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Drogas Ilícitas

 

REDUÇÃO DE DANOS: resultados positivos na política das 4 Pilastras.

Por IBGF/WFM

IBGF,2 junho 2006.



Na Suíça, a política sobre o fenômeno das drogas está apoiada em 4 pilares: 1) prevenção- (incluída a chamada saúde preventiva)- 2) terapia (integração social quando encerrada a terapia), 3) redução de danos e 4) repressão.

A política suíça dos 4 pilares foi adotada em 1991. Parte da tese de que a toxicodependência é uma doença e, por isso, há necessidadde de reduzir os seus danos. Desde que introduzida e colocada em prática, a Suíça verifica uma queda no número de dependentes químicos da heroína.

Numa pesquisa da Centro Psiquiatra de Zurique, publicado nesta sexta-feira (2 de junho de 2006) pela The Lancet, a redução do número de consumidores de heroína caiu significativamente. E a conclusão é que eram injustificáveis os temores daqueles que se opunham às políticas sócio-sanitárias de redução de danos, ou seja, o programa de emprego de metadona (droga substitutiva para controle das crises de abstinência do dependente de heroína) deram resultados e não se verificou, como previsto pelos opositores, a “banalização do consumo”.

A pesquisa do conceituado Centro Psiquiátrico de Zurique envolveu 7.256 usuários de heroína, pessoas que, desde 1991, estavam sob terapia substitutiva à base de metadona ou buprenorfina.

Na avaliação realizada pelo Centro, verifica-se que, no Cantão de Zurique, em 2002, 150 pessoas começaram a fazer uso de heroína, contra 850 no ano de 1990 (a política dos 4 pilares foi introduzido em 1991).

As pesquisas foram conduzidas pelos especialistas Carlos Nordt e Rudolf Stohler. Esses especialistas revelaram que a pesquisa realizou-se em Zurique porque a cidade concentra ¼ dos usuários de heroína da Confederação Helvética. Eles afirmaram, ainda, que a redução operou-se também em outros Cantões suíços, ou seja, não apenas em Zurique.

Os especialistas concluíram, ainda, que metade dos dependentes suíços, num arco de dois anos, entraram no programa terapêutico que utiliza a metadona. Mais, poucos abandonaram a terapia.

Para Carlos Nordt e Rudolf Stohler, a “medicalização” produziu uma imagem diferente do uso da drogas para os jovens. Eles não consideram mais o uso de droga como um ato de rebeldia, mas o consumo como uma doença que as pessoas precisam de tratamento. Com isso, a imagem do usuário é de perdedor e, assim, a heroína perdeu o poder de sedução.


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