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Terror//Insurgência

 

TERROR. Morto o sanguinário mulá Dadulah, mas, para os talebans, ele está vivo e um sósia morto é mostrado.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch/CARTA CAPITAL

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11 maio de 2007.

Dadulah, 40 anos e um dos dez comandantes militares escolhidos pelo chefão, mulá Omar.


Para os talebans, o mulá Dadulah está vivo e, em breve, será apresentado um vídeo. O corpo exibido pelo governador de Kandahar é de um sósia, afiram os talebans.

As declarações mostram o desespero dos talebans diante da derrota imposta. Ou seja, o líder da resistência talebã, nas regiões de Helmand e Kandahar, foi efetivamente morto quando tentava deixar Girishk, na província de Helmand (sul do Afeganistão). O mulá Dadulah foi atingido por uma bala na cabeça, uma na caixa torácica e outra no abdômen.

A morte do sanguinário Dadulá ocorre dois dias depois da libertação, determinada por ele, do francês Eric Damfreville, um operador humanitário que trabalhava no Afeganistão.

O francês Eric fora seqüestrado em 3 de abril de 2007, junto com a sua colega Céline Cordelier. Céline foi libertada em 28 de abril. Segundo o jornal Le Monde, o governo de Chirac pagou preço altíssimo pela libertação dos dois cidadãos franceses. Eric e Celine trabalhavam para a organização humanitária Terre d´Enfance.

Dadulah: corpo exibido pelo governador de Kandahar.


Uma das fontes de receita dos talebans comandados pelo mulá Dadulah é o seqüestro de pessoas. E os talebans faturaram alto com muitos deles, como, por exemplo, da operadora humanitária Clemente Cantone e de jornalistas. O último jornalista seqüestrado e libertado foi Daniele Mastrogiacomo, do jornal italiano La Repubblica. Mastrogiacomo foi trocado por 5 talebans, um deles irmão de Dadulah.

Ontem,13 de maio de 2007, uma blitz que reunia norte-americanos e soldados da NATO, sob comando dos EUA, envolveu-se em embate com os talebans, na cidade de Giriishk (província de Helmand). Além do mulah Dadulah foram mortos dez outros talebans, sendo um deles o irmão de Dadulah, recentemente solto da prisão de Kabul, numa troca que envolveu a soltura do jornalista Mastrogiacomo: dos cinco talebans trocados, dois já foram mortos em combates.

O corpo do mulah Dadulah, da etnia pasthum, foi mostrado a jornalista e exibido por dois canais afegãos de televisão: Tolo Tv e Ariana Tv.

A província meridional de Helmand, no sul, é objeto da Operação Aquiles, da Nato-Isaf, com participação de contingentes ingleses, canadenses, holandeses e norte-americanos.

O comandante da missão NATO-Isaf, confirmou a morte de Dadulah, 40 anos, da tribo de Kakar e um dos dez chefes talebans nomeados pelo mulá Omar. Para o comandante, “a morte de Dadulah foi umduro golpe para os talebans. Ainda que se terá um substituto com o tempo. A operação guiada pelos EUA foi possível pelo apoio das forças de segurança afegans e do povo afegão”.

Com a morte de Dadulah, segundo previsão dos 007 dos EUA, os talebans em breve terão um novo líder para combater no sul do país. Os 007 advertem que, escolhido o novo líder, os talebans iniciarão uma forte ofensiva militar. Enquanto isso, as forças da NATO-Isaf irão aproveitar a desorientação dos talebans, em razão da morte daquele que consideravam ter 7 vidas, ou seja, o lendário mulá Dadulah.

. A respeito de Dadulah coorrem muitas histórias. Enquanto o mulá Omar perdeu um olho em batalha contra os invasores soviéticos, nos anos 80, o mulá Dadulah teria perdido uma perna. É certo ter perdido uma perna (daí se apelido de perna-de-pau), mas não se sabe se foi em batalha contra os soviéticos (anos80) ou em 1994, quando lutou contra os mujahedim da Aliança do Norte, liderados pelo falecido comandante Massud.

Outro seu apelido era cortador-de-gargantas, tendo abusado desse tipo de crueldade, que executava dizendo-se em “nome de Alá”. Observadores não descartam que a morte de Dadulah, dois dias depois de liberado o operador humanitário francês (11 de maio), pode ter decorrido da sua localização, em razão dos inúmeros contados que fazia, por celular satelital, com jornalistas e negociadores.

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RETROSPECTIVA.



Perfil.
Perfil de Dadulah Kakar, 40 anos de idade: perdeu uma das pernas em explosão de mina terrestre.

É conhecido pela crueldade: mais de uma centena de decaptações.

Controla 80% do Sul do Afeganistão. De etnia pastum (inimigo dos Tajik), está adotando as táticas de homem-bomba e ataques de surpresa.

Neste ano, anunciou que Bin Laden estava vivo.

Preparou uma armadilha para sequestrar o jornalista Daniele Mastrogiacomo e aproveitou a ocasião para desviar o foco da operação Aquiles, preparada pela NATO.

Desde 2001 comanda a resistência dos talebans no país que tinha se tornado sede da Al Qaeda. O então grande líder dos talebans, o mulá Omar, recusou-se a prender e extraditar Bin Laden.

Dadulah, em importância, já bateu o mulá Omar (sogro de Bin Laden), que saiu de cena e está refugiado na fronteira com o Paquistão .....................................

..................................................... MATÉRIA.

Na segunda-feira 19, o mulá afegão Dadullah, que já perdeu uma das pernas e não titubeia em mandar decapitar em nome de Alá, ordenou a libertação do jornalista italiano Daniele Mastrogiacomo, do La Repubblica.

cena cotidiana em Cabul, único reduto controlado pelo presidente Karzai.


O seqüestro durou 14 dias e ocorreu próximo à cidade de Lashkar Gah, na província de Helman, onde está instalado o quartel-general dos talebans e funciona um dos nove postos hospitalares mantidos pela organização humanitária e não-governamental Emergency, fundada pelo cirurgião Gino Strada.

À boa notícia antecedeu um domingo tenso, onde não faltaram a falsa informação da libertação do seqüestrado, dada pela France Press, e a certeza de novas exigências de Dadulah.

Àquela altura, e como cumprimento do acordo, dois talebans relacionados por Dadullah tinham sido soltos, no sábado, de dois cárceres de Cabul, conhecidos como as novas Guantánamo e Abu Ghraib.

Segundo uma agência paquistanesa, Dadullah voltara atrás e só trocaria Mastrogiacomo pela libertação de todos os talebans presos. Na verdade, Dadullah, mais uma vez, mudava a exigência, que começou com a saída das tropas italianas do Afeganistão, em sete dias.

O mulá Dadullah lidera cerca de 12 mil talebans e controla militarmente, com apoio dos Senhores da Guerra (líderes de etnias), as províncias de Helmand, Zabul, Urzgan e Kandahar.

O seqüestro foi preparado na véspera da Operação Aquiles, planejada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com emprego de 4.500 dos seus soldados e mais mil combatentes afegãos treinados pela Força Internacional de Ajuda à Segurança (Isaf), sob as ordens do general francês Jean-Louis Py.

Quando foi seqüestrado, o jornalista deslocava-se de Kandahar para Helmand, a fim de entrevistar um líder taleban sobre a Operação Aquiles, de ataques às regiões sob controle de Dadullah.

Mastrogiacomo virou trunfo para Dadullah, que conseguiu, a partir da agência afegã Pajhwok, divulgar internacionalmente o seqüestro, abafar na mídia a importância da Operação Aquiles e difundir sua imagem de líder dos talebans, a ocupar o lugar do sumido mulá Omar.

Numa avaliação geoestratégica e geopolítica desse seqüestro com altíssimo risco de acabar em tragédia, pode-se apontar para dois vencedores, o governo Romano Prodi e o mulá Dadullah, e três perdedores, Bush, Karzai e a Otan.

