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O clone de Maluf e a fundação laranja

Por IBGF/Jornal do Terra

O Union Bank (UBS) é uma sólida instituição bancária. Como todo banco de peso, o UBS não perde dinheiro. Também não costuma cair em golpes de falsificações de assinaturas ou de "pessoas clonadas". Mas, apesar da natural cautela bancária, não se pode descartar tenha o UBS "engolido" a "clonagem" de Paulo Salim Maluf e dos seus quatro filhos.

Os filhos "clonados" teriam se beneficiado com a transferência da bagatela de US$100 milhões. Isso numa ordem dada pelo "clonado" Paulo Salim Maluf, que alega, ainda, falsificação da sua assinatura na carta autorizadora da transferência.

Pela agência do UBS de Zurique já passou dinheiro de muita gente famosa. Por exemplo, de Sérgio Carmelli e da Fundação White Gold, cujo beneficiário seria o ex-prefeito Paulo Maluf. O mencionado Sérgio Carmelli foi presidente da Ponte Preta de Campinas. Vendeu jogadores da Ponte Preta para o futebol europeu. E pela conta do ex-presidente Sérgio Carmelli, no UBS, passaram US$ 7 milhões. Esses US$ 7 milhões jamais chegaram aos cofres da Ponte Preta, conforme denunciou a imprensa esportiva. Segundo o banco UBS e em face de documentos encaminhados ao Brasil pela Justiça da Suíça, o ex-prefeito Maluf, na condição de beneficiário do dinheiro da correntista Fundação White Gold, determinou a divisão e a transferência de US$ 100 milhões para as contas dos seus quatro filhos (US$ 25 milhões para cada um). Ato contínuo, encerrou a conta bancária da tal Fundação no UBS.

Pela corpo da carta que autorizou as transferências, está claro ter sido redigida por pessoa diversa da que lançou a assinatura. Alguém preparou e lançou o texto em inglês para Maluf assinar, ou melhor, para o "clone" de Maluf falsificar a assinatura do Maluf original. Diante das negativas do Maluf original, parece que o banco UBS vai se dar muito mal. Internauta: quantos milhões de dólares ou euros Maluf não vai pedir numa ação indenizatória por danos morais? Além disso, o banco UBS vai ter de depositar de volta os US$ 100 milhões na conta da Fundação. Aliás, uma Fundação que, desde 1996, não deu pela falta dos US$100 milhões na conta. Nada reclamou da transferência. Certamente, trata-se ou de uma Fundação de benemerência ou de uma Fundação "laranja".

Para os que acreditam em Papai Noel, o banco UBS fez a transferência da bagatela de US$ 100 milhões, sem um mínimo de cautela. O certo, até agora, é que aqui no Brasil vamos assistir a uma nova guerra entre peritos, como ocorreu no caso PC Farias. Só que agora a guerra será de perícia grafotécnica, sobre a autenticidade da assinatura de Maluf na autorização de transferência. Enquanto isso e com petições judiciais de permeio, vale lembrar do consagrado locutor esportivo Fiore Giliotti: "o tempo passa, torcida brasileira".

 


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