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A Cúpula do Jogo do Bicho já era

A cúpula dos bicheiros já era. Na segunda feira, 4 de outubro, celebrou-se no Rio de Janeiro, a missa de 7o. dia pela morte do bicheiro Maninho. Ele foi fuzilado espetacularmente, quando deixava uma academia de ginástica. Perto de 400 pessoas acompanharam o ato litúrgico na Igreja da Candelária.

Na celebração estavam presentes alguns membros da chamada "Cúpula Carioca dos Banqueiros do Jogo do Bicho". Por exemplo, o Capitão Guimarães (que é oficial reformado do Exército Brasileiro), o Turcão (António Petrus Kalil) e Carlinhos Maracanã. Esses banqueiros da "jogatina organizada" solidarizaram-se com o colega aposentado Miro, pai de Maninho. Percebeu-se, no entanto, que a "Cúpula" dos bicheiros chefes já era.

Atualmente, a tal "Cúpula" é um arremedo da antiga, liderada pelo falecido Castor de Andrade. Aquela velha "Cúpula" de governo efetivamente dava as cartas. Jogava de mão e tomava conta de todo o Carnaval. A atual "Cúpula" está mambembe. Nem foi consultada nos assassinatos do filho de Castor de Andrade (Paulinho de Andrade) e de Maninho (filho de Miro). Em outra época, a Cúpula tinha de autorizar os crimes.

Quando fundada, a "Cúpula" carioca dos bicheiros seguiu o modelo organizacional da Cosa Nostra, fundada nos EUA por imigrantes sicilianos. E a Cosa Nostra tinha um órgão de cúpula, chamada de "Comissão". A "Comissão" foi fundada por Lucky Luciano (Salvatore Lucania). Tinha a competência para repartir territórios, reprimir lutas entre grupos rivais e autorizar assassinatos dos membros da Cosa Nostra, ou melhor da "coisa deles". Em síntese, a Comissão tinha poder de "vida e de morte" dos afiliados. Também na Máfia Siciliana as autorizações para matar partiam exclusivamente da cúpula de governo.

Como se percebe, nas execuções de bicheiros, a "Cúpula" carioca pouco ou nada mais manda. Paulinho de Andrade, por exemplo, foi eliminado pelo primo Rogério de Andrade. E Rogério, hoje, é um dos principais banqueiros de jogos do Rio: não faz parte da "Cúpula" e é suspeito de ter mandado matar Maninho. A "Cúpula" carioca não sabe quem mandou matar Maninho. A polícia do Rio de Janeiro ainda patina nas apurações.

Enquanto isso, a investigação paralela promovida pelo clã da "famiglia" de Miro (pai de Maninho) já identificou a origem dos três fuzis utilizados no assassinato. Os fuzis pertenciam ao traficante Celsinho da Vila Vintém. E Celsinho, custodiado no presídio Bangu I, já avisou que não tinha autorizado o empréstimo dos fuzis.

Pano rápido: a "famiglia" do patriarca Miro, praticamente, já desvendou o mandante do fuzilamento de Maninho. Só falta decidir como será a estratégia da resposta. Para isso, precisa ter superioridade em armas e informações, ou seja, serviço de inteligência.


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