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Drogas Ilícitas

 

DROGA: O depois do Plano Colômbia.

Por IBGF/Jornal do Terra

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Os presidentes Bush (EUA) e Uribe (Colômbia) estão colhendo as tempestades do vento que semearam com o desastrado Plano Colômbia, o combate aos insurgentes e o apoio velado aos paramilitares.

Plan Colombia: US$5,0 bilhões jogados fora.


Segundo a Departamento de Justiça do governo Bush, agentes antidrogas da Drug Enforcement Agency (DEA), destacados para atuar na Colômbia, foram corrompidos por traficantes de cocaína.

Não bastasse isso, os agentes da DEA teriam realizado lavagem do dinheiro sujo da cocaína para os traficantes e se envolveram no assassinato de informantes policiais, tudo em cumplicidade com os paramilitares das Autodefensas Unidas de Colômbia (AUC), que também traficam cocaína para os EUA.

Na Colômbia atuam 135 agentes da DEA. As descobertas dessas atuações criminosas foram do advogado Tomas Kent, que trabalha no setor de Interceptações Telefônicas e Drogas Perigosas do Departamento de Justiça do governo Bush. A respeito, farta documentação foi estampada na colombiana Revista Semana e divulgada pela Rádio Caracol, de maior audiência no país.

O falido "Plan Colombia" durou cinco anos e foram jogados no ralo US$ 5 bilhões. O carro-chefe do Plano era o despejo aéreo de herbicidas nas regiões cocaleiras, em especial em Putumayo, Caqueta, Meta e Guaviare.

Além da migração do cultivo para outros países andinos e para a floresta amazônica colombiana, os cocaleiros invadiram as Reservas Naturais e os Parques Nacionais. Em áreas de preservação, a lei proibia o derrame de herbicidas, que causam irreparáveis danos ecológicos. Então, tornaram-se locais seguros, a salvo dos aviões da Dyan Corp, ou seja, da empresa privada de segurança norte-americana contratada para o despejo de herbicidas: glifosato da multinacional Monsanto.

Laboratório clandestino de cocaína.


Como solução para tentar salvar a transformação dos parques nacionais em áreas cocaleiras, o presidente Uribe começou, pelo parque La Macarena, as erradicações manuais. O parque tem 4.598 hectares, onde cerca de 11 mil camponeses vivem do cultivo e venda da folha de coca.

O presidente Uribe esteve nesta quarta-feira em Macarena para a sua tradicional pirotecnia, tipo César Maia no Rio de Janeiro. O próprio Uribe arrancou 60 pés de coca e foi filmado e fotografado para faturar prestígio.

Na ocasião, Uribe declarou que os cocaleiros de Macarena virariam temporariamente guardas florestais. Por ano, irão receber US$ 441, estimado como suficiente para manutenção das famílias sem plantio de coca na região.

Uribe anunciou que irá transferir os cocaleiros de Macarena e lhes dará terras. Consultado, o ministro da Agricultura disse que está à procura de terras para transferir os cocaleiros. Enquanto isso, ficarão como guardas florestais.

A corrupção e a participação de agentes do DEA em assassinatos esperam por solução da Casa Branca. Quanto ao Parque de Macarena, é evidente que os traficantes podem oferecer mais do que os US$ 441 anuais prometidos por Uribe.

Coca: erradicação manual no Parque Nacional de Macarena.


Em síntese, sem soluções e o dinheiro do falido Plano Colômbia, Uribe procura jogar para a torcida e sempre obedecendo às ordens de Bush. Para quem ainda não percebeu, agora dá para entender por que Chávez expulsou a DEA da Venezuela e Evo Morales declarou não querer mais a tal DEA na Bolívia.


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