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MENSALÃO: VALÉRIO = máfia e do terrorismo

Por IBGF/Jornal do Terra





O publicitário Marcos Valério ganhou notoriedade nacional, em pouco mais de um mês. Ele tornou-se conhecido pelas acusações de operar o "mensalão" e de movimentar milhões de reais no sistema bancário, pelas suas agências de publicidade.

Dinheiro Sujo, com cheiro corruptor.


Depois dos atentados terroristas às Torres Gêmeas em Nova Iorque, começou a grande batalha para se identificar, nos sistemas bancário e financeiro internacionais, as movimentações suspeitas de capitais sujos, sem origem lícita.

Isso se deveu ao fato de o terrorismo precisar de grandes somas de dinheiro para alimentar as suas ações criminosas e utilizar a rede de telemática do sistema bancário internacional para as transferências planetárias de capitais.

A mesma estratégia para movimentações e transferências era usada pelas máfias e pelas associações de narcotraficantes. Aliás, a Convenção da ONU de 1988, chamada Convenção de Viena, alertou para a lavagem de dinheiro sujo das drogas no sistema bancário.

Com efeito, seguir o rastro deixado pelo dinheiro virou questão de segurança planetária. A informatização, a obrigatoriedade e a manutenção dos registros bancários, ganhou importância fundamental. E por recomendação do Grupo de Ações Financeiras, criado pelo G-8 e sediado em Paris, a origem do dinheiro depositado, quando o valor é relevante, deve ser declarada.

Muitos países, incluído o Brasil, adotaram nas suas legislações de repressão à lavagem de dinheiro o dever de vigilância dos bancos. Ou seja, os depósitos suspeitos precisam sem comunicados às autoridades. Mais ainda, valores acima de R$10 mil reais precisam ser acompanhados de declarações sobre a sua origem.

Marcos Valério: movimentações bilionárias sob suspeita.


Em razão de aperto, o crime organizado para evitar multiplicar rastros e fugir dos registros de movimentações e saques, ressuscitou o velho sistema do saque na boca-do-caixa. E a circulação voltou a ser feita por malas, abandonado o sistema de telemática.

Trocando em miúdos, as transferências virtuais, por telemática, cederam lugar às transferências reais: as malas voltaram a transportar dinheiro sujo.

O publicitário Marcos Valério adotou o sistema mafioso, dos terroristas e dos narcotraficantes, pelo que se extrai do noticiado pelos jornais. Seu pessoal saca na boca-do-caixa e burla o dever de vigilância dos bancos de modo a se esquivar de declarar a fonte de origem do dinheiro.

Ainda mais, com o saque na "boca-do-caixa" evita-se a identificação do beneficiário. Cerca de 84% dos saques realizados em contas das agências de Marcos Valério não identificam os beneficiários.

Marcos Valério segue as lições da Al Qaeda, da Cosa Nostra e dos cartelitos colombianos das drogas. Isso para evitar deixar o rastro do dinheiro sujo.

Máfias: sacar na boca-do-caixa.Evitar movimentações e múltiplos rastros do dinheiro.


E só suplanta os congêneres por exibir ordem de habeas corpus, para evitar prisão em flagrante por falso testemunho ou omissão de fatos relevantes.


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