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Cheirinho da Loló e o Observatório Europeu sobre Drogas

Por IBGF/Jornal do Terra

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Sexta, 26 de novembro de 2004, 18h21 No Rio de Janeiro, a Assembléia Legislativa criou uma lei estadual proibindo a comercialização da cola de sapateiro. Essa utilizada como inalante pelas crianças-de-rua, a assustar os turistas. Aliás, a Assembléia repetiu a proibição já existente em lei municipal.

Ao invés de obrigar a fiscalização dos insumos e cobrar a o dever do Executivo de zelar pelas crianças e adolescentes, partiu-se para a proibição. Isso como se não existissem outros inalantes na praça.

A gasolina, a aguarrás, o esmalte, o tiner, a benzina, o lança-perfume e as tintas, também são inalantes utilizados. E a "molecada" chama a mistura de alguns desses insumos de "Cheirinho da Loló".

Esses inalantes provocam, nas crianças, efeitos semelhantes à cola de sapateiro. Ou seja, euforia, alucinações, redução da fome, visão dupla, confusão mental, fala enrolada, etc.

Em altas doses essas substâncias, como a cola de sapateiro, podem causar queda de pressão arterial, diminuição da respiração e dos batimentos cardíacos. Ou seja, esses inalantes, em doses elevadas, podem causar a morte.

Será que o Legislativo carioca também irá tirar do comércio, por novas leis, a gasolina, o esmalte, etc???

Enquanto a Assembléia do Rio pensa em resolver um problema, a União Européia mostra como é importante, até para se legislar, o trabalho do seu Observatório para o fenômeno das drogas.

Com efeito, todo fim de ano, mais exatamente no mês de dezembro, os europeus tomam conhecimento do consumo de drogas proibidas no âmbito da União Européia. Isso se dá pela divulgação de relatório preparado, no curso do ano, pelo Observatório Europeu sobre Drogas (Emccda), que tem sede em Lisboa.

Neste ano de 2004, o relatório mostra que as políticas reformistas deram bons resultados, em especial com relação à heroína, cujo consumo está em queda-livre.

O relatório mostrou, ainda, que a maconha continua em alta, ou seja, cada vez mais usada. Para se ter idéia, 1 entre 5 europeus já provou a maconha -marijuana. Entre os jovens europeus na faixa entre 15 e 16 anos, o consumo foi considerado pesado, ou seja, mais vezes de uso diário.

Nos últimos 12 meses, 20% dos jovens europeus fizeram uso de maconha.

O que surpreendeu no relatório foi o consumo de ecstasy, que é uma droga sintética, ou melhor, feita em laboratório e sem matéria prima natural.

Depois da maconha, o ecstasy é a segunda droga proibida mais usada na União Européia. Ficou destacado, ainda, que o ecstasy é consumido numa faixa etária entre 15 e 34 anos. E o ecstasy, que é uma anfetamina, é a droga mais usada entre os freqüentadores de discotecas.

O consumo de cocaína também cresceu neste ano de 2004, sempre segundo o relatório do Observatório Europeu. Esse crescimento de consumo de cocaína ocorreu com os jovens.

Na faixa etária entre 15 e 34 anos, cerca de 10% usou cocaína uma vez na vida e na forma de pó para aspirar ou de pedra (crack) para fumar.

Dado positivo foi o aumento de europeus em busca de tratamento para se livrar das drogas.

Esse dado mostra o sucesso das campanhas preventivas, realizadas em moldes completamente diverso das levadas pelos norte-americanos.

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