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OPERAÇÃO MENIMAS DE FORTALEZA, pela polícia italiana

Por IBGF/Jornal do Terra

A "indústria" do turismo sexual cresce todos os anos. E a Tailândia continua a ocupar o primeiro posto na predileção dos turistas que procuram sexo, em especial com crianças.

Por baixo, 18 milhões de pessoas deixam os seus países para desfrutar de prostitutas, cuja idade baixa a cada verão brasileiro.

Em 1998, a Itália colocou na sua lei penal dois autônomos e novos crimes. Ou seja, o delito de organização de viagem para turismo sexual e o crime organizado de associação voltada ao turismo sexual para desfrutamento da prostituição infantil.

A partir daí, a polícia italiana passou a ficar de olho em Fortaleza. Isso porque descobriu que 80% dos italianos em viagem de férias preferiam fazer turismo em Fortaleza.

Em investigações, a polícia italiana descobriu que uma agência brasileira de turismo, de razão social LM Turismo, sediada em Fortaleza, estava ligada a várias agências italianas.

Essas agências italianas funcionam nas cidades de Turim, Palermo, Catanzaro, Catânia, San Benedetto del Tronto, etc.

As agências italianas vendiam "pacotes" de viagens para Fortaleza, para turismo sexual com menores de 16 a 18 anos de idade. O "pacote" de viagem custava 2 mil euros por 15 dias.

O turista que desejasse crianças abaixo de 16 anos pagava um "extra" de 15 a 20 euros.

Em novembro deste ano, policias italianos disfarçados de turistas compraram o tal "pacote" e levantaram o esquema de prostituição agenciado pelas agências brasileiras e italianas.

Na terça, 14 de dezembro, a polícia italiana realizou uma mega operação prendendo, fechando e investigando agências dedicadas ao turismo sexual.

A agência que funcionava no Brasil pertence à brasileira Angélica Ribeiro, de 36 anos, e ao marido Luigi Miraglia, italiano de 48 anos. Angélica e Luigi já estão presos na Itália.

Foram presos, também, os proprietários das agências de Turim e Palermo. Como o internauta pode perceber, precisou a polícia italiana mostrar que em Fortaleza existe o turismo sexual, com desfrutamento de menores. Esse fato, até esta terça-feira não era percebido pelas autoridades brasileiras.

A respeito, se as autoridades brasileiras tiverem interesse em conhecer como ocorre o turismo sexual com menores em Fortaleza, basta fazer contato com o Ministério Público de Roma. No caso, atuaram o procurador Italo Ormanni e a procuradora de justiça Diana de Marino.Foi o ministério público de Roma que comandou a operação chamada "Meninas de Fortaleza".


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