Pela primeira vez, e escaldado com anterior traição norte-americana no Iraque, quando do seqüestro da jornalista Giuliana Sgrena, o governo Prodi, pelo seu ministro das Relações Exteriores, Massimo D’Alema, ex-comunista, socorreu-se da prestigiosa e supracitada organização humanitária Emergency, com 14 anos de presença no Afeganistão, para fazer a interlocução com Dadullah.

O supracitado Strada, da Emergency, passou a coordenar, com exclusividade, as negociações com os talebans. Para as reuniões com Dadulah, Strada designou o manager da Emergency, o afegão Rahmatullah Hanefi.

Assim, os 007 da espionagem militar italiana (Sismi) foram afastados do caso, fato que o ministro da Defesa, Arturo Parisi, ainda não engoliu. Idem norte-americanos e ingleses.

Strada goza de grande prestígio no Afeganistão e o hospital da cidade de Lashkar Gah, em Helmand, trata de necessitados sem perguntar se são talebans ou não.

Quando assumiu o encargo de negociador, o primeiro vídeo com Mastrogiacomo a pedir ajuda já era exibido pelo planeta, com aviso de que só faltavam dois dias para a Itália atender à exigência de retirar as tropas do Afeganistão. De quebra, Dadullah tinha mandado decapitar, na frente de Mastrogiacomo, o motorista que o servia, por considerá-lo espião.

Com Prodi ficou a tarefa de convencer o presidente afegão, Hamid Karzai, de soltar alguns prisioneiros talebans. E o frágil Karzai só decidiu depois de consultar Washington.

Para evitar outras arestas e prejudicar a conferência de paz costurada por D’Alema com a União Européia, a ONU e a secretária de Estado Condoleezza Rice, a Casa Branca deu sinal verde a Karzai, mas com uma recomendação. Tão logo Mastrogiacomo reconquistou a liberdade, Karzai prendeu Rahmatullah, braço direito de Strada.

O mulá Dadullah mudou de postura. Soube jogar com a mídia e sempre saiu na frente com a divulgação da informação. A primeira agência a noticiar o seqüestro e a libertação foi a afegã Pajhwok. Só ela acompanhou a troca final, com Rahmatullah de um lado da ponte, com três talebans, e Dadullah do outro, com o jornalista Mastrogiacomo.

Entre os cinco talebans libertados, havia um desconhecido. Depois se descobriu que era Manssor, irmão de Dadullah. Aí, o chapéu já tinha sido aplicado, por um mulá de uma perna só.

WFM, 26 março de 2007.

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RETROSPECTIVA.

17 de abril de 2007.

Karzai espantou os observadores internacionais: -"Não às tratativas com os talebans-criminosos"

Mulá Dadulah, 40 anos e especialista em degolar inimigos, em nome de Alá.


Em outras palavras, Karzai quis dizer que não mais aceitará fazer troca de prisioneiros por estrangeiros seqüestrados, sejam jornalistas, sejam agentes de organizações humanitárias.

Desde 3 de abril os talebans sequëstraram dois franceses (um homem e uma mulher) que atuam em programas humanitários. O seqüestro ocorreu na província (estado) sul-ocidental de Nimroz, região controlado pelos talebans comandados pelo mulá Dadlh Kakar, apelidado de cortador-de-cabeças.

Os dois franceses estavam na companhia de três afegãos contratados para lhes dar apoio.

Num vídeo já na posse dos 007 franceses, os dois concidadãos aparecem pálidos e com expressão de aterrorizados: a mulher, com a cabeça coberta, aparece chorando de desespero.

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O presidente francês Jacques Chirac dispara freqüentes telefonemas a Karzai, com o objetivo de fazê-lo mudar de posição e aceitar a proposta de troca dos seqüestrados por talebans que estão aprisionados em Cabul.

Numa entrevista coletiva, Karzai declarou que a libertação de talebans na troca com o jornalista italiano Daniele Mastrogiacomo tinha sido excepcional e não mais se repeteria.

Os franceses, Célin e Eric, foram seqüestrados dois dias depois de o mulá Dadulah ter anunciado a decapitação do afegão Naskband que servia de tradutor para o jornalista italiano Mastrogiacomo.

Karzai explica a sua nova política de pulso firme, mas, para os afegãos, ele é um simples teleguiado na NATO e dos EUA, que o criticaram quando aceitou trocar prisioneiros talebans pelo jornalista italiano.

Para Karzai,"é fundamental impedir que os seqüestros virem uma indúrtria para os terroristas contra o legítimo governo afegão. Quando se cede uma vez, depois duas vezes, três vezes, isto em se aceitar a proposta de terroristas isto se transforma numa verdadeita indústria de seqüestros. E a cadeia nunca mais terá fim".

O ministro de relações exteriores de Karzai, numa entrevista, afirmou que nunca concordou com a solução dada ao caso do jornalista italiano. E, pelos jornalistas, avisou:- Caso eu seja seqüestrado, clamo, desde já, para que o governo não ceda às ameças para que eu seja salvo".
Os 007 franceses já sabem que o casal seqüestrado, Célin e Eric, já foram encaminhados para o sul do país, na província de Helmand, onde os talebans têm controle absoluto de território: em Helmand ocorreu o seqüestro de mastrogiacomo.

Pelo que sabe, com a negativa de Karzai os franceses têm duas opções: 1)pagar um resgate milhionário ao mulá Dadulah ou 2) tentar uma operação de bombardeamento e resgate, com risco maior de insucesso do que de vitória.

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RETROSPECTIVA.

11 abril 2007.

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OLHO.

A rede televisiva italiana Tg1 apresentou um vídeo inédito contendo imagens da decapitação, pelos talebans, do motorista afegão Sayed Agha. Ele fora contratado pelo jornalista Daniele Giacomo, do jornal La Repubblica, para levá-lo para fazer uma entrevista no sul do país.

Sayed acabou executado sumariamente logo depois do seqüestro. Foi considerado espião. CONFIRA. Acompanhe retrospectiva do IBGF, desde o dia do seqüestro. Na domingo 8, foi decapitado o tradutor de Mastrogiacomo.

MATÉRIA
A Itália vive momentos difíceis. O governo, quando do seqüestro do jornalista Daniele Mastrogiacomo, entregou as negociações para a ong Emergency, dirigida pelo médico e humanista Gino Strada.

No acordo feito com os talebans e que resultou na soltura de 5 líderes presos em Cabul, ficou acertada, também, a libertação de Adjmal Nashkbandi, o afegão que servia de intérprete. Nashkbandi, de 24 anos de idade, foi decapitado segunda 9, por ordem do mulá Dadulah e antes do término do prazo de 24 horas estabelecido pelo referido mulá.

O presidente Karzai mandou soltar os prisioneiros, mas os serviços de inteligência prenderam Rahmatullah Hanefi, homem designado por Strada e que é o responsável pela segurança dos hospitais mantidos pelo Emergency no Afeganistão. Para o chefe do serviço secreto do Afeganistão, o intermediário Rahmatullah atua em favor dos talebans, dos quais é simpatizante e está ligado.

Segundo o chefe da inteligência afegã, Rahmatullah já foi empregado quando das tratativas para a libertação de Gabriele Torsello (36 anos), seqüestrado pelos talebans em outubro de 2006: o foto-jornalista Torsello ficou 23 dias seqüestrado e a Itália pagou US$2,0 milhões para a sua libertação. Coube a Rahmatullah do Emergency fazer a entrega do dinheiro ao mulá Dadulah.

Em resumo. Para a inteligência afegã Rahmatullah é um taleban infiltrado que coloca os terroristas talebans em tratamento nos hospitais da Emergency e acerta os valores para os resgastes.

