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Drogas Ilícitas

 

DROGA: Mais 4 anos para o czar Antonio Costa na Unodc.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF-5 de abril de 2006.

O secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, anunciou a renovação do contrato do italiano Antonio Costa, que dirige o escritório das Nações Unidas sobre drogas ilícitas e prevenção ao crime (Unodc), sediado em Viena. Assim, Costa ficará mais 4 anos na direção do Unodc.



O czar Costa foi investigado por ter recebido de presente uma pistola automática da Glock (vide matéria abaixo) e os EUA cogitaram de retirar o apoio a Costa. Como a investigação foi arquivada (vide matéria baixo) e a Casa Branca mudou de postura, Annan-- cujo mandato termina em dezembro-- resolveu reconduzir Costa, cujo mandato terminaria em maio.

Para se ter idéia da força norte-americana, a Casa Branca, em 2005, sustentou a Unodc com US$25 milhões. O Unodc é sustentado por doações de alguns estados-membros da ONU.

Costa expicou que, no momento, a Unodc se encontra com as suas atribuições ampliadas: " no passado, o Unodc era apenas um escritório antidrogas, criado cerca de um quarto de século. Todos os seus diretores, curiosamente, foram italianos (Giuseppe Di Gennaro, Giorgio Giacomelli, Pino Arlacchi e ora appunto Costa,). Uma anomalia, mas, certamente, um reconhecimento à Itália e ao seu empenho".

Convém lembrar que a Itália é o segundo grande doador do Unodc. O primeiro são os EUA. No último balanço do Unodc pode-se verificar que as doações subiram de US$100 milhões de dólarea ao ano para 150 milhões de dólares.

Frisou Costa que a criminalidade mafiosa e a sua expansão internacional tornou o tema de interesse dos estados-membros e, aí, o Unodc ampliou a sua compet~encia para a prevenção à criminalidade.

Outro tema da atribuição do Unodc refere-se à prevenção ao terrorismo, tudo em fase do atentado de 11 de setembro de 2001.

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RETROSPECTIVA

Pizza: EUA confirmam Costa e falam em acordo com ele para "guerra às anfetaminas".


OLHO-27/3/2006.
O embaixador norte-americano em Viena (sede do escritório das Nações Unidas sobre drogas e prevenção ao crime-Unodc) declarou que os EUA querem Costa mais 4 anos na direção da Unodc.
O assesor de Kofi Annan arquivou a investigação do "cado Costa" com a conclusão de ter o czar da ONU cometido "erro de avaliação" ao não participar ao Secretário Geral o recebimento da pistola de presente.
O czar da ONU, Antonio Costa recebeu uma pistola automática de presente. Ele é responsável pelo escritório das Nações Unidas que cuida da prevenção ao crime e de drogas ilícitas.

MATÉRIA

Diante da gravidade da denúncia estampada no Financial Times (ver matéria abaixo sobre o escândalo envolvendo o czar antidrogas da ONU, Antonio Costa), a Casa Branca colocou em campo o seu embaixador na Áustria, Gregor Schulte. É que o escritório do escritório da ONU sobre drogas ilícitas e prevenção ao crime fica em Viena (Palácio de Vidro), às margens do rio Danúbio.

Schulte frisou que as realações dos EUa com o czar Costa são as melhores possíveis. Que ambos já traçaram um plano planetário de guerra às drogas sintéticas ilegais.

Na sede da ONU, em NY, coube a Mlloch Brown, assessor direto de Kofi Annan, participar o arquivamento das investigações sobre o caso da "pistola automática" dada de presente ao czar Costa. Para Malloch Brown houve apenas um "erro de avalição" caracterizado pelo fato de Costa ter deixado de participar o recebimento do presente ao secretário Koffi Annan. O procedimento investigatório foi arquivado.

Em síntese, acaba em pizza a denúncia estampada no jornal Financial Times: os fatos eram verdadeiros, mas, para a ONU, houve apenas "erro de avalição" do czar Costa.

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Antonio Costa, czar antidrogas e da prevenção ao crime da ONU


Estourou um novo escândalo na ONU.

O Financial Times divulgou que o atual czar antidrogas das Nações Unidas, o italiano Antonio Costa (funcionário de carreira da ONU), não terá o apoio dos EUA para a sua recondução, em maio próximo, à direção do escritório de drogas e prevenção ao crime da Organização das Nações Unidas (Unodc), situado em Viena.

A notícia surpreende, pois Costa, durante o seu mandato, sempre alinhou-se com as políticas norte-americanas, que serviram de base à Convenção da ONU de 1961, ainda em vigor.

Costa é considerado um conservador e, como os norte-americanos, sustentou proposta de submeter todos os alunos de escolas a testes antidrogas.

. Pelo divulgado, Costa recebeu de presente uma pistola-automática da Glock, uma potente fabricante austríaca de armamentos. Ou seja, aquele que tem o dever de previnir crimes, aceita uma arma de fogo, que é sinônimo violências e mortes. Além, evidentemente, de instrumento de força e violência da criminalidade organizada e da chamada bandidagem.

O segunda da hierarquia da Unodc, Mark Malloch Brown, enviou uma carta a Costa com protesto e reprovação por ter aceitado o presente de uma empresa exportadora de violência.

Para o porta-voz da Unodc, Richard Murphy, o czar Costa reconheceu o erro e a falha de não ter avisado Kofi Annan, o secretário geral da ONU.

A justificativa é que Costa fez um curso de tiro e usou a tal pistola, que, no final, foi-lhe dada de presente pela Glock. Costa, segundo o porta-voz, aceitou a arma por “educação” e a deixou no escritório da ONU, de onde nunca saiu.


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