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BOLETINS policiais maquiados e ESTATÍSCAS comprometidas

Por IBGF/Jornal do Terra





Falta com o respeito à população o governo que subverte informações sobre ocorrências criminais atendidas pelas suas polícias.

Por exemplo, o caso de o policial que encontra um cadáver crivado de balas e anota formalmente o fato como sendo “morte a esclarecer”. Ou o policial que acha um corpo sem vida, com sinais de espancamento, e registra no boletim o sucedido como “encontro de cadáver” ao invés de homicídio, assassinato.

A partir do século XIX, as chamadas ciências penais se consolidaram em importância. Isso porque elas se preocupam em estudar o fenômeno da criminalidade. Ou seja, levam em conta as causas para que se possa compreender e explicar o fenômeno criminal.

Dentre as ciências penais temos a Estatística Criminal, a Sociologia Criminal, a Psiquiatria Criminal, etc.

Um boletim de ocorrência “maquiado”, por evidente, compromete a veracidade da Estatística Criminal.

A Estatística Criminal pode servir a interesses menores, ou melhor, a governos interessados em passar a falsa imagem de eficiência na área da segurança pública.

No momento, o governo do Estado de São está, mais uma vez, sob suspeita de distorcer dados informativos para forjar estatísticas criminais.

Mais uma vez sob suspeita pois, em 2001, a imprensa revelou imperfeições, erros, nos preenchimentos de boletins de ocorrências policiais, tudo de forma a reduzir o número de crimes nas estatísticas.

Naquela ocasião, quando flagrado o engano, o governo prometeu criar um “Conselho Externo de Acompanhamento das Estatísticas”. A promessa não foi cumprida.

Até este início de 2005 as falhas nos boletins policiais continuaram. Ao que parece, permanece o velado objetivo de passar à população a falsa idéia de eficiência governamental a inibir crimes.

Acontece, no entanto, que indícios de manipulação ganharam consistência, lastro, quando se sabe que o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo, dirigido superiormente pelo professor Sérgio Adorno, está proibido, impedido, de obter dados criminais da Secretaria de Segurança Pública do governo Geraldo Alckimin.

Parece que o governo de São Paulo não sabe que a Estatística Criminal é uma ciência penal. Por isso, países do Primeiro Mundo elaboram as suas estatísticas com o objetivo de obter dados orientadores para a adoção de medidas destinadas a previnir e a contrastar a criminalidade.

Ensinam os grande mestres do direito e da sociologia criminal que pelas estatísticas se pode conhecer o nexo de causalidade entre determinados fatores e os crimes perpetrados.

As estatísticas criminais servem, ainda, para traçar políticas criminais e estratégias de ações preventivas e repressivas.

Produzir maquiadas estatísticas criminais representa um escárnio, menosprezo, à sociedade civil. E impedir acesso a dados como faz a Secretaria de Segurança Pública revela autoritarismo de modelo fascista.


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