Descobriu-se, ainda, que Clementina Cantoni, uma voluntária em trabalhos humanitários da Care International, (veja matéria abaixo), seqüetsrada em Cabul em junho de 2005, teve a libertação negociada. Foram pagos valores não revelados e soltos 3 prisioneiros comuns (não talebans). Para complicar ainda mais a situação, a Tg1 conseguiu o filme da decapitação do motorista de Mastrogiacomo, exibido na noite de ontem, em horário nobre e com aviso de não recomendável a menores de idade.

. O motorista foi decaitado ao lado do jornalista italiano Mastrogiacomo, que ficou com os olhos vendados, mas percebeu tudo e, como declarou em entrevista à TV.Repubblica, pensou que seria decapitado em seguida.

No início, aparecem imagens de talebans fortemente armados. Os três seqüestrados (jornalista italiano, motorista e intérprete) são levados até uma casa, num descampado.

Na seqüência são colocados de joelhos defronte a uma pick-up dos talebans: Mastrogiacomo e o tradutor Daniel em liha e defronte deles o motorista Sayed. Aí, um taleban leu um texto, com o rosto coberto: Este espião nos trouxe dois homens, numa referência a Mastrogiacomo e ao tradutor Adjmal. Agora, o espião será punido com a morte. Vocês devem aceitar as nossas propostas, senão serão também eliminados". Depois, as imagens mostram a decapitação lenta do motorista.

A Tg1 interrompe a exibição do vídeo quando o punhal começa a se aproximar do pescoço da vítima, para cortar. As imagens completas da decapitação foram apresentadas, logo após, no telejornal de Riotta. Inclusive as imagens, ao final, apertando as mãos e congratulando-se pela execução, como se fosse uma grande vitória. Daniele, ainda segundo imagens, aparece lendo um apelo em italiano e em inglês e é obrigado a fazer referência ao motorista decapitado, isto em 16 de março, como registra a filmagem. O diretor da TG! diz ter exibido o vídeo para que a população possa refletir e ter a dimensão do sucedido. Também para refletir sobre as tropas italianas, mais de 2 mil soldados, estacionados em cabul e em Hert.

No Parlamento, há movimentação para se instaurar uma apuração para que tudo fique esclarecido, inclusive os valores de verbas secretas pagas como resgate de italianos seqüestrados, nos governos Berlusconi e Prodi. Até ontem 10, desconhecia-se o pagamento de resgate nos casos Tosello, Cantoni e da jornalista Sgena, esta última seqüestrada no Iraque e que resultou na morte heróica do agente de inteligência Nicola Calipari: Calipari colocou seu corpo para Sgrena não ser atingido pelos disparos feitos por um soldado norte-americano, numa barreira. .....................................................

............................................................. 9 abril de 2007.

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OLHO:TERROR. Decapitado o tradutor do jornalista italiano, por ordem do mulá Dadulah.

9 abril 2007
O sanguinário mulá Dadulah Kakar mandou decapitar o jornalista e tradutor Adjmal Nashkbandi, de 24 anos de idade. Quando da libertação do sequetrado jornalista italiano Daniele Mastrogiacomo, Adjmal, um afegão contratato como intérprete, permeneceu em cativeiro. O sanguinário mulá Dadulah, num jogo político e com a insensibilidade de que tem apelido de cortador-de-gargantas, acabou por cumprir a ameaça. Ele deu prazo de de 24 horas para início de tratativas para a troca por prisioneiros talebans. Na ocasião, frisou que o presidente Karzai "não tinha interesse em negociar para salvar a vida de um afegão, ao contrário do que fizera com o jornalista italiano".
No momento, dois franceses estão nas mãos dos talebans de Dadulah: eles foram seqüestrados há 3 dias. CONFIRA toda a retrospectiva, desde o seqüestro até a manifestaão de 1 de abril na piazza Navona.
MATÉRIA.

Ao se deslocar para o sul do Afeganistão, região controlado pelos talebans comandados pelo mulá Dadulah Kakar,(-- que perdeu uma perna numa mina e o apelido de cotador de gargantas--), o jornalista Daniele Mastrogiacomo acaba sendo atraído para uma armadilha. Mastrogiacomo acreditava que iria entrevistar um dos chefes talebans, quando prestes a ser desencadeada uma operação pelas forças da Nato (Aliança do Tratado do Atlântico Norte), no sul daquele país.

Mastrogiacomo acabou seqüestrado (vide matérias abaixo). Na ocasião estava acompanhado por um motorista e pelo jornalista e tradur Adjmal Nashkbandi. 24 anos de idade, um afegão, tinha já servido de tradutor a estrangeiros e oficiais norte-americanos e da Nato.

Logo na primeira semana após o seqüestro, o mulá Dadulah mandou anunciar que o motorista tinha sido morto em nome de Alá por espionagem. Na ITália, depois de libertado, Mastrogiacomo, em entrevista, contoui ter presenciado a execução do motorista: os talebans cortavam sua garganta com pequenas facas e limpavam o sangue das lâminas nas vestes da vítima.

Quando a Ong.Emergency concluiu as negociações para a libertação (abaixo matéria sobre a delegação do governo italiano em favor da Emergency, dirigida pelo cirurgião e humanista Gino Strada), teve-se a falsa impressão de que Mastrogiacomo e Adjmal tinham conseguido a liberdade.

Em entrevista, Mastrogiacomo contou que Adjmal foi retirado, antes dele, do local de cativeiro e foi dito que tinha sido solto.

Passado poucos dias da libertação de Mastrogiacomo percebeu-se que Adjmal continuava seqüestrado. Aí o mulá Dudalah começou a fazer exigências de troca de prisioneiros, como sucedera com o italiano Mastrogiacomo. Assinou o prazo final de 24 horas para inicio de eventuais tratativas.

O presidente afegão, Hamid Karzai, afirmou, aos jornais italianos que circularam domingo (ainda não se sabia da execução), que as negociações para a libertação de Mastrogiacomo foram excepcionais e que não mais haveria troca de prisioneiros talebans por seqüestrados. Quando do seqüestro de Mastrogiacomo, o presidente Karzai assinou decreto libertando 5 talebans, todos escolhidos pelo mulá Dadulah.

A mesagem da morte do tradutor foi curta: "Adjmal Nashkbandi, intérpete do jornalista do La Repubblica, Daniele Mastrogiacomo, foi morto hoje. Nós o decaptamos".

O anúncio dramático partiu de Dadulah por meio de um porta-voz, o taleban Shahabuddin Aatil. Foi dado à agência internacional Reuters.

A notícia, no domingo (8/4/2007) e por volta das 19 horas, foi confirmada pelos serviços de inteligência do governo afegão e pelo governo italiano, que estava empenhado na libertação do tradutor do jornalista italiano.

O primeiro-ministro italaino, Romano Prodi, declarou ter " sido tomado por uma grande angústia com a notícia da decaptação do intérprete e tradutor, que se seguiu à morte do motorista. Nos unimos à família da vítima neste momento tão doloroso".

Para Prodi, é inconcebível que isso tenha acontecido. Um crime que não encontra nenhuma justificativa para ter sido perpetrado e ele foi cometido para se aproveitar de especulações de natureza políticas"
O porta-voz do governo afegão, que é chefe do serviço de inteligência, Saeed Ansari, deu uma entrevista coletiva em que explicou terem sido tentados contatos com os talebans para início de uma negociação, mas que eles nunca se interessaram por isso.

Por seu turno, o porta-voz de Dadulah disse o contrário:"Esperamos durante muito tempo para a troca por prisioneiros. E tinha terminado o último prazo, que foi de 24 horas."

Conforme a agência afegã Pajhwok,-- sempre utilizada pelo mulá Dadulah--, os talebans indicaram o local onde o corpo poderia ser encontrado, ou seja, o corpo de Adjmal Nashkbandi estava na zona de Loya Wala, no distrito de Hazarjusft.

