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Drogas Ilícitas

 

INÉDITO: abra e veja a primeira foto liberada do quarto destruído do supercampeão PANTANI, morto por overdose.





Retrospectiva: MARCO PANTANI, o grande capeão que a droga destruiu.

Marco Pantani foi o Pelé do ciclismo.

Ele era adorado pela torcida italiana, que o apelidou de Pirata. Nas competições, Pantani amarrava um lenço na cabeça, à moda pirata.

Em 1999, no famoso Giro d'Itália, Pantani teve de devolver o prêmio. Foi surpreendido no antidoping.

A partir daí, entrou em queda-livre. Se tornou dependente de cocaína, como aconteceu com o futebolista Diego Maradona. Pantani morreu de overdose de cocaína, em 14 de fevereiro deste ano.

Vivia sozinho. Não tinha mais casa. Morreu num quarto de hotel, na cidade italiana de Rimini. Tinha depressões e, como Maradona, não conseguia alongar os períodos de abstinência da cocaína.

Na quinta-feira, a ex-noiva de Pantani, pela primeira vez, deu uma entrevista sobre o drama vivido pelo ciclista. Chegou até a confidenciar: "Por amor e a pedido dele, comecei a usar cocaína".

O noivado durou sete anos, até julho 2003. A holandesa Christina Jonsson contou, ainda, que a dependência causou paranóia em Pantani. Ou seja, imaginava-se perseguido,o tempo todo. Sentia-se perseguido pelos torcedores, pelos jornalistas, pela família, pelos ex-amigos.

Imaginava que Christina o traía, até quando ia ao banheiro. Destacou Christina, também, as inúteis tentativas feitas por Pantani para abandonar a cocaína.

Quando não usava cocaína ficava emocionalmente descontrolado e completamente fora de si.

Christina deu entrevista na cidade de Lausane (Suíça) onde reside.

Enquanto isso, a revista Neuron publicava, nos EUA, o trabalho do neurocientista Peter Kalivas, da Universidade da Carolina do Sul. Kalivas descobriu, em experiência com ratos, a molécula-chave causadora da dependência pela cocaína.

E, também, a possibilidade de se bloquear a molécula, que aumenta em quantidade, na abstinência dessa droga. Segundo Kalinas, a paralisação do uso de cocaína pelo dependente causa, no córtex pré-frontal, a multiplicação de moléculas chamadas de AGS-23.

O aumento das moléculas e a liberação leva à recaída no uso da cocaína. Nos ratos usados como cobaias, Kalivas aplicou bloqueadores, a impedir o aumento das moléculas AGS-23. E os ratos voltaram ao normal, sem a síndrome de abstinência da cocaína.

A segunda fase do trabalho do pesquisador será com pessoas. O trabalho do cientista Peter Kalivas projeta um futuro melhor. Poderá evitar mortes e complicações à saúde. Especialmente, em pessoas por nós estimadas, como Pantani e Maradona.


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