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PAPA JOÃO PAULO II: a última manifestação sobre drogas proibidas. Leia e assista.

Por IBGF/Jornal do Terra





Como a Suíça, o Estado do Vaticano não faz parte da Organização Nações Unidas (ONU).

"Os traficantes de Mercadores da Morte e a luta contra as drogas um importante dever, conexo com o exercício das responsabilidades públicas"


Embora não seja Estado-membro, o Vaticano é sempre convidado a participar das Assembléias Especiais da ONU.

Na última assembléia especial da ONU que tratou do tema das drogas ilícitas, o papa João Paulo II marcou a posição da Igreja. Foi a última manifestação do papa João Paulo II sobre o fenômeno das drogas ilícitas e perante as Nações Unidas.

O papa João Paulo II trilhou caminho independente do preconizada pelos EUA, que desenvolve, --como o Brasil--, uma política equivocada e desumana. Aliás, de pleno fracasso, haja vista que os norte-americanos são os campeões mundiais de consumo de drogas proibidas.

Não se pode afirmar que o papa João Paulo II tenha alterado a postura conservadora dos pontificados anteriores. Ou mesmo que tenha aceito as políticas de redução de danos, proclamadas pelos progressistas europeus.

Frisou o papa:- “constatamos que o fenômeno das drogas assumiu proporções terríveis. Não respeita nem sexo, nem idade, nem nações. Numerosos jovens e adultos morreram e vão morrer por causa das drogas.”

Num contexto ampla, destacou João Paulo II, que a droga alavanca o terrorismo, o comércio de armas, a exploração sexual e destrói relações familiares.

Para o falecido papa, o tráfico de drogas está em grande parte controlado por organizações dirigidas por grupos criminais fortemente centralizados. E no tráfico estão implicados uma ampla gama de pessoas, desde os químicos até os especialistas em reciclagem de dinheiro. Desde advogados até os guardas das prisões.

Uma das causas mais importantes que empurra os jovens e os adultos para a experiência com as drogas, --sempre segundo o papa João Paulo II---, é a falta de motivações claras e convincentes para viver. É o vazio de valores e uma convicção de que não vale a pena viver.

O papa chamou os narcotraficantes de mercadores da morte: -“Eles assaltam a humanidade com o engano de falsas liberdades e de perspectivas de felicidade. E foi fundo:- “A ambição pelo dinheiro se apodera do coração de muitas pessoas e com o narcotráfica transforma essas pessoas em traficantes da liberdade dos seus irmãos. Essa ambição se mescla com grandes interesses econômicos e políticos.

Criticou o papa, ainda, a legalização das drogas e avisou: -“a droga não se vence com a droga. É um mal e, portanto, não se pode fazer concessões. A legalização não é uma solução, mas uma rendição”, alertou o papa.

João Paulo II destacou que apresentaria três soluções, remédios, para se poder enfrentar o fenômeno das drogas: a prevenção, a recuperação e a repressão.

A prevenção deveria ser apta a recuperar os valores humanos do amor e da vida. Já a repressão, para ter eficiência, deveria levar em conta os movimentos mercantis e financeiros. E para a recuperação seria necessário o conhecimento do indivíduo que se droga, para que se compreenda o seu mundo interior. Isso para, depois, tentar levá-lo a redescobrir sua própria dignidade, ajudando-o sempre.

Como será a nova postura da Igreja a respeito do tema das drogas proibidas ? Evidententemente, vai depender do perfil do novo papa. Uma é certa, reduzir riscos e danos, com liberação de preservativos e trocas de seringas, tem a ver com usuários de drogas injetáveis e com o HIV-AIDS. E o risco está em compartilharem seringas ou nas relações sexuais de um dos parceiros já infectados.

Numa sociedade laica, com separação do EStado da Igreja, não se deve esperar por uma reação social que leve à abstinência sexual ou a uma sociedade sem drogas.


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