No momento, os talebans comandados por Dudalah mantém em cativeiros dois cidadãos franceses. Eles foram seqüestrados há 3 dias. Segundo a mensagem do porta-voz dos talebans, "Até que o caso Adjmal não esteja totalmente concluído, os talebans não se ocuparam dos prisioneiros franceses"

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O jornalista italiano Daniele Mastrogiacomo foi liberado graças a acordo feito com os talebans liderados pelo mulá Dadulah.

O protesto, na romana piazza Navona, foi pela libertação do jornalista afegão Adjmal Nashkbandi (tradutor de Mastrogiacomo quando do seqüestro) e do afegão Rahmatullah Hanefi, da Ong Emergency, que negociou (a pedido do governo italiano) com os talebans.

Adjmal continua prisioneiro do mulá Dadulah e Hanefi do serviço de inteligência do governo afegão de Hamid Karzai.

Mais de 20 mil pessoas encheram a praça e, dentre ilustres e celebridades, estava Dario Fo, prêmio Nobel de literatura.

WFM.

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31 março 2007.

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O sanguinário mulá quer a imediata libertação de dois líderes talebans para soltar o intéprete afegão que acompanhava o jornalista italiano Daniele Mastrogiacomo, quando do seqüestro.

Dadulah insiste que o governo do presidente Karzai soltou 5 talebans em troca da liberação de Mastrogiacomo, mas não tem interesse em negociar quando o seqüestrado é um afegão.

O médico Gino Stada, principal negociador na soltura de Giacomo (confira matéria abaixo) ameaça fechar 3 hospitais e 33 postos médicos no Afeganistão, se o presidente Karzai não soltar seu administrador-geral, que foi quem, por telefonemas e encontros, conseguiu negociar com os talebans de Dadulah a libertação do jornalista Mastrogiacomo.

Strada está indignado com a prisão do administrador (gerente-geral) da Emergency (Ong instalada no Afeganistão para assistência humanitária). Tão logo ocorreu a libertação de Mastrogiacomo, o braço-direito de Strada (gerente geram da Emergency), um afegão, foi preso pela polícia de Karzai.

Em resumo.

1. O jornalista italiano foi libertado depois de negociações conduzidas por Gino Strada, da Ong Emergency. O jornalista Mastrogiacomo, no período de cativeiro, assistiu à execução do seu motorista afegão, que foi acusado de espionagem: o motorista foi decaptado por dois talebans, a mando de Dudalah, que, segundo Mastrogiacomo, limpavam as lâminas das facas tingidas com sangue nas vestes do próprio motorista executado.

2.Os talebans conseguiram, na negociaçao, a soltura de 5 dos seus, mediante ordem de soltura dada pelo presidente afegão Hamid Karzai.

3.Americanos e ingleses protestaram por ter o governo italiano ter colocado uma Ong (e afastado os serviços secretos) para negociar a soltura. Alegam temer o precedente aberto.

4.O mulá conseguiu, entre os prisioneiros, libertar o irmão de Dadulah, sem o governo de Karzai se desse conta.

5.Os talebans fingiram, na frente de Matrogiacomo e pouco antes da sua liberação, soltar o seu intérprete, também afegão. Agora, Dadulah, por vídeo transmitido pela Rede de Telvisão Sky, ameaçou matar o intéprete. Depois da exibição do vídeo fez proposta para trocá-lo por dois lúderes talebans presos em Cabul.

6.O gerente da Emergency, logo depois da liberação de Mastrogiacomo, foi preso pelo serviço secreto de Karzai. O gerente é que conseguiu abrir um canal de negociações com os talebans que estavam com o jornalista italiano. Gino Strada quer audiência com Karzai, pois inconformado com a prisão do seu gerente-geral.

WFM, 31 março de 2007.

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29 março de 2007.

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OLHO.

29 março de 2007 O mulá Dadulah Kakar, 40 anos e conhecido como o decaptador de uma perna só, ameaça matar o intéprete afegão que servia ao jornalista italiano Daniele Mastrogiacomo, recém libertado, numa troca com prisioneiros talebans, um deles irmão do mulá.
Confira o novo desdobramento do caso Mastrogiacomo e acompanhe a retrospectiva abaixo.

MATÉRIA.

Depois da libertação do jornalista Daniele Mastrogiacomo pelos talebans, ficou a dúvida a respeito da soltura do seu intérprete, o afegão Adjmal.

Num vídeo transmitido pela rede de televisão Sky, que acaba de ser transmitido, aparece o mulá Dadulah Kakar a dar entrevista e avisar que matará o intéprete Ajmal Nashkbandi caso o Hamid Karzai (presidente do Afeganistão) não negocie.

Dadulh, conhecido como o decatador de uma perna só, fala que Karzai cuida apenas do interesse dos estrangeiros (referência ao seqüestro de Mastrogiacomo, onde mandou soltar 5 talebans, em troca da libertação do jornalista italiano).

O mulá sanguinário, que mata em nome de Alá, disse que Karzai é um fantoche nas mãos de Bush, dos ingleses e da embaixada italiana.

Numa frase provocativa, Dadullah fala que Karzai deverá tratar diretamente com os talebans, senão Ajmal será executado. Dias antes, Karzai tinha alertado que jamais trataria diretamente com os talebans guiados por Dudalh.

No vídeo, Dudalah, no estilo da predileção da Al Qaeda, aparece armado com um fuzil-metralhadora. Volta a bater na velha tecla de que os jornalistas que aparecem no Afeganistão são todos uns espiões, pois não contam aquilo que verdadeiramente sentem e observam. Frisou que Mastrogiacomo também era um espião.

. Para o mulá o intérprete Ajmal não é um homem qualquer: seu tio é o responsável administrativo pelo distrito de Bagram e o seqüestrado Ajmal trabalhou numa base militar norte-americana.

WFM

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RETROSPECTIVA.

21 março de 2007. ##foto1525##


Mastrogiacomo volta para casa e passa pela redação do jornal onde trabalha, para dar uma breve entrevista. Revelou que, num certo momento de desespero e após assistir a decola do seu motorista, teve ímpeto de fugir para morrer com tiros das metralhadoras. Ressaltou que não pretende nunca mais voltar ao Afeganistão.

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Enquanto isso EUA e Inglaterra criticam o governo italiano de ter usado, na interlocução com os talebans, uma organização humanitária e não agentes do Estado.

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RETROSPECTIVA

19 de março de 2007.

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LIBERTADO O JORNALISTA DANIELE MASTROGIACOMO.

O jornalista Daniele Mastrogiacomo acaba de ser liberado pelos talebans que controlam Helmand (Afeganistão), sob comando do mulá Dadulah.

A notícia é do jornal La Repubblica, para o qual trabalha Mastrogiacomo. A redação do jornal está em festa. Não se tem certeza acerca das negociações, mas, pelo que circula, Mastrogiacomo foi trocado por 15 talebans, dente eles o carismático Ustad Yassir e o comandante Latif Hakimi.

Existe incerteza acerca de Mahammed Hanif ter entrado na troca. Preso no Paquistão, o então porta-voz do Taleban, teria entregue o local onde poderia ser encontrado o mulá Omar, que conseguiu fugir depois de cercado.

. Ontem, domingo (18/3/2007), a agência Reuters, pela manhã, havia anunciado a libertação do jornalista, que não foi confirmada pelo governo italiano. Na parte da tarde, o governo pediu silêncio aos órgãos de imprensa, pois temia reação negativa dos talebans guiados, na região de Helmand, pelo mulá Dadulah.

Ainda no domingo, chegou ao governo italiano a notícia de que o mulá Dadulah estava irritado. Uma nota foi encaminhada pelo mulá à Ong Emergency, que mantém hospital em Helmand. O mulá avisava que todas as notícias publicadas na Itália eram falsas e que o jornalista apenas seria libertado se houvesse a soltura, pelo governo afegão, de todos os talebans presos.

