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Juiz espanhol revela segredos da Al Qaeda

Por IBGF/Jornal do Terra

Não há mais dúvida. Nos aeroportos, eles se apresentaram exibindo vistosas pulseiras de ouro maciço. Nos dedos, traziam anéis cravejados de diamantes. Os pescoços eram ornamentados com correntes de largos elos de ouro. Com essas extravagâncias exibicionistas, eles conseguiram enganar as autoridades da alfândega, que os consideraram sauditas ricos, em férias pelas Américas. Na verdade, eles eram os pilotos suicidas de 11 de setembro de 2001, comandados pelo terrorista Mohammed Atta, da Al Qaeda. Assim, os kamikases de Osama Bin Laden não tiveram problemas para embarcar nos aviões arremessados em Nova York e Washington.

O fato acima consta da carta-rogatória (documento judiciário) recebida dos EUA pelo juiz espanhol Baltasar Garzón. O juiz Garzón foi ex-secretário antidrogas e está incumbido de apurar o trágico ataque terrorista de 11 de março passado, em Madri. Ele está descobrindo dados novos. Diante deles, não descarta que os dois ataques (2001 e 2004) tenham sido planejados em conjunto, ou melhor, numa mesma ocasião. Isso numa reunião da cúpula da Al Qaeda, realizada em Istambul, no ano de 2000.

A respeito, Garzón já sabe que a reunião final para acertar detalhes da execução do ataque de 11 de setembro (EUA) ocorreu na cidade espanhola de Tarragona, na região da Catalunha. À reunião estavam presentes Mohammed Atta (chefe suicida) , Ramzi Al Shibh (preso nos EUA) e o marroquino Amer Azizi, apelidado "O Andaluz".

Garzón concentra as investigações no marroquino Andaluz, que é um "oficial graduado" da Al Qaeda. Andaluz era incumbido de "plugar" a rede da Al Qaeda aos núcleos terroristas espalhados pelo mundo. Andaluz está sendo procurado. Foi ele que aprovou o nome de Jamal Zougam (primeiro a ser preso na Espanha), fornecedor dos celulares que detonaram os explosivos nas estações de Madrid.

O referido Andaluz repassava ordens da cúpula da Al Qaeda para Abu Dad, já preso e considerado o representante da organização de Bin Laden na Espanha. Pelas apurações, o marroquino Andaluz sempre driblou as autoridades, num estilo muito parecido ao empregado pelo famoso terrorista internacional Carlos, o Chacal (capturado no Sudão). Por décadas, o Chacal, nascido na Venezuela, atormentou e apavorou o mundo, como faz Bin Laden

 


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