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O bloco UNIDOS PELO BOLSO, com alegoria jurídica a cargo do presidente do STF.

Por IBGF/Jornal do Terra





O ministro NELSON JOBIM, --que preside o Supremo Tribunal Federal (STF)--, introduziu mais um registro negativo no seu já manchado currículo de vida pública.

Convém destacar alguns desses pontos negativos. Isso até a sua união com o folclórico Severino Cavalcanti e o baixo-clero da Câmara dos deputados.

Ministro JOBIM ao centro.


Apesar de passados os festejos de Carnaval, Jobim e Severino montaram o bloco dos “Unidos pelo Bolso”, ficando as alegorias jurídicas a cargo do presidente do Supremo. Antes de ingressar no STF, --por infeliz escolha do presidente Fernando Henrique Cardoso--, Jobim fora deputado constituinte.

Há pouco e garantido com a morte do saudoso Ulisses Guimarães, o ministro Jobim resolveu contar em livro uma falcatrua que realizou. Ou seja, introduziu na Constituição da República artigos que escreveu e não submeteu à votação do Parlamento. Em outras palavras, maculou a Constituição. Afirmou que o falecido Ulisses era conivente. Em síntese, confessou uma fraude, que ainda permanece impune.

Na abertura do Ano Judiciário de 2005 e como presidente do Supremo, o ministro Jobim “jogou para a platéia” ao dizer alguns magistrados pensam que são "donos da pátria". Pelo jeito, de donos da pátria, Jobim entende bem, especialmente quando em condomínio com Severino.

Como um verdadeiro "dono da pátria", Jobim intrometeu-se em assunto da competência exclusiva do Congresso Nacional. Ou melhor, quis Jobim que deputados e senadores embolsassem mensalmente R$21.500,00. O despropositado aumento salarial serviria para encobrir os novos vencimentos dos ministro do Supremo, previsto em projeto que tramita pela Câmara.

Ao sentir o repúdio da opinião pública e o recuo de deputados que não queriam correr o risco de prejudicar as suas reeleições, Jobim apresentou a Severino a fórmula sórdida.

Sórdida por afastar os parlamentares da decisão sobre aumento dos próprios vencimentos e o efeito cascata para os três níveis de governo: federal, estadual e municipal. O ministro Jobim propôs a Severino um aumento administrativo, com base em decreto que estabelece a igualdade e a simetria ente poderes. Em suma, um decreto que nivela pelo bolso.

E o povo, como fica? Jobim já demonstrou o quanto os considera, basta recordar a fraude junto ao Congresso-constituinte.

De quebra, convém não esquecer que o ministro Jobim quis, em decisão surpreendente, proibir o Ministério Público de investigar crimes. Para ele, só a polícia poderia investigar, aliás, é como pensam os “colarinhos brancos” e “narcotraficantes”.

Jobim foi o grande incentivador da Reforma Judiciária. Aquela que não tornou 1 minuto mais rápida a tramitação dos processos. Pior, criou um Conselho Externo fiscalizador, que não é externo, mas corporativo.

Para quem já suportou na presidência do STF ministros do porte de Marco Aurélio de Mello e de Maurício Correa, fica claro que Jobim não destoa.

Na verdade, Jobim é o Severino Cavalcanti da Magistratura Nacional (Justiça Brasileira).


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