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PISTOLA QUE MATA DROGADOS E USUÁRIOS

Por IBGF/Jornal do Terra

A pistola Taser dispara carga elétrica paralizante. São expelidos pela Taser dois dardos e a distancia recomendada é de até 6,0 metros.

Os dois dardos disparados permanecem ligados à pistola por dois fios (cabos). Na verdade, são dois fios condutores de eletricidade.

Cada dardo disparado penetra 5 centímetros. Eles atravessam a roupa usada e rompem a pele da pessoa escolhida como alvo.

À queima-roupa, os fios condutores de eletrecidade podem ser dispensados.

A carga elétrica é de 50.000 volts e a pistola Taser é empregada pelas polícias dos EUA, Canadá, Argentina, Austrália, Espanha, França, Israel, Reino Unido, Alemanha, México, etc.

Em resumo, trata-se de uma pistola usada por muitas policiais. Evidentemente, é uma pistola eficiente em casos agudos, graves. Por exemplo, para evitar a fuga de um terrorista que detona uma bomba e mata muitas pessoas.

O problema detectada é o abuso na sua utilização. Nos EUA e no Canadá, segundo acaba de denunciar a Anistia Internacional, a pistola Taser matou 74 pessoas.

Abusivamente e com violação aos direitos humanos, policiais vêm realizando disparos para atingir dependentes e usuários de drogas. Isso quando eles se mostram agressivos ou tentam fugir ao perceber a aproximação de agentes da polícia.

Como denunciou a Anistia Internacional, pessoas desarmadas e portadoras de problemas mentais também têm sido vítimas do abuso policial, no emprego da pistola Taser.

Muitas testemunhas já revelaram a utilização dispensável da pistola Taser em tolas discussões entre policiais e civis.

Conforme alertado por especialistas consultados pela Anistia Internacional, há, ainda, o risco de a descarga provocar paradas cardíacas. Cardiopatas ou pessoas sob efeito de drogas podem, também, falecer se atingidas pelos “dardos elétricos” disparados pelas pistolas Taser.

No mercado informal, a criminalidade organizada já colocou a venda tais pistolas, fabricadas pela Raytheon ( a mesma que, no Brasil, ganhou a concorrência no Sivam).

As pistolas, no mercado informal, estão sendo compradas por pais. Ou melhor, por pais que usam os “dardos” eletréticos como “corretivos” de filhos indisciplinados.

Como destacou a Anistia Internacional, a principais alvos são os drogados em fuga, eleitos como alvos dessa forma de abuso policial.

Para alguns sobreviventes, a sensação que dá, passados os 5 segundos de paralisia, é de “quem pegou fogo”.


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