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Drogas Ilícitas

 

DROGA: incapacidade do escritório da ONU para política de cultivo substitutivo

Por IBGF/WFM

OLHO> Mais uma vez, o Escritório sobre drogas e prevenção ao crime das Nações Unidas (UNODC) mostra como as coisas andam mal. Um relatório interno mostra a incapacidade do órgão para cuidar das políticas de cultivos substitutivos às drogas. O Japão, Austrália e Grã-Bretanha, já não mais fazem doações aos programas de cultivos substitutivos do UNODC. E março próximo (março de 2006), haverá uma reunião da Comissão de Entorpecentes, uma espécie de Parlamento, para discutir a questão. Enquanto isso, os programas não convencem os camponeses.

MATÉRIA.

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Um relatório interno produzido por uma unidade de avaliação do Escritório das Nações Unidas sobre drogas e prevenção ao crime (UNODC) vazou à imprensa e foi objeto de matéria no jornal francês La Liberation.

O relatório aponta a incapacidade do UNODC de implementar com sucesso, --e encorajar os agricultores--, a aderir às políticas de cultivos substitutivos às plantas proibidas.

Do relatório, segundo publicado, constou uma observação fortíssima, no sentido de "Inexistirem provas de que as políticas agrícolas de desenvolvimento alternativo tenham conseguido reduzir as quantidades de plantas com princípio ativo proibidas (coca,papoula,cannabis)"

O vazamento e o desnudar do órgão (UNODC) aparecem às vésperas da reunião do Comissão de Drogas da ONU, uma espécie de Assembléia Geral de aprovação de atividades. A referida Comissão se reunirá em março próximo (março de 2006).

Sabe-se que Japão, Grã Bretanha e Austrália, países que estão entre os maiores doadores de verbas para a UNODOC, não mais estão contribuindo com os projetos de cultivos substitutivos da UNODC.
. “Onde a produção diminuiu, isso pode ter decorrido de outros fatores que não os programas de desenvolvimento substitutivo como, por exemplo, o crescimento econômico ou mudanças nas políticas internas: a produção do ópio,-- extraído da paoula--, cresceu muito depois da queda do regime do Talebã, apesar dos esforços da comunidade internacional, que tentou promover a substituição da popoula por rosas e açafrão."

O relatório supracitado denuncia os efeitos perversos dessas políticas do UNODC. Seriam planejadas tão mal que espantam os agricultores, a ponto de não se inscreverem nos programas de cultivos substitutivos.

Antonio Costa, o czar antidrogas da ONU adotou perfil filo-norte-americano e acumula fracassos.


Enquanto os cultivos substitutivos fracassam, os norte-americanos, como se verifica na Colômbia, continuam a investir nas erradição forçadas, "manu militari". Logicamente, as erradicações militarizadas suprimem, por um tempo, os plantios, mas não eliminam as causas que levaram a ele. Mais, as áreas de plantio migram, como se percebe na Colômbia: o plantio de coca invadiu os Parques Nacionais. Sobre os projetos de cultivo substitutivo, o sociólogo francês Allain Labrouse (fundou e dirigiu o Observatório Europeu das Drogas) alertou: "Esses projetos não estão integrados a programas de desenvolvimentos regionais ou nacionais. A distruição da economia local que se apoia nos cultivos ilegais não podem ser substitutídas, apressadamente-num só golpe, por uma outra economia a qual os cidadãos não têm experiência, conhecem pouco ou não conhecem". Como frisado acima, Japão, Grã Bretanha e Austrália não mais ofertam doações para os programas de cultivos substitutivos da UNODC. E o relatório interno désse órgão, --que vazou à imprensa--, deixa claro que, com relação a projetos financiados por doadores outros, não se garante nem mesmo um fluxo financeiro ao menos por um (1) ano. Em Viena, sede da UNODC, vazamento, ocasionou abalo. O porta-voz do diretor-geral, Antonio Costa, limitou-se a dizer que "não estavam de acordo com tudo o que constava do texto". Ressaltou, ainda, que " devemos oferecer o melhor para que possamos dar mais qualidade aos nossos projetos. O nosso objetivos é nos tornarmos o melhor cozinheiro para encontrar a melhor receita"


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