MATÉRIA do site jornal La Repubblica, às 21 hoas, 19/3/2007.

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Primo ringraziamento è giunto dal protagonista della vicenda, Daniele Mastrogiacomo: "Grande Gino, grazie Emergency" lo ha salutato l'ormai ex prigioniero, incontrandolo, subito dopo la liberazione, all'ospedale che l'organizzazione gestisce a Lashkar-gah, nel Sud del Paese.

Poi è arrivato il tributo del direttore di Repubblica, Ezio Mauro: "Il ruolo di Gino Strada - ha dichiarato a Repubblica Tv - è stato fondamentale. Senza Emergency, sarebbe stato tutto molto più complicato". Parole di riconoscenza per il leader di Emergency, che da anni fa il chirurgo di guerra in Afghanistan, creando ospedali e curando i feriti di guerra: indipendentemente dalla loro appartenenza a questo o quel movimento, tribù, etnìa. Ed è proprio grazie al suo lavoro senza sosta, alla credibilità acquistata presso tutte le fasce della popolazione afgana, che Strada ha potuto svolgere un ruolo cruciale, nella vicenda di Daniele Mastrogiacomo.

Strada infatti si è offerto come mediatore, in quello che è subito apparso come un sequestro politico. Ha lavorato giorno e notte per la liberazione di Daniele, da Kabul; ed è stato anche tra i primi a confermare il rilascio: "Sta bene - ha dichiarato - ed è in grande forma: è arrivato qui (nell'ospedale di Emergency Lashkar-gah nel Sud del Paese, ndr) da uomo libero. Siamo felici, felici, felici".

Una mediazione che ha avuto, come tutta questa vicenda, tanti momenti difficili: "Sono sempre situazioni complesse - ha spiegato il chirurgo di Emergency -, si tratta di operazioni che non avvengono in un contesto vacanziero ma in un Afghanistan, in piena guerra sotto attacco militare delle forze della coalizione. Questo scenario, evidentemente, ha complicato tutto quanto".

In Afghanistan, sono attivi in tutto quattro ospedali di Emergency. Fra questi, il centro chirurgico per vittime di guerra di Kabul, dotato fra l'altro dell'unica macchina per la Tac e dell'unica terapia intensiva accessibili alla popolazione civile del paese. Inoltre nella Valle del Panshir, ad Anabah, è attivo un centro di maternità con 25 posti letto, che dal 2003 ha visto la nascita di 1.489 bambini.

Il personale di Emergency - ha ricordato più volte lo stesso Strada - proprio per il tipo di attività che svolge nell'area, conosce praticamente tutti e quindi è più facile tenere aperti canali e contatti.

Del resto già durante il rapimento di Gabriele Torsello in Afghanistan, lo scorso anno, l'ha visto protagonista. Lui e i suoi collaboratori riuscirono a stabilire contatti con i rapitori tanto che quando il fotografo italiano fu liberato, la notizia fu comunicata proprio all'ospedale di Emergency.

Strada è nato a Milano, è diventato chirurgo di guerra per scelta. Prima lavorando con la Croce Rossa Internazionale e poi con Emergency che ha fondato insieme a sua moglie, Teresa, che ne è anche presidente. Ha sempre abbinato la sua attività di chirurgo con l'impegno pacifista. Sono note le sue posizioni contro ogni tipo di intervento armato, una scelta che condivide con i volontari della sua associazione e che più volte l'ha visto in piazza insieme al movimento pacifista. Tanto che nel 2001, è finito nella lista dei possibili candidati al Nobel per la pace.

In 12 anni, l'ong è intervenuta in 13 Paesi, costruendo 8 ospedali, 4 centri di riabilitazione, un centro di maternità, 55 fra posti di primo soccorso e centri sanitari. Fino al 2006, i team di Emergency hanno portato aiuto ad oltre 2.300.000 persone. Anche riguardo all'intervento in Afghanistan, Strada, anche per quanto riguarda la guerra in Afghanistan, ritiene che la prima urgenza sia il ritiro di tutti i militari stranieri e che la via prioritaria, per ogni Paese in conflitto, è rappresentata dall'aiuto umanitario.

(19 marzo 2007).

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18 de março de 2007.

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atualização:20 horas: Passo a passo.

A partir da tarde de domingo a imprensa italiana silenciou par atender apelo do ministro das Relações Exteriores. Qualquer notícia poderia ser motivo para recuo por parte do Taleban, que mantém seqüestrado o jornalista do La Repubblica, Daniele Mastrogiacomo, em unidade militar na cidade de Helmand.

O jornalista foi seqüestrado em 5 de março, no sul do Afeganistão. Com o jornalista, que faria uma intrevista agendada com líder um do talebans, foram seqüestrados o motorista e um intérprete. O motorista afegaão, considerado espião, foi executado (veja matéria abaixo). O intérprete continua com Mastrogiacomo e é utilizado para traduzir o iatalaino e o inglês e transmitir para o jornalista os avisos, em pasthum, dos seus algozes.

De manhã e no período vespertino, por toda a Itália, os cidadãos saíram às praças para manifestaçãoes em solidariedade ao jornalista seqüestrado: foto acima, do jornal La Repubblica.

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atualização às 12 horas, de 18/3/2007.

Neste domingo, na parte da manhã, correu a notícia de que o jornalista Daniele Giacomo e o seu intérprete afegão teriam sido libertados pelos talebans.

O governo italiano, desmentiu a libertação. Por vota das 13horas (horário italiano. Np Brasil, 10 hs), o portavoz do mulá Dadulah manifestou-se numa gravação: Negociações correm positivamente, mas o jornalista iltaliano ainda estã em nossas mãos"
Pelo que circula extraoficialmente, o presidente afegão, Karzai, acertou com o governo italiano a libertação de dois porta-vozes do Taleban. Com isso, a troca dos dois prisioneiros pelo jornalista e o seu intérprete poderá ocorrer a qualquer momento.

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................................ Passo a passo, 17 de março de 2007.

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17 de março de 2007.


O prazo estabelecido pelos talebans aproxima-se do fim (termina segunda 19). Há muita tensão.

O governo italiano trabalha, junto aos EUA e ao presidente afegão Karzai, com uma lista de prisioneiros,-- reivindicados pelos talebans--, para a troca.

No Afeganistão, o médico Gino Starda, da ong Emergency, usa de todo o seu prestígio para a libertação. A Emergency é a única ong estabelecida em Helmand, quartel general do Taleban e onde se encontra aprisionado o jornalista Daniele Mastrogiacomo. .......................

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16 de março de 2007.
.Assista o primeiro vídeo com as declarações do jornalista Daniele Mastrogiacomo, seqüestrado pelos talebans:
http://tv.repubblica.it/multimedia/home/609180?ref=hpmm


1.Assine, eletrônicamente, o manifesto em solidariedade ao jornalista italiano seqüestrado. Já são 80 mil assinaturas: http://www.repubblica.it/speciale/2007/appelli/mastrogiacomo/index.html.

2.Talebans executaram o motorista do automóvel que conduzia o jornalista daniele mastrogiacomo e o ínterprete.

Em comunicado escrito em pasthum, o Taleban comunicou a execuçao de Said Agha, por espionagem. Said tinha sido contratado por Mastrogiacomo para a viagem até Helmand.

Ao saber da execuçao do marido pela milícia taleban, sua esposa, -- que estava grávida--, teve uma crise nervosa e perdeu o feto.

No mesmo comunicado que informou sobre a execução sumária de Said Agha vem consignado que o prazo estabelecido para o governo italiano negociar termina na segunda feira, 19 de março.

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15 de março de 2007,às 12 hs. Com atualização às 15,20 hs..

. Passo-a-passo do seqüestro.
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TERROR. Seqüestro.Vídeo mostra Mastrogiacomo.

