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ÓPIO: Plano governamental de erradicação começa com resistência dos unidos Senhores do Ópio e Talebans

Por IBGF/WFM

Olho

Plano começa na província de Helmand, maior centro mundial de cultivo de ópio. O Afeganistão é o maior produtor mundial de ópio-bruto, que se transforma em heroína. São 26.500 hectares. Os Senhores do Ópio (líderes tribais) uniram-se aos Telebans. Os primeiros, para continuarem a lucrar com o tráfico internacional. Os segundos para desacreditar e desmoralizar o governo Karzai. A ajuda financeira internacional é inferior ao movimentado pelo ópio, que influencia o PIB.

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Helmand: maior centro mundial do ópio.


Matéria

Depois do apelo dramático feito em Assembléia das Nações Unidas no final de fevereiro deste ano de 2006, o presidente afegão, Hamid Karzai, iniciou ontem (8 de março de 2006) o “Plano Nacional de Erradicação das Culturas de Papoula” (da cápsula da papoula é extraio o ópio, termo de origem grega que significa suco).

Com apoio de militares ingleses e canadenses, as erradicações começaram na província meridional (estado) de Helmond, o principal centro de cultivo do ópio do Afeganistão.

O principal problema que o governo afegão vai experimentar diz respeito ao acordo celebrado entre os “Senhores do Ópio”,--também conhecidos por por “Senhores da Guerra” pela forte liderança tribal--, e os Talebans.

Conforme declarado por Karzai (vide retrospectiva abaixo) e reafirmado ontem (8 de março de 2006) pelo coronel Henry Worsley, -- chefe do contingente britânico enviado para apoiar o projeto de erradicação---, o ópio dá o sustento financeiro aos terroristas talebans.

Como frisou o presidente do nosso IBGF, Walter Fanganiello Maierovitch, em entrevista à imprensa norte-americana e européia, “existe um tripé de sustentação formado pelos Senhores do Ópio, Talebans e Corrupção de agentes governamentais afegãos”.

plantio de papoula em Helmand.


O Afeganistão é o maior produtor mundial de ópio. Os talebans investem no insucesso do Plano, para desestabilizar e desacreditar o governo de Karzai. Já os “Senhores do Ópio” querem continuar a lucrar com o tráfico internacional, que abastece de ópio a China, Índia e Europa.

A meta é varrer o ópio de Helmand e prosseguir para o norte do país. Atualmente, são 26.500 hectares de ópio. Em Dishu (sul de Helmand) mais de mil homens, com tratores e instrumentos agrícolas, arrancam ópio.

Vale lembrar que em 1999, as Nações Unidas, num polêmico acordo com o governo Taleban, tinha iniciado um programa de erradicação e recuperação de uma fábrica têxtil desativada, tudo sem o esperado sucesso, em especial pela invasão e queda do regime taleban.

presidente Karzai, do Afeganistão.


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RETROSPECTIVA: fevereiro de 2006

DROGA e TERROR: presidente afegão sustenta que o ópio financia o terror.

Por IBGF/WFM

O presidente afegão Hamid Karzai alertou ( os governadores das provincias e os chefes de polícia que os cultivos de papoula (dela se extrai o ópio) precisam acabar no país. Em tom dramático, frisou: - "Caso não eliminarmos a droga, ela é que irá nos eliminar".

Karzai advertiu, ainda, que não existe dúvida de o terrorismo, no seu país, encontrar no tráfico do ópio o sustento econômico necessário para financiar os ataques suicidas e as ações sangrentas. No ano de 2005, chegou a 1500 o número das vítimas em atentados terroristas no Afeganistão.

Em uma passagem do seu discurso, Karzai sustentou que "a maior parte dos bilhões de dolares obtidos com o tráfico de drogas acabam nas mãos das máfias e dos bancos estrangeiros".

O próprio Karzai admitiu que o Afeganistão, de longa data, é o maior produtor de ópio do mundo e se estima ser o responsável por 87% da oferta planetária colocada no mercado.

cultivo de papoula em Dishu, tratores mais contigentes ingleses e canadenses na erradicação.


Para Karzai a guerra ao ópio é fundamental. Com o fim da ocupação norte-americana em 2001, o cultivo e a venda do ópio bruto (do qual se refina a heroína) chegou ao maior patamar de todos os tempos. Segundo Karzaista, graças à contribuição internacional em dólares, a produção de ópio já caiu a 103 mil hectares, ou seja, ocorreu redução de 21% da área de cultivo em comparação com o ano anterior.

Para o czar antidrogas da ONU, Antonio Maria Costa, o clima ajudou os cultivadores e a produção total de ópio em 2005 chegou a 4.100 toneladas, cerca de 2,4% a menos do que o produzido em 2004.

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COLABORAÇÃO.

Artigo enviado por PERICLES da S.Pereira Neto.

British forces enter 'Opiumland'.

Afghanistan remains the world's most important source of opiates, accounting for three-quarters of the global total. Given its importance for financing terrorist and insurgent groups, combating this criminal trade has become a growing part of the international civil reconstruction and military security operation.

The southern region of Helmand accounts for 25 per cent of Afghan opium production, worth USD1.1 billion a year, according to the UN Office on Drugs and Crime (UNODC). Largely untouched by international forces, the area devoted to poppy cultivation has doubled, according to Helmand's anti-drug agency chief Fazel Ahmad Sherzad. Helmand now accounts for more opium production than any of Afghanistan's 34 provinces, earning it the title 'Opiumland' among some international anti-drug officials in the country.

In response, British forces are making a major deployment to Helmand for up to three years, in what marks the start of a new chapter in NATO operations. An advance guard of British troops was deployed in February: 150 soldiers from 39 Regiment of the Royal Engineers and 42 Commando Royal Marines. Their role is to establish and guard Camp Bastion, a base for subsequent deployments outside the provincial capital of Lashkargah (troops at another base, Camp Ashton, will train a brigade for the Afghan National Army).

The Helmand Task Force is due to be fully operational by July, peaking at 5,700 soldiers before reducing to its long-term strength of 3,300 once construction work is complete and the bulk of the engineers withdraw. The force will be a versatile detachment, comprising light infantry from 3 Battalion of the Parachute Regiment, light armour from the Household Cavalry, an artillery battery, a battery of Desert Hawk reconnaissance drones and support elements. They will be supported in the air by eight Apache attack helicopters, four Lynx utility helicopters and six Chinook transport helicopters.


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