São Paulo,  
Busca:   

 

 

Terror//Insurgência

 

COLÔMBIA: as FARC entram em guerra com a ELN. Mortes de civis inocentes, denuncia o arcebispo católico de Arauca.

Por IBGF/WFM

As duas organizações insurgentes de esquerda da Colômbia,-- FARC (Forças Armadas Revolucionárias de Colombia) e ELN (Exército de Libertação Nacional)--, pelo noticiado nas publicações semanais CAMBIO e SEMANA, entraram em guerra, na região de Arauca, onde estão as reservas petrolíferas colombianas e as multinacionais que as exploram.



Arauca não é região cocaleira, mas conta com petróleo e faz divisa com a Venezuela. No falido Plan Colombia, a polícia de Arauca foi contemplada com muitos milhões, por pressões das empresas de petróleo.

Para o general Jose' Rafael Gonzalez Villamil, responsável por Arauca e de perfil filo-norteamericano, trata-se de uma luta por controle de território e "as Farc, muito mais forte que o ELN (Exército de Libertação nacional), querem se autofinanciar também com o petrólio, até o momento um filão exclusivo do ELN".

Como todos sabem, o general Villamil tem o discurso que interessa a Bush, seu aliado Uribe (presidente da Colômbia) e as multinacionais que exploram o petrólio em Arauca.

Para a inteligência antidrogas da Colômbia, a luta entre as duas organizações insurgentes já dura meses e provocou algumas centenas de mortes. No mesmo sentido, são as matérias publicadas na SEMANA e no CAMBIO. Fala-se em 500 mortes em Arauca e a contar de 18 de janeiro de 2006.

Raul Reys o ministro da Guerra das Farc.


segundo a imprensa, o arcebispo de Arauca, Carlos German Mesa Ruiz, já teria promovido várias reuniões com representantes das Farc e ELN para colocar fim aos sangrentos conflitos, que acabam vitimando civis inocentes.

Seriam dois as verdadeiras razões do conflito.

Primeiro, o vice-comandante do ELN, para a região de Arauca, teria matado a tiros o seu equivalente das Farc. O ELN admite o acontecido e atribui erro ao vice-comandante, que estava embriagado na ocasião.

Segundo: o ELN negocia com o governo Uribe o chamado "processo de paz" e, segundo desconfia o alto comando das Farc, nas tratativas admitiu-se a infiltração, em territórios controlados, de policiais e agentes norte-americanos do DEA. Esses estariam repassando informações e ataques são planejados, a causar baixas nas linhas das Farc.


WFM/IBGF, 6 de fevereiro de 2007.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet