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Nova confusão à vista no caso dos bingos

Por IBGF/Jornal do Terra

Nos EUA, a máfia fez fortuna com a lei seca, que proibia a comercialização de bebidas alcoólicas e vigorou de 1920 a 1933. Nesses 13 anos, os chefes da criminalidade organizada - a Cosa Nostra - enriqueceram. Cresceu o seu poder corruptor e aumentou a influência das "famiglie mafiose".

À época, destacaram-se as "famiglie" de Lucky Luciano (um siciliano chamado Salvatore Lucania), Albert Anastasia, Tommy Luchese, Joseh Profaci e Joseh Bonanno. Em Chicago, o chefe era o violento Al Capone. Pela revista "Time", o boss Lucky Luciano foi relacionado entre as maiores fortunas do século 20, chamando-o do "herói da ilegalidade".

O financista e amigo fraterno de Lucky Luciano era o hebreu Meyer Lansky (apelidado Little Man). Era o "gênio" da lavagem de dinheiro e reciclagem de capitais. Lansky morreu em 1983, com 90 anos. Nunca passou mais de uma semana na cadeia. Forneceu capital para o preposto Bugsy Siegel montar e explorar cassinos em Las Vegas.

Ficou demonstrado pela Direção Antimáfia de Roma que no Brasil as casas de bingo e as máquinas de jogos eletrônicos nasceram e proliferaram com capital inicial mafioso. A lavagem foi realizada por Fausto Pellegrinetti e a origem era o tráfico de cocaína colombiana.

Como se percebe, o tempo passa e as máfias continuam a lavar dinheiro e a reciclar capitais em estabelecimentos que exploram todo tipo de jogos de azar. E pelo jeito, a sorte financeira é só do crime organizado.

Hoje, o Supremo Tribunal Federal prossegue o julgamento das ações sobre inconstitucionalidade de lei estaduais que regularizaram e autorizaram o funcionamento das casas de bingo.

Reconhecida a inconstitucionalidade, os bingos voltarão à ilegalidade, pois leis federais, de 1940 e 1944, proíbem a jogatina feita por banqueiros, que preferem ser chamados de "empresários".

Enquanto isso tudo ocorre, o governo federal prepara um projeto de lei sobre essa matéria. Com isso, vai abrir brecha à interpretação de que as normas legais de 1940 e 1944 estão revogadas. Em síntese, uma nova confusão vem aí. E não faltarão liminares para a continuação da jogatina. Afinal, estamos no Brasil de sempre.


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