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Empresa faz sopa de maconha para vovôs

Por IBGF/Jornal do Terra

Warren B. Eugene é um empresário de sucesso. Fez fortuna no Canadá e pretende conquistar mercados na Califórnia e na Flórida. Para isso, está procurando belas estrelas de Hollywood a fim de divulgar as novas receitas da sua empresa pela televisão. Numa das receitas, ensina-se a preparar sopas. Essas sopas são recomendadas a pessoas idosas. Ou melhor, a idosos com dores decorrentes de artrite reumática. A respeito, o anúncio já está pronto: "Cozinhe em família para ajudar os vovôs que sofrem dores de artrite". A empresa é conhecida pelo nome de Amigula INC-Medical Cannabis (www.amigula.com).

Para os vovôs, a Amigula recomenda sopas de maconha. Lógico, a empresa de Warren vende a erva natural, a ser fervida. Com o tempo, pretende comercializar o extrato da maconha, mas, como alerta, nada melhor do que o frescor da erva no cozimento. Nas outras propagandas planejadas pela empresa de publicidade contratada por Warren, as beldades de Hollywood ensinarão como se deve adicionar a erva canábica natural em tortas, pastéis, patês, biscoitos, pizzas. Enfim, em tudo o mais que a imaginação dos marqueteiros permitir.

É importante lembrar que o uso medicinal da maconha é permitido no Canadá, onde está a sede da empresa de Warren. Também a maconha para fins terapêuticos é permitida, com receita médica, na Califórnia e na Flórida, lugares onde Warren pretende veicular os filmes publicitários.

Enquanto ele aposta todas as fixas nas propriedades naturais da maconha, um fato inusitado ocorreu no Parlamento da Austrália. Para o parlamento foram enviadas duas toneladas de fibra de cânhamo, que é o nome do arbusto da maconha. Cada parlamentar recebeu 15 quilos da fibra. O presente foi oferecido pela Queensland¿s Ecofibre. O objetivo do presidente dessa indústria, conforme revelou, voltou-se a demonstrar aos parlamentares que a fibra de cânhamo não é a mesma coisa que a marijuana usada como cigarro.

Na verdade, a Queensland¿s quis, numa jogada de mercado, chamar a atenção para as fibras naturais, em oposição aos sintéticos, tipo nylon (petróleo), etc. Claro, nos séculos 15 a 18, as cordas das embarcações, bandeiras, velas e roupas eram tecidas com a fibra do cânhamo.

É digna de registro a pérola oferecida por Thomas Osnema, que é prefeito nas Filipinas. Ele recomendou às escolas, como prevenção ao uso da maconha, o fornecimento de um cigarro dessa erva às crianças. Com isso, entende o prefeito que "terminará o fascínio pelo mistério e a curiosidade pelo proibido". Não se sabe se o referido prefeito tem filhos. Mas é sabido que no seu país, com quase 80 milhões de habitantes, mais de 5,4 milhões fazem uso constante de marijuana.


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