1.12,00hs

Em vídeo enviado à sede da organização não governamental Emergency (confira matéria abaixo sobre a Ong dirigida por Gino Strada), o jornalista Daniele Mastrogiacomo aparece e diz que está bem de saúde.

Na seqüência, ele faz apelo ao primeiro ministro Romano Prodi: -"Faço apelo à sensibilidade do premier Prodi a fim de que faça o possível para obter, logo, a nossa libertação.

No site do jornal La Repubblica podem ser vistas as fotos feitas por meio das imagens transmitidas por vídeo: http://www.repubblica.it/
2.
Atualização, às 15,20 hs.


Uma agência jornalística do Afeganistão recebeu um vídeo-audio com nova manifestação do jornlaista Mastrogiacomo.
Além da voz do jornalista Mastrogiacomo pode-se ouvir, -- em idioma pasthum--, que sugere ao jornalista a explicar que o governo italiano tem apenas dois dias de prazo para ultimar as negociações.

Pela intervenção, têm-se a impressão que a metéria da Frace-press (veja abaixo: o jornalista da France-press afirma que conversou com o mulá Dadulah, que deu 7 dias de prazo para a retirada dos soldados italianos) foi considerada pelos seqüestradores. Ou seja, só faltariam dois dias, em face da data da publicação da matéria da France-press.

O ministro de relações exterior, Massino D'Alema, mais uma vez, insistiu na tecla da cautela: "É necessário discreção". O premier Romano Prodi voltou a afirmar: "Faremos todo o esforço para a libertaçao de Mastrogiacomo".

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PASSO a PASSO.
14 de março de 2007.

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TERROR. Seqüestro. Fundador da Emergency chega ao Afeganistão para ajudar na lberação do jornalista sequestrado pelos talebans..
OLHO.

O governo da Itália aposta no trabalaho das organizações humanitárias para conseguir a libertação do jornalista seqüestrado pelos talebans.

Para Gino Strada, fundador da Emergency, os talebans não devem ser irritados. Não devem ser chamados de cortadores de garganta, pois não são cruéis. Nunca usaram de crueldades como em Abu Ghraib ou em Guantânamo. A Emergency está no Afeganistão de 1999 e mantém 30 mini-hospitais, atendendo a todos, ou seja, sem perguntar sem pertencem às milícias do taleban.

MATÉRIA.

A "Emergency" é uma organização não governamental, sem finalidade lucrativa, que, só no Afeganistão e desde 1999, conta com 30 postos de saúde.

O seu fundador e presidente, Gino Strada, ressaltou: "No Afeganistão, não existe numa família alguém que não tenha tido passado pelos nossos postos de saúde e emergência. Mais, foram atendidos bem e não pagaram absolutamente nada"

. O presidente da Emergency acaba de chegar ao Afeganistão para acionar os seus vários canais, pois, na ação humanitária da sua organização, atende a todos os necessitados, sem perguntar se são integrantes das milícias do taleban.

O governo italiano deposita esperanças na atuação de Strada, que, pelo respeito, não precisa andar com seguranças pelo Afeganistão.
Hoje, ao chegar em Kandahar, Scala pediu para a imprensa não irritar os talebans. Pediu para não confundi-los com extremistas que "cortam o pescoço" de seqüestrados. Frisou que os talebans não são cruéis. "Nunca os vi usar de crueldade semelhante a Abu Ghraib ou Guantânamo"

Strada avisou que o seqüestro de Mastrogiacomo não será resolvido com rapidez. -"Existem canais para contatos e logo mais farei contatos. Tenho certeza absoluta de que o jornalista está bem".
Alertou, ainda, que pouca publicidade dado ao caso poderá ajudar, pois, no momento, quem sabe pouco fala e escreve muito e, quem sabe não pode falar nada.

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Terça-feira, 13 de março de 2007.

Primeiro aviso dos talebans: o jornalista está bem de saúde.
O porta-voz dos talebans é Yousuf Ahmadi, que disse: "Ele está bem e é mantido em uma base militar dos talebans. Prosseguem os contatos indiretos com as autoridades que representam o governo italiano."

O jornalista Mastrogiacomo trabalha para o jornal La Repubblica, primeiro em tiragem e vendas na Itália.

Informa o site do jornal que o ministro de Relações Exteriores, Massimo D´Alema, esteve hoje na Procuradoria de Roma, em conversa com os magistrados do ministério público.

Ontem, à noite, o técnico que sagrou-se campeão do mundo de futebol comm a seleção da Itália gravou uma mensagem de solidariedade ao jornalista, com pedido para sua imediata libertação.

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Segunda-feira, 12 de março de 2007.

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-OLHO.



TERROR.Até a Irmandade Muçulmana pede a liberação do jornalista seqüestrado pelos Talebans. Organização Repórteres Sem Fronteiras atesta que o seqüestrado é jornalista e não espião.

Os canais de negociação estão abertos, afirma o ministro de Relações Exteriores da Itália. As organizações humanitárias que atuam no Afeganistão estão auxiliando e é seguro estar vivo o jornalista Daniele Mastrogiacomo.

O imã Abu Omar, seqüestrado pela CIA em Milão e em liberdade vigiada no Egito, pede a imediata libertação do repórter.

Na nova mensagem, via France Press, do presumível mulá Dadullah, foi fixado o prazo de 7 dias para a Itália retirar seus soldados do Afeganistão, em troca da libertação do jornalista do La Repubblica. CONFIRA o passo-a-passo do seqüestro, que completa hoje uma semana.

MATÉRIA.


1. O SEQÜESTRO completa uma semana.

O jornalista fez o último contato com a redação do La Repubblica no domingo, 4 de março: estava em Kandahar. Avisou que estava se deslocando para o sul do Afeganistão, mas especificamente para Helmand, onde está o quartel-general dos Talebans. O jornalista Mastrogiacomo (53 anos de idade) avisou que iria entrevistar, e estava tudo agendado, um dos líderes do Taleban.

Na data prevista para o jornalista entrar no ar com a entrevista, 5 de março, perdeu-se o contato e passou-se a suspeitar de seqüestro.

2.O PRIMEIRO AVISO.
O jornalista Shoib Nusrat, 32 anos e correspondente em Kandahar da agência France Press, contou ter feito, com um colaborador, contato para uma entrevista com o mulá Dadullah. Deixou o número do tefone por satélite e recebeu uma ligação de pessoa que se identificou como o mulá Dadullah. Segundo o jornalista, a voz era semelhante, pois já havia entristado o mulá uma vez.

O mulá Dadullah teria proposta uma troca, ou seja, a retirada das tropas iltalianas (2005 soldados em Cabul e Herat), no prazo de 7 dias, para a libertação de Mastrogiacomo. Teria exigido, também, as solturas de dois prisioneiros, Mohammad Hanif e Abdul Latif Hakimi, que atuavam como porta-vos do Taleban.

Depois do noticiado pela France Press o governo italiano enviou uma grupo especial de inteligência militar do Sismi- seviço italiano de espionagem militar). Esse grupo tinha como chefe o falecido Nicola Calipari, que foi alvejado por soldado americano quando conseguiu a libertação, no Iraque, da jornalista seqüestrada Giuliana Sgrena.

. 3.ESPERA.
No domingo 11, o ministério de Relações Exteriores distribuiu nota a revelar que fontes absolutamente confiáveis confirmaram que o jornalista seqüestrado está vivo e goza de boa-saúde.

O premier Roamno Prodi visitou os familiares do jornalista, por uma hora e transmitiu informações animadoras. Já se sabe, por exemplo, quem são os seqüestradores e onde está o jornalista: Helmand, ou seja, no quartel-general do Taleban.. Nesta segunda 12, o governo norte-americano anunciou o envio de mais 3.500 soldados para combater no Afeganistão. No governo Prodi, ao contrário do ocorrido no do ex-premier Berlusconi, os soldados italianos não se empenham na repressão à guerrilha taleban, mas em ações humanitárias e de reconstrução do país.

