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Don Coglini perde. Corte Italiana confirma a vitória da União, de Romano Prodi.

Por IBGF/WFM

IBGF.19 de abril de 2006.

A União de centro-esquerda venceu as eleições na Itália, por 24755 votos. Hoje (19/4/2006), a Corte de Cassação (equivale ao nosso STF) confirmou a vitória da coligação liderada por Romano Prodi, conquistada nas eleições de 9 e 10 de abril.

Roma: Corte de Cassação.


Ao chamar os eleitores de esquerda de "coglioni" (escrotos), Berlusconi passou a ser chamado pela imprensa inglesa de Don Coglioni. Ao saber da decisão da Corte de Cassação, Berlusconi reuniu os seus aliados e disse que vai continuar com o seu combate, pois as eleições foram frudadas. Confira o artigo de Mario Lorenzi sobre as eleições italianas, com exclusividade para o IBGF.

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AS ELEIÇÕES ITALIANAS.

*por MARIO LORENZI.

Tivemos fortes emoções no fim de semana do 8 e 9 de abril!

Foram causadas pelos 5 pontos de vantagem da UNIONE que foram se reduzindo aos míseros 26 mil votos de diferença que provocaram o patear, os grunhidos e a contração mussoliniana dos maxilares do Cavaliere (Nota Redação do IBGF-Sívio Berlusconi), além do fato dele ter que enfrentar a santa paciência do Presidente Ciampi.
Berlusconi com o padrinho Bush.
E a coincidência da prisão de Dom Binnu Provenzano com a sua derrota, que a imprensa internacional comentou irônica e negativamente, salientando a rima existente entre Corleone e a palavra chula que o Cav. promoveu a argumento político eleitoral, e acabou se voltando contra ele. Além disso, houve o desapontamento do Tremaglia (Nota da Redação-ministro para os italianos no exterior) que se sentiu traído pelos seus protegidos Italianos no Mundo, porque não entendeu – será que poderia? – que não são mais os de ’35 ou de ‘45/’60, pois agora menos influenciáveis pela retórica nostálgica dos tempos dos vôos transatlânticos de Balbo e do Império renascido sobre as fatais colinas de Roma. Do resultado da votação nasce a trêmula situação que nos manterá em suspenso por algum tempo, uma vez que o Presidente da República limitou a sua intervenção ao mínimo, não ousando, antes de deixar a sua poltrona, assumir a decisão quase dramática de por fim à polêmica suscitada pelas suspeitas de fraude berradas pela CdL, que pedia a recontagem de mais de um milhão de votos. E agora, cara pálida?

Será dura para a Unione, que deverá tratar de ser realmente tal, enquanto um furiosissimo Berlusca semeará minas terrestres ou cascas de banana em cada curva que tome o novo Primeiro Ministro. Por outro lado, não haverá razão de surpresa se, concomitantemente, os cansados companheiros de cordata do Cavagliere. começarem a julga-lo incômodo e tratarem de achar uma maneira de não serem excluídos do novo período, imaginando que, como a CdL fora do governo se mostrará menos coesa do que relativamente fora até agora, o mesmo fenômeno possa verificar-se na Unione, e uma conciliação de interesses possa ser possível entre os supérstites dos dois lados. Não seria a primeira vez na Bota.

Nesse caso, os traficantes de influências, os sonegadores contumazes, os racistas, os fascistóides, a máfia e quantos não toleram uma república realmente laica e moderna, que estão do mesmo lado, seguiriam celebrando, a custa dos que ingenuamente os seguem, e constatamos que são muitos.. A Unione deve demonstrar que não é uma ocasional etiqueta grudada com cuspe a um substantivo digno, aceito pela metade + 26.000 dos italianos. Mesmo que daqui a um ano possa se achar frente a uma nova eleição que esclareça o panorama político, ou talvez a vários plebiscitos a respeito de argumentos que devam ser definidos melhor do que o serão depois da formação do novo governo.

O processo de detet perdão de deberlusconização da cultura política italiana será longo e íngreme...
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ELEZIONI IN ITALIA Abbiamo avuto emozioni forti il fine settimana elettorale dell’8 e 9 aprile! A provocarle sono stati i 5 punti di vantaggio per l’Unione che sono andati via via diventando i miseri 26 mila voti di differenza e hanno provocato lo scalpitare e i grugniti a mascella contratta del Cavaliere, alle prese con la santa pazienza del Presidente Ciampi. E con la coincidenza dell’arresto di Don Binnu Provenzano con la sua sconfitta, che la stampa estera ha ironicamente commentato a suo svantaggio, sottolineando la rima esistente tra Corleone e la parola che il Cav ha promosso ad argomento politico elettorale, e gli si è rivoltata contro. Poi il disappunto del Tremaglia che si è sentito tradito dai suoi protetti Italiani nel Mondo perché non ha capito – avrebbe potuto? – che non sono più quelli del ‘35 o del ’45/60 poiché ormai meno influenzabili dalla retorica nostalgica dei tempi delle trasvolate e dell’Impero rinato sui colli fatali. Dal risultato della votazione nasce la tremula situazione che ci terrà in sospeso per qualche tempo, dato anche che il Presidente della Repubblica ha limitato il suo intervento al minimo, non osando, poco prima di lasciare la poltrona, addossarsi la decisione quasi drammatica di mettere fina alla polemica suscitata dai sospetti di broglio urlati dalla CdL, che chiedeva il ricontaggio di più di un milione di voti. E ora, cara pálida?

Sarà dura per l’Unione, che dovrà cercare di essere veramente tale, mentre un arrabbiatissimo Berlusca seminerà mine terrestri o bucce di banana ad ogni curva che debba prendere il nuovo Primo Ministro. Non ci sarà da sorprendersi se, allo stesso tempo, gli stanchi compagni di cordata del Cav. incominceranno a trovarlo scomodo e cercheranno un modo per non essere esclusi dal nuovo periodo, immaginando che, come la CdL fuori dal governo si mostrerà meno coesa di quanto lo sia relativamente stata fin’ora, lo stesso fenomeno possa verificarsi nell’Unione, e una conciliazione di interessi possa essere possibile tra i superstiti delle due parti. Non sarebbe la prima volta nello Stivale. In tal caso, gli intrallazzatori, gli evasori fiscali contumaci, i razzisti, i fscistoidi, la mafia e quanti non sopportano una repubblica veramente laica e moderna che stanno da quella parte, continuerebbero a celebrare, alle spalle di coloro che ingenuamente li seguono, e abbiamo constatato che non sono pochi.

L’Unione deve mostrare di non essere un’occasionale etichetta appiccicata con lo sputo ad un nome degno, accettato con speranza dalla metá + 26 mila degli italiani. Anche se, magari tra un annetto, potrà trovarsi a dover affrontare una nuova elezione che chiarisca il panorama politico, o almeno qualche plebiscito su argomenti da definire meglio di quanto lo saranno subito dopo la formazione del nuovo governo.

Il processo di detet pardon, di deberlusconizzazione della cultura politica nazionale sarà lungo e in salita… ........................


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