São Paulo,  
Busca:   

 

 

Drogas Ilícitas

 

NOVA Maconha. Alerta do escritório antidrogas da ONU.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 23 agosto de 2006.

-emprego de lâmpadas usadas em iluminação pública-


OLHO.
Segundo Sandeep Chawla, do escritório antidrogas das Nações Unidas, a nova maconha prestes a chegar ao mercado consumidor estará “muito mais potente”, isto graças à evolução da “agrotecnologia” empregada no cultivo.
Responsável pela análise das políticas sobre drogas da UNODC (escritório da ONU sobre drogas sediado em Viena), Chawla fala em aumento de consumo e de novos usuários. Por baixo, estima os usuários em mais de 160 milhões. A repeito, há quem diga ter deixado fora da estimativa a América Latina.
MATÉRIA.

Sandeep Chawla evitou falar em maconha transgênica, cujas sementes preparadas em laboratórias podem potencializar o princípio ativo, chamado de tetra-hidro-canabinol. Chawla usou a expressão "agrotecnologia" e, para afirmar que a nova maconha a ser colocada no mercado estará mais potente, exemplificou com formas especiais de cultivo. Mencionou o emprego de terra de melhor qualidade, cultivo hidropônicos aperfeiçoados, estufas e sistema mais potente de iluminação ( Nota do site IBGF: luzes usadas em iluminação pública, ligadas 24 horas, como ocorre em cultivos residenciais holandeses).

No fundo, Chawla repetiu o discurso sempre ambíguo do UNODC, cujo diretor, Antonio Costa, está afinado com a política da Casa Branca e já chegou a absurdamente sugerir a testagem permanente antidrogas em todas as escolas. Com sua proposta, colocou todas as crianças e adolescentes do planeta sob suspeita.

Para Chawla ocorrerá um significativo aumento mundial no número de usuários de maconha, atualmente estimados pela UNODC em mais de 160 milhões.

Ainda segundo Chawla, hum grama de maconha está sendo vendido na Europa por US$15. O mercado da maconha movimenta anualmente US$180 bilhões, sempre segundo o representante do escritório da ONU, órgão considerado por especialistas como atento às orientações provenientes de Bush e do czar antidrogas dos EUA, John Walthers. US$180 bilhões. Frise-se que o maior produtor mundial é o Marrocos, com regiões dependentes economicamente do cultivo e da venda da erva canábica. Sobre isso, Chawla nada falou.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet