não se sabe se o Irã levará os marinheiros a Justiça, com base nas confissões.

Ontem (domingo, 1 de abril), estudantes fizeram um protesto defronte a embaixada inglesa de Teerã. Gritaram: "Morte aos britânicos e à América". Os estudantes, contidos por força policial, jogaram pedras contra a fachada do prédio da embaixada.

Enquanto isso sucedia, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, fora de Teerã, falava da arrogância dos ingleses, da necessidade de pedirem desculpas pela invasão.

No seu belicoso pronunciamento, o presidente iraniano advetiu que está em condições de recrutar centenas de homens-bombas (kamikazes), todos os dias, para a realização de atentados suicidas: "O suicídio é uma arma invencível", concluiu Ahmadinejad

Ahmadinejad, que está no poder desde agosto de 2005, criticou a União Européia e a sua presidente de turno (a premier alemã Angela Merkel). Disse que o órgão nada tem a ver com o caso e não deveriam se intrometer, pois o Irã foi vítima de invasão.

Junto à diplomacia britânica, o Irã enviou carta-protesto pelo que entendeu ser provocação de soldados ao dispararem defronte à embaixada iraniana no Iraque. A diplomacia inglesa disse que os soldados estavam em patrulha e desferiram tiro para o alto para evitar ataques surpresas, durante um policiamento em Bagdá. Mais, o alvo não era provocação defronte a embaixada, mas de prevenção contra insurgentes iraquianos.

O Irã também protestou contra os EUA por realização de dois vôos em seu espaço aéreo.

Pelo que se percebe, o Irã aposta na tensão e procura deixar a questão nuclear e as novas sanções esquiecidas.

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Retrospectiva

1 de abril de 2007.

O presidente Mahmoud Ahmadinejad.





A premier alemã Angela Merkel, também presidente de turno da União Européia, deu entrevista à BBC e afirma que a Grã Bretanha tem toda a solidariedade da União Européia, no que toca à prisão, pelo Irã, de 15 marinheiros (uma é marinheira), ocorrido no Golfo Pérsico.

Enquanto isso, as agências internacionais noticiam a abertura de um canal direto de negociações entre Londres e Teerã.

Pela televisão, dois marinheiros confessaram tratar-se de violação de águas territoriais do Irã. Até agora, já foram 4 marinheiros, um deles mulher, a comparecer à televisão para admitir a culpa.

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.................................... Retrospectiva




OLHO. A transferência dos 15 marinheiros (ao menos uma mulher entre eles) para a capital iraniana mostra que o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad vai utilizá-los para engrossar o seu discurso contra as represálias das Nações Unidas e a necessidade de continuar com os projetos nucleares.

As prisões dos marinheiros ocorreram na sexta feira 23, quando realizavam uma patrulha pelo Golfo Pèrsico e remavam em direção a um navio comercial de bandeira japonesa

Os marinheiros ocupavam dois barcos de borracha, da Fragata Cornwell.
No sábado (24/3/2007), o premier Blair, quando das comemorações da constituição da União Européia, voltou a afirmar que os marinheiros estavam em patrulhamento em águas territoriais iraquianas e não iranianas.

MATÉRIA.

A crise é grave. A transferência dos 15 marinheiros (ao menos uma mulher entre eles) para a capital iraniana mostra que o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad vai utilizá-los para engrossar o seu discurso contra as represálias das Nações Unidas e a necessidade de continuar com os projetos nucleares.

No sábado (24/3/2007), o premier Blair, quando das comemorações da constituição da União Européia, voltou a afirmar que os marinheiros estavam em patrulhamento em águas territoriais iraquianas e não iranianas.
Na sexta feira 23, dois barcos de borracha ligeiros e potentes deixaram a fragata inglesa Cornwall e rumaram na direção de um navio mercante japonês, para inspeção: na bahía de entrada do porto iraquiano de Umm Qasr existe muito contrabando de armas e explosivos.

Os barcos-de-borracha foram cercados por 6 embarcações iranianas, com metralhadoras apontadas. Um helicóptero britânco, do alto e sem interferir, passou a acompanhar a abordagem.
Os 15 marinheiros foram dominados e conduzidos para os estuário do rio Shatt al Arab e presos numa base militar iraniana. Neste domingo (25 março) foram transferidos para Teerã.

Até agora, silêncios por parte do presidente Ahmadinejad e do supremo guia-espiritual do país, Ali Khamenei. O único a falar é o general Ali Reza Afshar, porta-voz do Estado-maior das Forças Armadas da República Islâmica. Disse o general que os marinheiros são agressores e, em interrogatório, confessaram a imprudente agressão à República Islâmica.

Sobre a transferência dos detidos, o general limitou-se a afirmar: "É uma prova da competência das nossas forças no que toca à defesa do nosso país , em qualquer momento e sob qualquer circunstância. As repetidas ameaças dos inimigos do nosso país levaram ao aperfeiçoamento da nossa capacidade de defesa"

Londres insiste em buscar uma rápida solução diplomática e Blair já ordenou muita pressão, pois teme que Teerã queira prorrogar o episódio para justificar sua posturas de enfrentamento à ONU e EUA.

Para os ayatolas, desde os anos 50, quando o serviço secreto inglês ajudou na derrubada do primeiro minsitro Mossadeq, um nacionalista ferrenho, os britânicos são considerados inimigos. WFM, 25 de março de 2007.


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