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Bayer inventa spray a base de maconha para tratamento de esclerose múltipla

Por IBGF/Jornal do Terra

Nesta semana, os efeitos das drogas foram sentidos no planeta. No Canadá, por exemplo, a Bayer (indústria farmacêutica) pediu autorização do governo para explorar comercialmente um remédio à base de maconha (thc). Esse remédio, segundo a Bayer, alivia as dores dos portadores de esclerose múltipla. A grosso modo, aquela doença que afeta e debilita o sistema nervoso central. O medicamento da Bayer é ministrado via oral, por meio de um vaporizador. Calcula-se em 18 meses, o prazo para o governo canadense autorizar ou negar a comercialização.

Deixado o Canadá e auscultada a Irlanda, verificamos ter sido divulgado, sempre nesta semana, os resultados do encontro, em Dublin, de representantes de 25 países da União Européia. Essa reunião começou com a colocação do seguinte problema: na Holanda, não acontece nada quando um cidadão da comunidade européia é encontrado na posse de 5 gramas de maconha, para uso pessoal. Esse mesmo cidadão, na Suécia e com os mesmos 5 gramas para consumo próprio, vai pegar 3 anos de prisão. Com feito, procuram os estados membros da União Européia a uniformização das políticas e das legislações sobre drogas ilícitas. E aí, países conservadores como a Suécia têm leis e políticas completamente diferentes dos que seguem a linha progressista, como a Holanda.

Um "embroglio", sem dúvida. Só para lembrar, a Suécia é o país europeu de menor consumo de maconha. Mas é o país de pior porcentual de mortes por overdose de drogas injetáveis. No ano passado, foram 400 mortes por overdose. Isso significa um número 4 vezes maior do que a França, que é 4 vezes mais populosa que a Suécia.

Deixada a Europa e feita uma parada na Colômbia, o presidente Uribe, empossado em agosto de 2002, apresentou um balanço sobre a repressão às drogas.

Em 21 meses de governo Uribe, foram apreendias 187 toneladas de cocaína. Fechados 2694 laboratórios de refino de clrodrato de cocaína e de heroína. Foram interceptados e abatidos 23 aviões. Mais, despejou-se veneno em 254 mil hectares de plantios de coca.

No relatório, Uribe só não falou que a Colômbia tem seu "PIB" dependente do mercado de drogas e que são irreversíveis alguns danos ecológicos, decorrente do derrame de herbicidas: rond-up fabricado pela multinacional Mão Santo. No importante rio Madalena, os peixes já morreram envenenados.

Enquanto isso tudo ocorre pelo planeta, o Brasil, com relação às drogas, continua a política deixada por FHC, de modelo norte-americano e um fracasso. Como se estivesse sob efeito de morfina (Morfeu é o deus grego do sono), o Brasil continua a dormir em berço esplendido.


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