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COCAÍNA: governo colombiano lança em Londres campanha internacional. A modelo Kate Moss é citada como exemplo negativo.

Por IBGF/WFM

OLHO

. O governo colombiano lançou em Londres uma campamha internacional. Pede aos países de consumo de cocaína de se envolverem na "guerra contra essa droga". A campnha fala em Responsabilidade Compartilhada, ou seja, se não houvesse consumo, cairia a oferta da cocaína da Colômbia.

Kate Moss é mencionada na fala do vice-presidente colombiano.


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O objetivo da campanha é mostrar que a "culpa" não é só do país de produção da cocaína. É também dos países de consumo. No fundo, a velha obviedade da "war on drugs" de Bush: sem demanda não há oferta.

A verdade é que a demanda não pára de crescer. Na Inglaterra, Espanha e Itália, a cocaína só perde para a maconha na preferência dos usuários.

. O recente relatório de 2005, publicado pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (agência da União Européia), mostra que 3% da população adulta da Europa já consumiu cocaína, pelo menos uma vez ao longo da vida. No último mês de agosto (2005) foram 1,5 milhões de usuários.

O lançamento da campanha internacional do governo colombiano ocorreu em Londres e o vice-presidente, Francisco Santos, deu uma coletiva a imprensa sobre a tal "Responsabilita Condivisa" (Responsabilidade Compartilhada).

A propósito, nenhuma originalidade, pois a Responsabilidade Compartilhada foi o mote da Assembléia Especial da ONU, em 1998.

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O objetivo da campanha, segundo o governo colombiano, é "conscientizar o consumidor final dos devastantes efeitos à saúde que gera cada aspirada de cocaína".

Ressaltou o vice´presidente da Colômbia que o mercado da cocaína financia o crime organizado, paramilitares e a insurgência. Aumenta o número de homicídios e promove a devastação do meio-ambiente, comprometido com o cultivo da folha de coca.

O vice colombiano lembrou, ainda, dados sobre o Reino Unido:cresceu o número de mortes por uso de cocaína. Para a imprensa européia, o governo da Colômbia está funcionando como "laranja", a mando da Casa Branca. Nos EUA existe uma campanha em curso que é agressiva e procura responsabilizar os consumidores. Algo igual aos discurso da "famiglia" Garotinho (governadora e marido) no Rio de Janeiro.

O vice Santos frisou que são necesárias medidas preventivas e a conscientização por campanhas nas escolas, bares e meios de comunicação de massa, "como fazem os norte-americanos".

No final da entrevista, o vice Santos usou a modelo Kate Moss, como exemplo:
"Quando alguém como a modelo Kate Moss cheira uma carreira de cocaína, deve saber o mal que isso faz. Isso não só a ela, mas também à Colômbia, ou seja, aos camponeses, às crianças, ao meio-ambiente e aos jovens que são recrutados pelos grupos terroristas".


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