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MACONHA TERAPÊUTICA: sobem ações da GW Pharmaceuticals.

Por IBGF/WFM

IBGF.26.4.2006.

OLHO.

A política e polêmica decisão da agência federal Food and Drug Administration (FDA) fez subir as ações da GW Pharmaceuticals.

A GW produz e comercializa na Europa o Sativex, nome comercial de um spray para uso oral e a base de cannabis. O Sativex é empregado no tratamento da esclerose múltipla.

Ao mesmo tempo que deixou de reconhecer como válido o emprego da maconha nas terapias, ---sob fundamento de faltar comprovação nos EUA pesquisa científica confiável, o próprio FAD, para surpresa geral, deu hoje (26/4/2006) permissão para a venda experimental do Sativex, nos EUA.

Com a autorização as ações da GW dispararam em Bolsa, subindo em 10%. CONFIRA, abaixo, a retrospectiva da polêmica, iniciada em 20 de abril de 2006, com a deliberação inicial da FAD.

MATÉRIA.

No comunicado da FAD (Food and Drug Administration) do 20 de abril passado ficou patente que o governo federal jamais admitiria a maconha fumada nos tratamentos.

Mas o comunicado mencionava, ainda, a inexistência de estudos e pesquisas científicas "confiáveis", no âmbito dos EUA, sobre a eficácia das terapias com emprego de componentes da erva canábica.

A própria porta-voz da FAD, depois do comunicado, admitiu que existiam pressões políticas para a sua emissão, ou seja, era um comunicado político e não científico.

Nesta quarta-feira, 26 de abril de 2006, a FAD, que é agência governamental federal, voltou a surpreender. Admitiu, a título experimental, a colocação à venda do Sativex, produzido pela GW Pharmaceuticals. Trata-se de um spary, para uso oral, usado na Europa nos tratamentos de esclerose múltipla. O Sativex é todo a base de cannabis.

No supracitado comunicado, a FAD deixou claro que a maconha fumada, nos tratamentos, jamais será liberada. Como o spray acabou liberado, a título experimental, as ações da GW subiram nas Bolsas. Pelos analistas de mercado, os norte-americanos foram os maiores investidores e responsáveis pela alta das ações da GW. .......................
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OLHO.

Hoje, 11 estados norte-americanos admitem o uso medicinal da cannabis.

Para a Food and Drug Administration foi dito no dia 20 de abril (quinta feira) que não "existe nenhum estudo científico sério" a sustentar o uso terapêutico da maconha. Essa coclusão contraria as pesquisas realizadas em 1999 por um respeitado grupo de cientistas do Instituto de Medicina e da Academia Nacional de Ciências.

Suzan Bro, porta-voz da agência federal, frisou que o anúncio é fruto de um exame conduzido pelas forças policiais federais e pela agência de pesquisa e regulamentação do seu órgão, que estabeleceu: "fumar a maconha não produz nenhum benefício médico aceitável ou comprovado nos EUA e não é admitido como tratamento médico".

No Canadá, o governo vai continuar a fornecer maconha (que planta e fornece) para atender pacientes, com base em atestado médido. Na Holanda, Bélgica, Espanha e Alemanha, a maconha,-- em cápsulas ou para infusão, continuarão a ser vendidas em farmácias e hospitaís, sempre sob prescrição médica..

O czar antidrogas da Casa Branca elogiou a postura do FDA, que acaba, segundo ele, com uma bizarra discussão. Confira abaixo o centro de pesquisa sobre maconha terapêutica que colocou suas ações na Bolsa de Valores do Canadá.

MATÉRIA.

A porta-voz do FDA, Susan Bro, depois do anúncio foi cercada por jornalistas, que tinham muitas perguntas. Pressionada, Susan Bro acabou admitindo que o anúncio do FDA deveu-se a solicitações de alguns membros do Congresso dos EUA.

São 11 os Estados norte-americanos que legalizaram o uso terapêutico da maconha (marijuana).

Parlamentares favoráveis e contrários ao uso terapêutico da cannabis, já faz algum tempo, vinham pressionando o FDA para que se manifestasse.

Por exemplo, o deputado Mark Souder, do Partido Republicano e um ferrenho opositor ao emprego medicinal da maconha, apresentou um projeto em que condiciona o emprego a uma permissão formal do FDA, ou seja, queria forçar, por lei futura, uma posição do FDA.



O czar antidrogas da Casa Branca, Johns Walthers, emitiu uma nota lida pelo seu porta-voz Tom Riley: o czar Walthers elogiou o pronunciamento do FDA e, assim, eliminou o "bizarro debate público" que levou alguns estados federados a liberar a maconha".

Para John Benson,-- diretor do Instituto de Medicina que produziu a pesquisa de 1999, O governo federal ama não levar em consideração os nossos trabalhos de pesquisas". Benson é um conceituadíssimo professor da University of Nebrasca".

Para Jerry Avorn, professora de medicina da Havard Medical, "Infelizmente, este é o último exemplo pelo qual a FDA pronuncia-se fundando-se mais na ideologia política do que na ciência."


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