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Nova droga ameaça desbancar o ecstasy

Por IBGF/Jornal do Terra

O mundo das drogas ilícitas ficou agitado esta semana. Cresceu o consumo do Crystal. O Crystal é uma droga sintética, ou seja, feita em laboratório. Em outras palavras, elaborada apenas com insumos químicos, sem necessidade de matéria prima natural. No Canadá e nos EUA, o preço do Crystal caiu e a droga está se tornando cada vez mais popular. Já está sendo enviada ao Paraguai com o objetivo de ingressar no mercado consumidor brasileiro.

O Crystal está desbancando o ecstasy. Segundo os especialistas no estudo do fenômeno das drogas, não vai demorar para o Crystal tomar o lugar do ecstasy. Vários são os motivos para o Crystal desbancar o ecstasy. O ecstasy é uma anfetamina, ao passo que o Crystal é uma metanfetamina: como numa relação entre o automóvel fusquinha e o BMW. Ambas as drogas são psicoativas, mas o Crystal é mais potente e mais barato. Comparado com a cocaína, o Crystal também é mais potente.

O efeito psicoativo da cocaína, em média, não passa de 40 minutos. O efeito do Crystal, em média, é de dez horas. A cocaína representa o refino da folha de coca andina. O Crystal é todo feito em laboratório, até naqueles de fundo de quintal.

O principal risco para o usuário é o de parada cardíaca, em especial pelo longo efeito no sistema nervoso central. No Canadá, um papelote de cocaína colombiana, desta que passa pelo Brasil, custa US$ 20 e a drágea do Crystal sai por US$ 2. O preço do Crystal no Brasil é de US$ 5, conforme fontes de serviços de inteligência da região da Tríplice Fronteira (Paraguai-Brasil-Argentina).

Sempre quando se fala em produtos paraguaios contrabandeados ao Brasil, há o risco de falsificações. E uma droga com impurezas aumenta o risco para o usuário. A droga impura paraguaia, quando aberto o invólucro, não avisa com o toque musical de uma guarânia.

 


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