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Terror//Insurgência

 

PENA DE MORTE. No Iraque, milícia alqaedista lapida adúltera em praça pública.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch




OLHO.

Em 25 de setembro2003, Amina Lawal , 35 anos, conseguiu, em apelo junto ao tribunal nigeriano de Katsina, ser absolvida da acusação de adultério. Pela procedência do recurso, livrou-se livrou-se da pena de morte por apedrejamento (lapidação).

Nesta semana,-- no Iraque invadido e dividido--,, igual sorte não teve uma jovem de 22 anos, cujo nome não foi divulgado. Ela foi lapidada em praça pública, em cidade de Al Qaim, distante 32o km de Bagdad.

A condenação foi imposta sumariamente por uma milícia fundamentalista da Al Qaeda, que atua e controla a referida cidade iraquiana.

A milícia da Al Qaeda aplicou a Sharia (baseada na jurisprudência dos tribunais religiosos) que, numa interpretação fundamentalista (gramatical), manda lapidar a adúltera até a morte.No Alcorão, não prevê a pena de lapidação

No Cristianismo, é célebra a passagem do Evangelho: "quem não tiver pecado, atire a primeira pedra".

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MATÉRIA

Na guerra civil em curso no Iraque, as grandes vítimas são as mulheres. Nesta semana, por exemplo, elas receberam volantes ameaçando-as de punição caso mandassem os filhos à escola.

Os volantes foram distribuídos por ordem do Conselho Alqaedista dos Mujahidin.
Nos volantes vinha grafado a advertência para que as mães não mandassem os filhos até 14 anos de idade para as escolas, sob pena de morte por desobediência.

Durante a ditadura de Saddan Hussein, o Iraque era um estado laico (não religioso). As leis civis tratavam com igualdade ambos os sexos e não havia pena de morte por adultério.

Segundo o prestigioso Observer (matéria publicada na Revista Carta Capital), "a condição de vida das iraquianas retrocedeu à Idade Média, em muitas situações".

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RETROSPECTIVA

Na Nigéria o sistema judiciário baseia-se na Common Law britânica, naquilo que não foi revogado pela lei islâmica e pelos costumes tribais. O estado nigeriano introduziu a Sharia em 1999, depois da ditadura do general Sammi Abacha (morto por overdose de heroína numa bacanal, em 1998).

Em fevereiro de 2002, Amina Lawal, de 32 anos, foi condenada à morte por adultério, coma execução da sentença por lapidação.

Diante da mobilização internacional (tv, weeb, agências notícias, organizações humanitárias, etc), a Corte de Apelação de Katsina absolveu Amina.

A fotogtafia de Amina Lawai com o filha Wasila (foto acima) correu o mundo. A filha Wasila fora concebida fora do matrimônio.

Procurada por jornalistas de agências internacionais, em razão da lapidação ocorrida no Iraque, Amina foi encontrada na sua aldeia. Declarou: "Sou pobre e sozinha"
............. IBGF, 27 de outubro de 2006.


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