No Afeganistão, há uma divisão de atuação das forças da NATO (Tratado de Aliança do Atlântico Norte), a saber:

Norte: Alemanhã;
Leste:EUA:
Oeste e Centro-sul (Capital Cabul): Itália;
Fronteira com Paquistão: EUA e Grã Bretanha;
Sul-Kandahar: Holanda;

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Domingo, 11 de março de 2007.

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OLHO.

TERROR.Depois de 6 dias, chega a prova que o jornalista seqüestrado pelos talebans está vivo.
O ministério das Relações Exteriores da Itália soltou nota informando que o jornalista Daniele Mastrogiacomo, do jornal La Repubblica, está vivo.

A nota do ministério tem 9 linhas.

Em resumo: 1) Mastrogiacomo está vivo (o ministério chegou a tal conclusção em face de conhecimentos e informações conseguidas por meio de canais estabelecidos;
2)existem indicativos com lastro de suficiência sobre quem são os seqüestradores. Os contatos prosseguem para se saber que coisa querem efetivamente os seqüestradores, tudo a fim de se poder chegar rapidamente à libertação do seqüestrado;
3)não existem certezas sobre vários informes divulgados na mídia. Ou seja, referências sobre declarações do mulá Dadullah acerca da saúde do seqüestrado e do pedido de resgate formulado.

Ontem (sábado) no final da tarde, o jogador Totti, -- da equipe da Roma e campeão do mundo pela seleção italiana--, pediu a libertação de Mastrogiacomo. Totti disse que a única forma que utiliza para se comunicar é com a bola e nos campos, mas, desta vez, quis fazer por palavras, dada a gravidade da situação.

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Segue o publicado na edição deste domingo no Jornal La Repubblica.

Daniele è vivo. Lo dice il ministero degli Esteri, l'unico titolato a dirlo, al termine di un'altra giornata (la quinta) di ansia e di attesa. Il comunicato arriva intorno alle 19. Prima, dal ministero, solo inviti alla cautela sulle notizie più o meno preoccupanti che arrivavano dall'Afghanistan.

Le parole del ministero di Massimo D'Alema sono scritte in nove righe che vanno lette con attenzione. Tre i concetti fondamentali: 1) Mastrogiacomo è vivo (il ministero ha ragione di ritenerlo in base ad elementi acquisiti attraverso i canali "stabiliti"); 2) si hanno indicazioni attendibili su chi sono i sequestratori e i contatti vanno adesso proseguiti per capire cosa vogliono davvero i rapitori e arrivare rapidamente alla liberazione dell'ostaggio; 3) non ci sono certezze su altri aspetti riferiti oggi dai media. Il riferimento, qui, è alle dichiarazioni attribuite a Dadullah sulla salute dell'inviato di Repubblica ("è vivo e sta bene") e sulle richieste per il rilascio ("l'Italia stabilisca entro sette giorni la data del ritiro"). La Farnesina non dice che si tratti di falsità, fa semplicemente capire che i suoi canali non dicono cose dello stesso tenore.

Mastrogiacomo è vivo. Il ministero degli Esteri sembra non avere più dubbi. Evidentemente deve aver ricevuto prove sufficienti. Come? Attraverso "i canali stabiliti" che, dunque, sono più di uno e ritenuti qualitativamente validi dalla Farnesina.

I contatti. Stabilito che Daniele è in buona salute è ora possibile "proseguire i contatti" (probabilmente attraverso gli stessi canali) per capire cosa vogliono davvero i sequestratori. Questo dovrebbe significare anche che le "richieste" circolate finora non sono quelle vere. Possono essere false o volutamente esagerate. La Farnesina, evidentemente, intende lavorare a fondo per arrivare a condizioni praticabili "nella prospettiva dell'auspicabile rilascio" di Mastrogiacomo.

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Passo-a-passo: retrospectiva

Sábado, 10 março de 2007.

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OLHO.

TERROR. Os talebans prometem a exibição de um vídeo, com exigências, a respeito do seqüestro do jornalista Mastrogiacomo.

Jornalista italiano sob risco. Jornais do Paquistão falam em fita do mulá Dadullah, pronta para ser divulgada, e com ultimatum ao governo italiano: fora os soldados italianos invasores, para Daniele Mastrogiacomo ser entregue com vida.

O ministério de Relações Exteriores da Itália contesta a existência da gravação e destaca que, até agora, os seqüestradores ainda não demonstraram que Mastrogiacomo está vivo.

MATÉRIA.

O quadro de informações não se alterou. Apenas jornais do Paquistão, sem revelar fontes, apresentam matérias, desconhecidas e, portanto, não confirmadas pelo ministério de Ralações Exteriores da Itália.

Ninguém na Itália duvida, no entanto, que no palácio Farnezina (sede do ministério) trabalha na costura de negociação voltada à liberação do jornalista seqüestrado e pertencente ao jornal La Repubblica, o segundo em tiragem naquele país. As tropas italianas estão em Cabul e Herat, local do cativeiro. E os militares que estão no Afeganistão são especializados em inteligência e contra-informações.

. Não se deve esquecer que, quando do seqüestro no Iraque da jornalista Giuliana Sgrena, pagou-se resgate: o pagamento não foi divulgada, pois, a respeito, há segredo de estrado.

Jornalista italiano sob risco. Jornais do Paquistão falam em fita do mulá Dadullah, pronta para ser divulgada, e com ultimatum ao governo italiano: fora os soldados italianos invasores, para Daniele Mastrogiacomo ser entregue com vida. O ministério de Relações Exteriores da Itália contesta a existência da gravação e destaca que, até agora, os seqüestradores ainda não demonstraram que Mastrogiacomo está vivo.

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PASSO A PASSO. Retrospectiva.

Sexta,9 março 2007.

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OLHO.

TERROR. Os talebans prometem a exibição de um vídeo, com exigências, a respeito do seqüestro do jornalista Mastrogiacomo.

Segundo jornais paquistaneses, os talebans, no vídeo a ser exibido, querem trocar o jornalista sequestrado pela retirada das tropas italianos nas bases de Cabul e Herat: são 2.005 soldados. No vídeo, segundo os jornais paquistaneses, aparecerá um taleban e a proposta será feita em língua pasthum.

MATÉRIA.

A situação começa a ficar dramática, pois no próximo domingo completará uma semana que o jornalista do La Repubblica, Mastrogiacomo, está privado da liberdade de locomoção pelos talebans.

O jornalista, na sua última aparição na Rádio-TV-Repubblica, tinha avisado que deixaria Kandarar em direção a Herat, onde teria ocorrido.

A missão militar italiana atende à Resoloção 1386 da ONU, aprovada pelo Conselho de Segurança em 20 de dezembro de 2001. As tropas italianas, desde a tomada do Afeganistão pelas tropas aliadas e conseqüente derrubada do regime taleban, estão estacionadas em cabul (capital) e Herat, num total de 2.005 soldados.

Até agora, a Associação dos Jornalistas conseguiram recolher 35 mil assinaturas a pedir a imediata libera~ção do jornalista Mastrogiacomo.

Segundo jornalista paquistaneses que cobrem a área de fronteira entre Afaganistão e Paquistão, os talebans estão determinados em trocar a liberação do jornalista pela imediata saída das tropas italianas do Afeganistão. Hoje (9/3/2007), os governos da Itália e da espanha, respectivamente por Prodi e Zapateiro, negaram o pedido formulado pelo premier britãnico Blair, no sentido de aumentar o contingente de soldados italianos e espanhóis no Afeganistão, que está às vésperas de uma Segunda Guerra: os talebans deverão atacar com a chegada da primavera.

