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Drogas Ilícitas

 

MACONHA: Será proibida a venda de maconha nos coffe-shop da Holanda, avisa o czar da ONU.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

Termina amanhã em Palermo (7/12/2005) a Conferência Nacional sobre o Fenômeno das drogas. A Conferência foi prevista para durar 3 dias e a organização é do governo italiano.

coffe shop em Amsterdã.


Da Conferência participa, como convidado, o czar antidrogas da ONU, Antonio Maria Costa. O referido czar da ONU é italiano e funcionário de carreira da ONU, com a incumbência de dirigir o escritório sobre drogas e prevenção ao crime, sediado em Viena.

Hoje (6/12/2005) e durante a Conferência de Palermo, o czar Costa anunciou que, em breve, a Holanda não vai mais vender maconha em bares.

Segundo o czar da ONU, serão cassadas, pelo governo holandês, as autorizações para venda de maconha nos bares holandeses.

A notícia do czar ocorre logo depois da festa de 37 anos do Café Sarasani, que funciona em Utrechet. O Sarasani vende legalemnte maconha,-- para consumo nas suas dependências, há 37 anos.

Na Holanda, hoje, funcionam 800 cafés autorizados a vender maconha, numa política liberalizante que procura afastar o usuário do traficante.

Para o czar da ONU, a Holanda vai adaptar a sua política à preconizada pela União Européia, que não recomenda a venda de maconha em bares.

Sarasani, o pioneiro na venda, completou 37 anos em novembro de 2005.


O próximo alvo na "war on drugs", conforme declarou o czar Costa, é atacar os smart shop (estabelecimentos comerciais de venda de produtos canábicos) e as vendas de drogas pela internet.

Logo depois da fala do czar Costa, o eurodeputado Giusto Catania nega a informação de Costa: "Aqueles locais não fecharão".

Para Costa, "os coffe shop violam as convenções internacionais. Além disso, o fornecimento da mercadoria (maconha) provém de canais ilegais".

Ressaltou Costa que o número de cafés para venda de maconha na Holanda vem caindo. No período áureo eram 1.700, lembrou Costa. Destacou, ainda, que a quantidade máxima de venda vem caindo ano a ano. Como se sabe, cada bar pode vender até 1/2 quilo de maconha por dia. Essa quantidade vem caindo entre 3 e 5 gramas, pelos cáculos de Costa.

Contou Costa, ainda, que o governo da Holanda impôs uma fiscalização pesada nos coffe shop. No último ano eles passaram a funcionar longe das escolas e dos parques. Têm horário para abertura e fechamento. Assim, "explorar um coffe-shop ficou anti-econômico", arrematou Costa.

Enquanto a guerra nos shart-shop não chega, a novidade é a venda de folha de coca para elaboração de chá não cocainado. A tal folha descocainada é realizada por internet e, segundo autoridades italianas, mascara o tráfico, pois as folhas vem naturais. Para o eurodeputado Giusto Catania, " o debate holandês neste momento é sobre uma proposta do prefeito de Maastricht. Referido prefeito propôs o fim do monopólio de venda aos coffe-shop. Mais uma vez Catania atacou o czar Costa: "ao invés de enfrentar o tráfico internacional, Costa continua a contar lorotas ("frotole") sobre os efeitos positivos da war on drugs e, agora, acrescenta balelas (" fandonie") sobre a Holanda." (6 dicembre 2005)


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