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Diretor da ONU defende antidoping em escola

Por IBGF/Jornal do Terra

Atenção internauta para o 26 de junho. Ou seja, para a data instituída pela ONU como Dia Internacional de Combate às Drogas. Você poderá cair no conto da propaganda enganosa. Nesse dia, o governo Bush vai insistir em dizer que a Iniciativa Regional Andina (IRA), --antigo Plano Colômbia--, está dando certo. Que já eliminou 20% do cultivo de coca no Peru, na Bolívia e na Colômbia. Tem mais. Antonio Costa chegará ao Brasil na próxima semana. Participará, com Lula, da Semana Nacional Antidrogas. Costa é o responsável pela agência da ONU que cuida de drogas ilícitas e de prevenção ao crime (UNODOC, antiga UNDCP), desde maio de 2002. Na bagagem, Costa trará o utópico discurso de que pode existir uma sociedade livre das drogas. Como Costa joga de mão com a política norte-americana, vai continuar a apoiar a War on Drugs (Guerra às Drogas).

Para se ter idéia da ideologia de Costa, basta lembrar que prega os testes antidrogas para crianças, nas escolas. Em síntese, é adepto da pedagogia da punição. Prefere a punição à educação. Mais, prefere a discriminação da criança ou do adolescente, apanhado na testagem toxicológica, do que o desestímulo por meio da educação. Não distingue escola de delegacia de polícia. Não percebe Costa que os exames toxicológicos nas escolas impedem a constituição de uma cultura de responsabilidade.

Quanto à redução de áreas de cultivo de coca, o governo Bush esconde os danos ambientais e humanos decorrentes do despejo de venenos nos plantios realizados na América Andina. Não revela Bush o fato de os norte-americanos continuarem campeões mundiais de consumo de cocaína e de drogas sintéticas. Na Colômbia e em razão do despejo de herbicidas, as plantações migraram e as técnicas agrícolas se alteraram. Hoje se pratica o pequeno cultivo, em áreas de difícil fumigação, por exemplo, abrindo-se clareiras nas florestas. O distanciamento entre os pés de coca foi reduzido e emprega-se um tipo de arbusto que produz uma quantidade maior de folhas. Por outro lado, a economia das drogas floresce. As drogas movimentam 8% do total do obtido pelo comércio internacional regular.

Como conseqüências, temos: o fortalecimento do poder das máfias-cartéis; a corrupção de governos, em todos os níveis; a corrosão da segurança interna, como se percebe no Rio de Janeiro; o estímulo à violência; a distorção nos mercados; e o abandono de valores ético-morais.

Esse panorama criado pela política norte-americana imposta ao Brasil e a alguns países que seguem as Convenções da ONU (de modelo norte-americano) geram, no cidadão comum, insatisfações e inconformismos. Desinformado, passa a acreditar no folclore dos Bush, Costa, Uribe, etc.

Internauta: A culpa não é da droga como substância que altera o sistema nervoso central. A culpa deve ser atribuída a décadas de políticas oportunistas, enganosas, falhas, de guerra às drogas para intervenção militar em outro país. Ainda, de demonização do usuário. É utopia a constituição de uma sociedade livre das drogas ilícitas (as não proibidas podem). Basta conhecer a história das civilizações.


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