. Na parte da manhã de hoje (09/3/2007), o imã que representa a comunidade afegã em Roma distribuiu uma nota em que pede a imediata libertação do jornalista: "E' UN GIORNALISTA, LIBERATELO", escreveu o imã.

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PASSO A PASSO: retrospectiva. WFM/IBGF, 8 de março de 2007. ##foto1481##


TERROR. Jornalista seqüestrado em risco. Em vídeo, mulá Dadullah diz que ´se trata de espião a serviço dos ingleses.

OLHO.

A manifestação que acaba de ser realizada na praça Campidoglio, onde fica a prefeitura de Roma, foi emocionante, com a presença de representantes comunidade afegã residente na Itália, ministros, artistas, defensores de direitos humanos.

O jornalista Mastrogiacomo é muito conhecido na Itália e na manifestação todos os oradores falaram da conclusão absurda dos talebans. Mastrogiacomo foi escolhido pelo jornal para fazer reportagens no Afeganistão. É só um jornalista, inteiramente voltado ao seu trabalho.

MATÉRIA.

A manifestação no Campidoglio foi tocante e mostrou a indignação de todos com a afirmação descabida do mulá Dadullah, que divide a liderança taleban com o mulá Omar, sogro de Osama bin Laden.

No Campidoglio fica a sede da prefeitura de Roma e o encontro na praça foi organizado por Walter Veltrone, prefeito de Roma. No centro da praça projetada por Michelangelo está uma réplica da estárua equestre do imperador Marco Aurélio ( a original está no interior do múseo que fica na própria praça do Campidoglio.

A afirmação do mulá Dadullah é tão absurda quando se imaginar o cavalo da estátua sair a calopar pela praça, com Marco Aurélio ressucitado.

O coro da multidão concentrada na praça era: Libertatelo.

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No início da tarde (4 horas a mais do Brasil), o Parlamento aprovou o reforço em homens da Missão 524, ou seja, mais soldados italianos para a missão no Afeganistão: no governo Prodi, as tropas italianas estacionadas no Afeganistão e em apoio à Nato (Tratado do Atlântico Norte) atuam em ações humanitárias e não participam de confrontos armados.

Em discurso inflamado, no campidoglio, o vice-ministro das relações exteriores da Itália disse que Mastrogiacomo é inteiramente dedicado à sua profissão de jornalista. Dedica-se unicamente ao jornalista, com o corpo e a alma. Foi para o Afeganistão escalado para fazer reportagens e é ridículo imaginar que seja um espião.

Depois do vídeo-audio do mulá Dadullah os talebans silenciaram, comportamento a gerar apreensão.

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PASSO A PASSO- retrospectiva IBGF

IBGF/WFM, 7 março de 2007.

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OLHO

Chega a primeira notícia do seqüestro do jornalista Daniele Mastrogiacomo, do jornal italiano La Repubblica. O seqüestro ocorreu no sul do Afeganistão, na cidade de Helmand. Daniele, na Radio-TV La Repubblica avisou. no domingo 4, que deixaria Kandahar para fazer uma matéria em Helmand.

Os seqüestradores talebans avisaram que Daniele está sendo interrogado, pois suspeitam que se trata de um espião disfarçado em jornalista. Amanhã em Roma havera um encontro na praça do Campidoglio, pela libertação do jornalista. CONFIRA. Para assistir ao último vídeo e audio com Mastrogiacomo:http://multimedia.repubblica.it/home/592233. MATÉRIA
O jornalista Daniele Mastrogiacomo está em cativeiro na cidade afegã de Helmand. Em Helmand estão as áreas de cultifo de ópio, pelos clãs cujos chefes são chamados de "Senhores das Guerras".

A reorganização das forças do Taleban, que prometem atacar e retomar a capital Cabul na estação da primavera (agora é inverno), começou em Helmand. É lá que vive escondido o mulá Omar, chefe dos Talebans e sogro de Osama bin Laden.

No domingo (4 de abril de 2007), o jornalista Daniele Mastrogiacomo participou, por link, da programação por internet da Rádio-Televisão La Repubblica. O vídeo e o audio podem ser assistido: http://multimedia.repubblica.it/home/592233
Mastrogiacomo avisou, no ar, que estava se deslocando para o sul, para fazer matérias jornalísticas em Helmand, que é o centro de resistência dos talebans.

Na comunicação recebida pelas tropas italianas estacionadas no sul do Afeganistão, os talebans confundiram-se e estão a achar que Mastrogiacomo é um espião.

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Amanhã, 8 de março de 2007, os italianos farão um ato público na praça Campidoglio (ponto turístico famoso, pois a praça foi projetada por Michelangelo). A meta é pedir a liberação do jornalista, que só é jornalista, ou seja, não se trata de espião.

Para a Farnezina (sede do Ministério das Relações Exteriores), ainda não ocorreu nenhum contato ou pedido de resgate. Os italianos participaram da ocupação do Afeganistão, depois de os talebans se negarem a extraditar Osama bin Laden. No novo governo do premier Romano Prodi, as tropas italianos não participam de combates e só estão empenhadas em atuações humanitárias.

No mesmo Afeganistão, mas na capital Cabul, já havia sido seqüestrada a italina Clementina Cantoni. Ela fazia parte de um grupo humanitário que assistia às vítimas civis da guerra e da insurgência. Confira abaixo retrospectiva IBGF sobre o seqüestro de Clementina Cantoni.

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RETROSPECTIVA: 6 março de 2007.
IBGF/WFM,6 março de 2007.< ##foto1463##




OLHO.

Talebans sequestram jornalista italiano do jornal La Reppublica, o segundo maior do país. A notícia está no site do jornal, que se reporta a informação da agência France Press. Destaca o jornal ter perdido contato com o jornalista Daniele Mastrogiacomo desde domingo, 4 de março de 2007.

MATÉRIA.

Talebans sequestram jornalista italiano do jornal La Reppublica, o segundo maior do país.

A notícia está no site do jornal La Repubblica, que se reporta a informação da agência France Press. Destaca o jornal ter perdido contato com o jornalista Daniele Mastrogiacomo desde domingo, 4 de março de 2007.

No site de La Repubblica está consignado que os talebans falam de um jornalista britânico que trabalharia para o jornal italiano La Repubblica. O jornalista Daniele fala inglês, o que pode ter gerado confusão entre os seqüestradores do talebã.

. Na Itália, o último seqüestro de jornalista causou comoção nacional. No Iraque, a jornalista Giuliana Sgrena, do jornal Il Manifesto, tinha sido seqüestrada por grupo insurgente.

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Contra o interesse norte-americano, o governo italiano deliberou em pagar o resgate exigido para a libertação da jornalista Sgrena.

As negiciações foram conduzidas pelo chefe do Serviço de Inteligênia Militar, Nicola Calipari. Quando voltava con Sgrena libertada, o carro onde viajavam foi fuzilado por soldado americano, em uma barreira. Calipari, para evitar ferimento em Sgrena lançou o seu corpo sobre ela e acabou atingido: tiro certeiro na cabeça.

##foto1477##

Os americanos não reconheceram a culpa do soldado que precipitadamente fez disparo e era despreparado para a função. Na Justiça italiana corre processo, que o governo norte-americano não colabora. Pelo processo italiano, não se descarta a represália norte-americana pelo fato de Calipari ter negociado com os insurgentes

Quato ao jornalista seqüestrado pelos talebans, Daniele Mastrogiacomo, segue o texto do site do jornal "La Repubblica":

" talebani: rapito un giornalista di Repubblica La notizia è stata battuta dall'agenzia France Press. I talebani parlano tuttavia di "un giornalista britannico" che lavorerebbe per Repubblica. L'inviato in Afghanistan Daniele Mastrogiacomo non ha più contatti con il giornale da domenica 4 marzo. La Farnesina sta compiendo verifiche attraverso l'ambasciata italiana a Kabul e l'Unità di crisi del


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